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NEWTON AVELINO

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16 julho, 2020

PADRE CÍCERO: UMA DEVOÇÃO E UMA PAIXÃO ENTRE OS ROMEIROS DEVOTOS DESSE HOMEM QUE É QUASE COMO SANTO DENTRO DO SERTÃO DO NORDESTE BRASILEIRO


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AS ROMARIAS QUE ACONTECEM NO NORDESTE BRASILEIRO MOSTRAM A DEVOÇÃO DO SERTANEJO AO PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA 





      A região Nordeste do Brasil, é uma região muito religiosa e festeira, os nordestinos, são pessoas que tem uma profunda fé e que durante todo o ano, realizam festas comemorativas aos santos da igreja católicas. Durante todo o ano, costumamos ver o turismo religioso dentro dos estados dessa região, isso comprova o quanto eles são pessoas de fé fervorosa. Os santos da igreja católica são homenageados em cada cidade nordestina, eles são padroeiros de muitas cidades dentro dessa região, pois, muitas igrejas, e muitos municípios, onde essas igrejas estão, tem como padroeiros. 


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      Estes santos da igreja católica tais como: São João, São Pedro, São José, Santo Antônio, São Francisco e tantos outros. São padroeiros de milhares de cidades nordestinas. E, isso se torna, um meio de geração de emprego e renda durante os dias de festas e devoção, de cada um desses padroeiros. Mas hoje vamos falar, de um personagem que tem milhares de devotos fervorosos seguindo ele, vamos falar do Padre Cícero Romão Batista. Ele também é conhecido como Padre Cícero, ou "Padim Ciço"; para os fieis. Ele foi um religioso católico que nasceu na cidade do Crato no estado do Ceará e que viveu entre os séculos XlX e XX. Tudo começa na cidade de Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, localizada na região Metropolitana do Cariri, no sul do estado, distante uns 491 km da capital, fortaleza. 


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      Essa cidade, fica localizada a uma altitude de 377 metros do nível do mar. Ela ocupa uma área de 249 km², e tem uma população de 270. 383 habitantes. Nessa cidade, no ano de 1889, Padre Cícero ganhou notoriedade no Nordeste, pois, foi um fato, que ganhou repercussão nacional. Conta-se que, durante uma missa na igreja na cidade de Juazeiro, no Ceará, a hóstia consagrada por ele, transformou-se em sangue na boca de uma mulher. A população local começou a considerar ele um milagreiro. A igreja, não concordando com os acontecimentos, considerou ele como místico, e o proibiu de exercer o sacerdócio. Passados dez anos, do episódio, padre Cicero viajou para Roma em 1898 onde conseguiu a absolvição do Papa Leão XIII. Porém, continuou proibido de celebrar missas. Então ele entrou para a vida política e se tornou prefeito da cidade de Juazeiro por 15 anos. Depois de sua morte em 20 de julho de 1934, tornou-se uma das principais figuras religiosas da história e do país. Seu túmulo até hoje, é um dos pontos de peregrinação mais importantes do Brasil. Ele foi declarado santo pelo povo nordestino que vive no sertão do Nordeste Brasileiro. Os romeiros, aparecem de todos os cantos e de todos os lados quando chega a época da celebração do seu aniversário; romarias e mais romarias com destino a cidade de Juazeiro são vistas pelas estradas estaduais e federais que cortam a região nordeste do Brasil. A devoção ao Padre, leva aproximadamente doze milhões de pessoas todos os anos à Basílica do Santuário de Nossa Senhora das Dores em Juazeiro do Norte no Ceará, onde existe uma grande estátua do Padre. 


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      Esse monumento em homenagem ao Padre Cícero Romão Batista, foi inaugurada no dia 01 de novembro de 1959, no alto da Serra do Catolé ou, como é mais conhecida, Colina do Horto, pelo então prefeito Mauro Sampaio. Essa estátua, tem 27 metros de altura, e é considerada a terceira maior do mundo, em concreto, escupida por Armando Lacerda em um local que era sempre escolhido pelo sacerdote, para os seus retiros espirituais. Do lado, existe um museu Vivo e, do outro, um enorme quadro da ceia larga com 17 × 4 m, enquanto há alguns metros sendo construída a igreja de Bom Jesus do Horto. Como essa cidade nordestina, existem milhares de outras, com Santos da igreja católica como padroeiro dessas cidades. Vindo ao Brasil ou vindo ao nordeste, procure conhecer esses lugares maravilhosos dentro do Nordeste, só assim você vai compreender a cultura desse lugar.


13 julho, 2020

A ARTE NORDESTINA E SEU FOLCLORE REGIONAL MOSTRAM A RIQUEZA DE DETALHES DENTRO DA CULTURA REGIONAL BRASILEIRA

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 A CULTURA E A ARTE NORDESTINA MOSTRAM OS SEUS ASPECTOS CULTURAIS E AS DIVERSIDADES DENTRO E FORA DESSA REGIÃO BRASILEIRA





      Se tem uma região que gosta muito de valorizar e mostrar a sua cultura, essa região se chama o Nordeste brasileiro. A cultura dessa região, é muito diversificada dentre a imensidão dos seus nove estados. A culinária, suas danças e músicas tradicionais, suas festas típicas, seu artesanato, enfim, todos seu folclore. Isso faz dessa região, um celeiro cultural do Brasil. 


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      Hoje vamos falar das danças tradicionais do Nordeste. Falaremos do Xaxado, Baião e o Xote. O xaxado praticamente foi inventado na época do cangaço. O xaxado é uma dança típica nordestina, que está ligada diretamente a Lampião e seus companheiros de volante. Nos anos 20 O cangaceiro Virgulino Lampião,foi recrutado para participar do bando do Senhor Pereira; durante alguns anos, ele foi um dos cangaceiros desse grupo, logo depois de 1922, o Senhor Pereira deixa o sertão e vai para Goiás, Lampião assume o bando, e passa a ser o chefe de seu próprio bando. Nessa época, os cangaceiros quando ganhavam alguma luta, davam carrapetas de sachar, ou seja, eles tinham suas próprias coreografias nas danças em comemoração à alguma coisa de bom para eles e de ruim para os outros; talvez tenha sido através disso, a criação dessa dança chamada de xaxado. Tem alguns historiadores que falam que essa dança é uma adaptação de danças portuguesas. No início, denominava-se Xaxado, apenas a música que era usada como fundo para a dança pisada, existe uma diferença entre Xaxado que é a música e a pisada que é a dança. Alguns outros historiadores falam que o Xaxado é uma dança de origem pernambucana provinda do agreste e sertão, ou seja, das regiões da caatinga (mata branca), região de clima seco e vegetação espinhenta. Foi criada pelos cangaceiros e tinha como finalidade comemorar a batalha ganha. Como vemos, o xaxado realmente pode fazer parte da cultura popular nordestina. O interessante, e que, nisso tudo, temos a mistura do baião, xote e o próprio xaxado dentro da cultura Nordestina. 


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      O xote é outra dança da cultura regional que tem influência europeia, mas como toda cultura brasileira, o povo brasileiro conseguiu adaptar e deu outra roupagem musical a ele, criando assim o xote malandro, o xote pé de serra, xote de forró e o xote de matuto que é uma dança mais diferente, parecendo com a marcação de música escocesa. Já o baião é um gênero de música e dança da região do Nordeste do Brasil, derivado de um tipo de lundu, denominado baiano. Ele tem uma mistura musical que utiliza vários instrumentos tais como: a viola, triangulo, flauta e outros instrumentos. Essa mistura musical de estilos musicais da cultura e da arte nordestina nos remete as cenas interioranas do nosso nordeste brasileiro que constrói essa musicalidade dentro da cultura popular, e que só enriquece a nossa história dentro do cenário brasileiro e mundial. 


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      A verdade é que, a arte nordestina, sempre se renova mas mantendo o tradicional dentro da sua cultura. As variedades de estilos musicais dentro dessa cultura, faz revelar a capacidade de criação de tantos artistas populares, que seria redundante dizer quantos seriam eles dentro da arte regional brasileira. A capacidade de criação da arte da cultura nordestina de gêneros e de estilos, é a marca que esse povo tem em fazer cultura, arte e história dentro da sua própria história. O Nordeste, falando culturalmente, podemos dizer que ele é para o Brasil, o celeiro de uma infinidade de histórias culturais da arte e da cultura popular do Brasil. Hoje podemos afirmar sem sombra de dúvidas que o tradicional, pode muito bem andar de braços dados com o moderno, sem perder ou tirar à essência das características de cada um desses maravilhosos artistas.

05 julho, 2020

A ARTE NORDESTINA DAS QUEBRADEIRAS DE COCO DO NORDESTE BRASILEIRO QUE FAZEM PARTE DA CULTURA EXTRATIVISTA DA SUB REGIÃO MEIO NORTE

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AS MULHERES QUEBRADEIRAS DE COCO QUE FAZEM PARTE DA ARTE NORDESTINA DENTRO DA CULTURA NORDESTINA E DO EXTRATIVISMO BRASILEIRO



      No interior nordestino, existem alguns meios de trabalho braçais que, não são nem valorizados e muito menos, bem remunerado. Além do mais, são meios muito primitivos que ainda são usados nas sub regiões nordestinas para muita família conseguir tirar o meio de sobrevivência de suas famílias. Vamos falar hoje, das mulheres que vivem o dia a dia de um trabalho muito cansativo e que rende pouco para o seu sustento e o sustento de sua família. Vamos falar das tiradoras de cocos babaçu. Do meio norte em diante, essa é uma prática comum e que faz parte da cultura dessa região onde elas vivem. Do Piauí, Pará e uma parte do Amazonas você encontra essa palmeira. 



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      Ela é uma árvore nativa do Brasil, da família das palmeiras. É encontrada nas regiões Nordeste e norte do Brasil. A maior concentração dessa palmeira fica no estado do Piauí e Maranhão, mas também pode ser encontrada no Estado do Ceará, Tocantins e Minas Gerais as margens do Rio São Francisco. Vamos falar das quebradeiras de coco babaçu. Essas mulheres formam grupos em comunidades extrativistas do estado onde elas residem, geralmente nos estados piauí, Pará, Maranhão ou Tocantins. Basicamente, são pessoas que se levantam para irem cedo para o trabalho dentro dessas reservas extrativistas, às vezes só tomam um cafezinho sem outro tipo de alimento e saem para a labuta. Dentro das reservas, elas se distribuem em grupos para começarem a sua luta do dia a dia dentro do trabalho que elas exercem. Elas têm seus modos próprios dentro do manejo e de organização de suas atividades. Dispersas pelas áreas de ocorrência da palmeira babaçu, as quebradeiras desenvolveram modos peculiares de manejo da terra, além de um código próprio de organização de sua atividade. Possuem como fonte de renda familiar principal ou secundária a coleta e quebra do fruto do babaçueiro, de modo a separar a amêndoa da casca. A semente do coco babaçu é oleaginosa, sendo utilizada como matéria-prima para diversos produtos manufaturados, além de servirem de alimento para as quebradeiras e suas famílias. Babaçu é o nome genérico dado às palmeiras oleaginosas pertencentes à família Palmaceae e integrantes dos gêneros Attalea e Orbignya. Do fruto, nada se desperdiça. Aproveitam-se as folhas para a construção dos tetos e do isolamento térmico das casas; da palha, nascem cestos que guardam e carregam; da casca, obtém-se o carvão; do caule, o adubo para fertilizar as plantações agrícolas; da polpa (mesocarpo), desenvolve-se uma farinha altamente nutritiva; das amêndoas, extrai-se o óleo, um dos mais versáteis do mundo e confecciona-se sabão, leite de coco, remédios naturais e, segundo as pesquisas científicas mais recentes, biocombustível. 

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      Da folha que pode chegar a 20 metros de altura e tem inflorescência em cachos, pode se usar em telhados para casas, cestas e muitos outros objetos de artesanato. Do seu caule, pode ser feito adubo e estrutura de construções, da casca do coco produzo-se carvão para fazer o fogo, é do seu mesocarpo, o mingau usado na nutrição infantil. A palmeira do coco babaçu alcança entre 10 a 30 metros de altura e pode atingir a produção plena após 15 anos. Os frutos produzidos são extremamente apreciados, por todo Brasil, tanto pela fauna silvestre, quanto pelos humanos. Os frutos dão em cachos, em média 3 a 5 por cada safra, com 300 a 500 cocos cada um. No tempo da maturação, os frutos caem no solo e a coleta desses frutos ocorrem de maneira natural, sem agredir o meio ambiente ou danificar a árvore. Em áreas degradadas ou com baixa densidade, de palmeiras, existe um tipo de manejo comum e sustentável que envolve a concentração a partir de mudas de palmeiras produtivas, com a separação de seus cocos maduros e de boa qualidade, para serem espalhados pela área afetada. 

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      A tarefa fica a cargo das cerca de 300 mil mulheres brasileiras, espalhadas pelos estados do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí — área que aglutina o Cerrado, a Caatinga e a Floresta Amazônica, especialmente rica em babaçuais (a árvore do babaçu). O ofício dessas mulheres, é aprendido de geração em geração. Isso já existe há (séculos) famílias esquecidas num Brasil interiorano, num Brasil desigual desproporcionalmente falando, que tem riquezas naturais abundantes de recursos e também de especulação territorial e conflitos rurais. Um verdadeiro absurdo. Essas mulheres, munidas de seus cofos(cestos feitos de palha de babaçu, para carregar os cocos)e machados, coube enfrentar jagunços, cercas e o machismo, e mesmo a pobreza e a negação do Estado em reconhecer seus direitos, dos seus antepassados adquiridos. Depois de tudo isso, elas se passaram a se denominar como QUEBRADEIRAS DE COCO BABAÇU. Elas, depois de muitos anos, foram reconhecidas e se organizaram. Com o passar do tempo, elas passaram a reforçar sua identidade coletiva enquanto se reuniam para quebrar coco, muitas vezes nos quintais de suas casas. Nos anos de 1980 explodiram os conflitos de terras; disputas que ameaçavam os territórios tradicionais, ocupados por anos pelos grupos, mas que não possuíam documentação, dando a eles, direitos para a exploração dessas reservas extrativistas. Grileiros e fazendeiros, de forma violenta, ameaçavam e expulsavam essas comunidades, cercavam a mata, afastavam as famílias do babaçual, renegavam a elas pequenos pedaços de terra, onde não era possível fazer roça e nem acessar o babaçu. Depois de muitas lutas na justiça, elas conseguiram o direito e a legalização de poderem fazer a extração do coco babaçu dentro dessas reservas extrativista. Esse é mais ou menos o retrato de um Brasil que o mundo talvez não conheça, mas que é real dentro do contexto. É muito triste, mas é a realidade de um Brasil que está muito além do que deveria ser. Poderia ser um país mais justo e com uma distribuição de renda mais justa. Um país continental como este, não precisa ter as desigualdades que tem, pois, aqui tem muita riqueza, só precisa se bem distribuidas.

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