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25 de ago de 2018

HISTÓRIA DE CULTURA POPULAR

            Jeito de fazer cultura | fonte da imagem: zerohorasergipe

                                         

                         


                

                       JEITO DE FAZER CULTURA           




    O Nordeste brasileiro é o celeiro da cultura popular brasileira, e por isso mesmo é que, essa região, é responsável por pelo menos uns 70% da exportação de artistas nordestinos para esse brasilzão de meu Deus. O Estado do Ceará é um celeiro de humoristas, poetas, cantores e trovadores. O estado de Pernambuco tem em seu frevo, caboclinho, maracatu, e tantas outras manifestações culturais como sua identidade. Na Paraíba temos o coco de roda, o forró e o xaxado como sua bandeira cultural. Os outros estados nordestinos têm suas manifestações culturais com variados nomes diferentes de estado para estado, mas sendo a mesma manifestação cultural. 

                                   

Jeito de fazer cultura | fonte da imagem: maxresdefault

   


    

    Do mesmo jeito se repete na sua culinária, ou seja, um prato pode ter mais de um nome em diferentes estados da região Nordestina. Hoje vamos falar de uma manifestação cultural que é muito praticada no estado de Sergipe. Essa manifestação cultural tem seu reduto no município de Laranjeiras, no estado de Sergipe. Esse município tem uma das maiores populações negra do estado. O município é conhecido por manter viva suas tradições do período colonial, levando de geração a geração a cultura de um povo por muitos anos que foi marcado pela escravidão. 


                                  

Jeito de fazer cultura | fonte da imagem: scoopnest



    Vamos falar do “Lambe-Sujo” que é uma representação cultural que fala e representa a luta entre negros quilombolas. Desde o final do século XlX, quase todos os domingos do mês de outubro, ocorre esse tradicional embate nas ruas calçadas de pedras de Laranjeiras, Patrimônio Histórico Nacional. Os brincantes são os habitantes da cidade, os visitantes curiosos e os vários turistas, que são envolvidos pelo forte apelo popular da manifestação cultural, e tornam-se coadjuvantes do folguedo. Todo o corpo dos “Lambe-Sujos, são cobertos com tinta preta mesclado ao mel de cabaú que só deixa à vista o expressivo olhar dos personagens e o vigoroso vermelho dos gorros. Suas armas são foices manipuladas por mãos calejadas que trazem a marca do trabalho escravo nos canaviais. Eles também usam chupetas e cachimbos e é isso que completa sua caracterização. Já os caboclinhos, são pintados com tinta vermelha, e usam arco e flechas e representam os antigos índios brasileiros. O evento começa num sábado, com o cortejo que percorre as feiras livres e o mercado municipal. O principal motivo dessa festa, além de ser um evento cultural, também é angariar alimentos que serão utilizados no almoço oferecido no dia seguinte a todos os participantes do evento. O desfile acontece durante todo o dia pelas ruas estreitas da cidade. 

                                    


Jeito de fazer cultura | fonte da imagem: misscheck-in

   



      As pessoas que não atendem aos pedidos de donativos dos “Lambe-Sujos”, são meladas pela tinta preta, fato que dá o tom da brincadeira. O ápice da festa acontece depois do almoço quando as princesas dos “Lambe-Sujão” são sequestradas e inicia-se a “guerra”. Os negros são vencidos. O cortejo retoma de forma lúdica as batalhas entre negros quilombolas e índios domesticados pelos senhores de engenho da época do Brasil Colônia. Na festa do “Lambe-Sujo, além da música e cantos, a cultura também é contada através dos trajes dos personagens do festejo. Os negros usam calção vermelho, na cabeça, uma espécie de capacete ou gorita, pés descalços e como arma, foice de madeira. O rei usa calça vermelha, camisa de manga comprida e colete. A princesa vem vestida em um vestido de sirê, mangas. E assim acontece toda uma história cultural que faz parte da cultura Nordestina. Sergipe pode ser pequeno, mas tem um grande passado e uma gigantesca cultura popular.

 






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