A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura: cultura do nordeste brasileiro: 2018

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13 dezembro, 2018

CIDADE DO SERTÃO BAIANO

  Fonte da imagem: Juazeirobaa




RIO DAS CARRANCAS






      A cidade baiana de Juazeiro, é uma cidade que fica a margem esquerda do maior Rio do Nordeste, o São Francisco. Esse é um município que tem 6 500,7 km² e com uma população estimada em mais de 197.984 habitantes no último censo. Ele tem uma densidade demográfica de 30,5 habitantes por Km² no território do município. Vizinho de Petrolina e a cidade de Sobradinho, ele se situa a 5 Km a Sul-Leste de Petrolina. 


Fonte da imagem: geraldojose



      A terra das Carrancas é cercada pelas águas do Rio São Francisco e compõem um conjunto de ilhas. O maior aglomerado urbano do semiárido localizado na região sub-média da bacia do Rio São Francisco. Essa cidade é muito importante e conhecida como a cidade das carrancas, pois é lá que elas têm sua maior produção desses artefatos culturais com figuras antropomorfas usadas pelas embarcações que sobem e descem o Rio São Francisco. Foi criado em 1833, mas seu território já era desbravado pelo bandeirante Belquior Dias Moreira. Essa cidade tem vários pontos turísticos como: orla fluvial, navio vaporzinho, Museu do São Francisco, Parque da Lagoa do Calu, Ponte Presidente Dutra e muitos outros pontos a serem conhecidos nessa cidade. 

Fonte da imagem: xiquexiquense



      A cidade também se destaca pela agricultura irrigada que se firmou na região graças às águas do Rio São Francisco. Seu nome se origina dos pés de Juá ou Juazeiro, uma árvore típica da região. Apesar de estar no interior do continente, a cidade é considerada ilha. Juazeiro é cercada pelo Rio São Francisco e faz conjunto com outras ilhas, entre elas tem o Rodeandouro, ilha do fogo, Culpe o Vento, Ilha da Amélia, do Massaangano, de Nossa Senhora das Grotas, e do Maroto.  A 12 Km de distância do centro de Juazeiro fica a ilha do Rodeadouro, é uma das mais frequentadas da região. 


Fonte da imagem: juazeirodabahia



      Esse município é um dos produtores de vinho do País, e a sua gastronomia é reconhecida por um de seus pratos regionais típicos: a carne de bode, encontrada em vários restaurantes da cidade. Como toda Cidade do Interior do Nordeste brasileiro, tem seu cardápio tradicional como tantas outras iguarias como: peixe, carne do sol, surubim e tantos outros pratos gostosos. O cenário histórico e as belezas naturais da região surpreende a todos que moram lá e que chega para conhecer a cidade. Como passear de barcos nas águas do Velho Chico e se deliciar vendo o Vaporzinho, uma velha embarcação que é o símbolo da navegação do Rio São Francisco.




























10 dezembro, 2018

TEMPEROS REGIONAIS

Fonte da imagem:  rustymarcellini











COMIDA DO NORDESTE BRASILEIRO





      Se é uma das coisas que o Nordeste brasileiro tem de bom, dentre tantas, essa coisa é a sua culinária, pois ela é apreciada por todos, e quando provam o seu sabor e temperos picantes, eles se apaixonam. Sabemos que essa região não tem só de bom a culinária, mas tudo que ela produz e tudo que Deus deixou aqui dentro desse pedacinho do Brasil. Apesar de ser uma região onde muita gente desinformada tem seu preconceito com ela, o Nordeste mostra que é uma região onde tudo isso não faz nenhum sentido, porque essa região tem uma cultura riquíssima, tem uma história de batalhas e guerras onde seu povo deu o sangue, o suor e o trabalho para que essa região se tornasse o celeiro cultural do Brasil, depois de tudo isso eu procuro o preconceito e os preconceituosos, e não acho, pois eles desaparecem na ignorância, na intolerância e na desinformação dos que não sabem o que falam, e falam o que não sabem, apesar de tudo isso, o Nordeste do Brasil mostra que é uma aterra abençoada por Deus e bonita por natureza como diz o poeta. Dentro de suas sub-regiões tais como: Litoral, Sertão, Agreste e Meio Norte, temos os mesmos costumes com nomes diferentes, como na culinária, nas danças, nas músicas, e em todo o seu folclore. 


Fonte da imagem: sabor do piauí



    Tivemos sim, influências europeias através dos português, mas também tivemos sim, influências dos índios, dos chineses, dos africanos e porque não dizer, de outras nacionalidades, isso só veio enriquecer a nossa história, a nossa cultura e tudo que direta ou indiretamente fez parte da história do Nordeste e do Brasil. O bom e tudo isso, foi que nós adaptamos e deixamos genuinamente brasileiro a nossa cultura e a nossa história. Pois bem, isso influenciou também na nossa culinária, pois vieram os temperos aromáticos e picantes que se misturaram com os temperos brasileiros e soubemos introduzi-los em cada prato em cada cardápio e em cada gosto proporcionado por essa cozinha tão brasileira, tudo isso foi feito para que se tornasse a abrasileirado a nossa culinária. 


Fonte da imagem: osertanejorh




      Sabemos que o Nordestino além de ser criativo na culinária e em vários seguimentos, ele consegue há cada dia fazer novos pratos com novos nomes e sabores diferentes; mas como estamos falando de culinária, sabemos que, muitos pratos com nomes exóticos, feitos no Nordeste brasileiro a partir da comida que sobrou do almoço; sabemos que isso é uma herança que adquirimos a partir da ll Guerra Mundial, já que a comida era pouca ou escassa, e para não acontecesse o desperdício de comidas, o Nordestinos transformava a comida que tinha sobrado do almoço em novos pratos, isso é dito por alguns pesquisadores. Então como vemos, isso é bem corriqueiro nessa região, uma herança dos tempos de guerra e assim, fomos formando uma cozinha com uma culinária altamente apreciada, tanto pelos turistas internacionais como pelos turistas nacionais. 





      O Nordeste tem nove estados, e em cada um desses estados é praticamente a mesma culinária com sabores igualitários ou não, nomes de pratos ou não, no litoral, estamos acostumados com moquecas e frutos do mar, já no sertão temos o hábito de degustar também peixe de água doce, mas com menos frequência, e com mais frequência a carde de sol, o bode assado, linguiça do Sertão ou galinha caipira. O bode assado é muito apreciado dentro do Sertão e vem com acompanhamento de Macaxeira, isso porque o Nordeste é campeão na criação de caprinos, e há cada ano o seu rebanho vem aumentando, como consequência, a carne vem sendo mais consumida, pois além de tudo, é uma carne de alto teor nutritivo, com pouco teor calórico e com baixo custo, sendo assim, esse prato é conhecido e tradicional na cultura local de todo o Sertão Nordestino. Como vemos, o Nordeste brasileiro é alto suficiente na criação da caprinocultura e isso é essencial para a culinária local. Essa região, só surpreende quem não a conhece, pois quem fala preconceituosamente da Região do Nordeste do Brasil, termina se passando por bobo, pois sua história começou desde o Brasil colônia, e começou por ela.  Quem passa a conhecer esse região termina vendo no potencial que o Nordeste brasileiro tem. 





08 dezembro, 2018

CAPOEIRA E ARTE

Fonte da imagem: farolnews









DANÇA, EXPRESSÃO CORPORAL, ACROBACIA







      A capoeira foi trazida para o Brasil, pelos escravos africanos, mas seu nome é tupi-guarani. Talvez ela seja a única legítima arte marcial brasileira, declarada patrimônio cultural brasileiro pelo instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi criada nos tempos da escravidão, pelos negros do Brasil, como forma de preparação para fugas. A capoeira é uma autêntica expressão cultural brasileira, é uma mescla de luta marcial, dança, esporte e música. Ela surgiu pela necessidade de auto defesa dos negros trazidos para trabalharem nos engenhos e fazendas. 




Fonte da imagem: otabuleiro



      Um capoeirista tinha maior chance de sucesso contra os capitães do mato. Portugal adotou a prática da escravidão ainda no século XV, antes da descoberta do Brasil, que ainda assim, foi o maior receptor de escravos como mão de obra, já que a população local (os índios) não se adaptavam à produção em escala comercial. É possível que na época do Brasil colônia, tenham entrado de 3,5 milhões de africanos trazidos a força para o Brasil, para serem escravos entre o século XVI e XIX. A capoeira caracteriza-se pela musicalidade. As lutas e apresentações são marcadas pelo ritmo do berimbau e dos atabaques, tocados pelos próprios praticantes, o que confere um caráter lúdico à prática. O termo é a junção de duas palavras indígenas Ka’a (mata) e puer (que fora). 



Fonte da imagem: baiabonita




     Eles iam para as matas, muitas vezes integrando-se com aldeias de índios. Também no início da colonização portuguesa, a população negra era majoritária. A falta de armas era o grande triunfo dos europeus, o desconhecimento do território e a discordância entre escravos de nações diferentes, impediu que se formasse uma frente homogênea para reagir aos castigos físicos, que eram verdadeiras torturas, pois a carga excessiva de trabalho era brutal especialmente nas fazendas de cana de açúcar. Então a solução encontrada por eles eram as fugas. Foi por isso que a capoeira surgiu como esperança de liberdade, mais do que é uma técnica de combate. Os escravos desenvolveram a técnica e a luta para superarem o meio hostil e os ataques de capitães do mato. A capoeira possui três estilos que diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. 


Fonte da imagem: trover



       O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos próximos do solo e muita malícia. O estilo regional, criado por mestre Bimba, caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são mais rápidos e secos, sendo que as sua coreografia não são utilizadas. O terceiro estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade. É importante ressaltar que capoeira é uma só, a capoeira de Angola, é considerada a precursora desses outros estilos, mas ela, a capoeira de Angola, é a mais próxima da capoeira jogada pelos africanos.



22 setembro, 2018

QUEIJO COALHO DO SERTÃO

Iguaria feita do leite de vaca | Fonte da imagem: flick

  






IGUARIA FEITA DO LEITE DE VACA





    

    O nordeste brasileiro sempre foi uma região rica tanto na pecuária quanto na economia açucareira, isso desde o período colonial, e no próprio comércio de derivados. Mesmo com todas as dificuldades, que as secas intermitentes que existem no sertão nordestino e que nessa região sempre assola a castiga e tudo e todos que nela vivem nela, essa região sempre foi uma região produtora de queijos. 




Iguaria feita do leite de vaca | Fonte da imagem: sertãobras

   


   Vamos falar dessa iguaria que sempre foi sinônimo de sertão e de pecuária nordestina, que é o queijo tipo coalho. Era nas cozinhas das casas de fazendas do sertão nordestino que, se produziam os derivados do leite, principalmente nas casas dos vaqueiros, tais como: Queijo coalho, e o queijo de Manteiga. O objetivo de tudo isso era pra que essas iguarias tivessem o objetivo de consumo familiar, já que é um alimento muito nutritivo. 



Iguaria feita do leite de vaca | Fonte da imagem: Pintirest




      Depois de muitos anos, podemos dizer que é secular a fabricação dessa iguaria no nordeste brasileiro.  Ainda hoje, existem fazendas que produzem o queijo a moda antiga, feito com a velha prensa de madeira, mesmo com toda a tecnologia que existe hoje. Podemos observar que nos mais longínquos rincões nordestinos em algum lugar, você pode observar essa prática com o meio mais primitiva e que faz parte de uma cultura de um povo que procura melhorar a cada dia em tudo que faz. Geralmente, a falta de condições financeiras, ainda leva o homem nordestino do sertão, a usar antigos métodos de fabricação queijeira. Hoje a fabricação do queijo tanto é feita pelo pequeno agricultor, com muita simplicidade, como também pelos grandes produtores, ou até mesmo quem nem trabalha com leite, e que tem acesso a maquinários com grande tecnologia. Geralmente, hoje tem muita gente que trabalha no sistema de cooperativa e que é mais um suporte para o agricultor que fabrica o seu queijo, essa é a forma de barateia-lo. A higienização do produto é muito importante para que ele tenha boa aceitação comercial, e para a própria saúde humana, isso não resta dúvidas. 



Iguaria feito do leite da vaca | Fonte da imagem: youtube
      



    Antigamente, no começo do século passado, era tudo bem primitivo, bem artesanal mesmo, hoje podemos ver o pessoal que trabalha nesse seguimento, ter suporte técnico, e aprendendo a fazer o queijo, usando assim todas as etapas de um processo de produção. O sertanejo ocupava todo o espaço da cozinha de sua casa para a fabricação do queijo e ao mesmo tempo servia de queijaria, que também ficava tudo junto aos grandes fogões feitos de alvenaria e junto às trempes, sem organização e sem higienização nenhuma, hoje ele já tem outro aprendizado e está mais bem preparado, com outros conceitos e com mais acesso a outras tecnologias. Isso é a cultura do sertão, isso é a cultura Nordestina. O queijo é um alimento mais antigo registrado em toda história da humanidade. A arte de sua fabricação remonta ao ano 10.000 a.C, época da domesticação de cabras e ovelhas, pelos pastores egípcios, um dos primeiros povos que utilizavam o leite e o queijo como fonte de alimentação importante.

20 setembro, 2018

FESTA TRADICIONAL

                                                                    
Ritmo musical e dança brasileira | Fonte da imagem: elpais






RITMO MUSICAL E DANÇA BRASILEIRA







     O frevo é uma dança tipicamente brasileira criada no século XlX, no estado de Pernambuco, baseado na fusão de outros gêneros musicais, como: maxixe, dobrado e marcha; também foi influenciado pela capoeira. A palavra “frevo” significa “ferver”, indicando como é o ritmo alegre e agitado de dançar. O pernambucano por si só, já é a prova viva das criações culturais do Nordeste, e o frevo não fugiu à regra. A capoeira foi a fonte de inspiração para a sua produção, pois traz consigo uma forma de luta trazida pelos negros na época do Brasil colônia. 




Ritmo musical e dança brasira | Fonte da imagem: farolnews-



   

      O frevo foi declarado patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO, desde 2012. Ele é dançado ao som de trompetes, pandeiros e saxofones. Seus brincantes usam roupas específicas, que fazem parte do dia a dia. Coisa muito simples, só depende da criatividade do folião. Também tem como outros itens, a sombrinha, que é tradição e símbolo dessa dança. Sabemos que no carnaval, o frevo é muito dançado e tocado também, mas em Pernambuco, isso se mistura com outras atividades carnavalescas, pois como eu falei, o pernambucano é muito criativo, e com toda essa criatividade, ele ajudou a fazer da sua região, uma região muito rica culturalmente. 



Ritmo musical e dança dança brasileira | Fonte da imagem: acontecesantyago




    Entre o frevo, caboclinhos, cavalo marinho, maracatus, blocos de rua, vemos que, Recife, é realmente a capital cultural do Nordeste brasileiro. O estado de Pernambuco é tão importante para cultura nordestina que, consegue no carnaval, colocar mais de um milhão de foliões em um bloco de rua; estou me referindo ao “Galo da Madrugada. O “Galo da Madrugada, no carnaval, toma o centro da cidade do Recife que, as pessoas, já não sabem quem é do bloco e quem não é. O “Galo da Madrugada” é o povo e o povo é o “Galo”. Essa sintonia é muito contagiante, pois com a proporção que as pessoas vão se aglomerando em torno do centro da cidade, a energia do frevo vai tomando conta das pessoas, que se tornam foliões, e aí vão seguindo o bloco. 


Ritmo musical e dança brasileira | Fonte da imagem: olhosinquietos



     O “Galo da Madrugada começou com o objetivo de reviver antigos carnavais de rua, então da união de um grupo de amigos e famílias do Bairro de São José, comandado pelo grande carnavalesco Enéas Freire, foi que surgiu no dia 24 de janeiro de 1977, o clube de Máscara do Galo da Madrugada. Por muito tempo, com a grande proporção desses eventos, durante o carnaval pernambucano, foi aumentando a procura de foliões, que queriam brincar com estilos de velhos carnavais, e os organizadores foram vendo que era limitado para novos foliões, já que o espaço tinha ficado reduzido devido a tamanha proporção do sucesso do Galo. Então devido ao sucesso, o “Galo não tinha outra opção, tinha que ir para as ruas. Assim nasceu o “Galo da Madrugada, nas ruas estreitas do Bairro São José, berço dos primeiros clubes e blocos carnavalescos do Recife. No dia 04 de fevereiro de 1978, o “Galo” saiu às ruas do Recife pela primeira vez. Essa foi a intenção da família Alves Freire, para salvaguardar os interesses do morador do Bairro São José, das tradições do Recife e do carnaval pernambucano.




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VEGETAÇÃO DO NORDESTE

Como trabalhar nesse região | Fonte da imagem: todoestudo



COMO TRABALHAR NESSA REGIÃO





    Sabemos que a região nordeste do Brasil é muito diversificada entre seus nove estados; sabemos também que suas sub-regiões meio norte, sertão, agreste e zona da mata, para se compreender às suas peculiaridades, é fundamental que possamos analisar as relações sócio culturais estabelecidas na atividade econômica desses locais. Geralmente, quando falamos de Nordeste, muita gente associa como sendo um local de pobreza, seca e muitos problemas de ordem socioeconômica. 




como trabalhar nessa região | Fonte da imagem: thuanegabriella-




     No entanto isso é apena uma imaginação do passado que se torna as vezes preconceituosa, o estudo das sub-regiões, proporciona uma análise mais clara do que essas sub-regiões significa para o Nordeste em termos de belezas naturais e manifestações culturais de cada sub-região. Hoje vamos falar um pouco de uma dessas sub-regiões; que é o “Agreste”. Essa área é uma área onde sua vegetação predomina a caatinga, e se localiza na região do Nordeste. Ela é muito rica em sua cultura e apesar do clima seco, é possível encontrar algumas pequenas áreas úmidas. 




Como trabalhar nessa região | Fonte da imagem: todamateria





       Chamamos de agreste porque essa área fica entre a Zona da Mata e o Sertão, no Nordeste do nosso país. Essa é uma região semiárida e o bioma que predomina neste local, é a caatinga. Em algumas regiões, podemos encontra pequenas áreas úmidas e também brejos, onde são desenvolvidas áreas agrícolas. Essa área estreita geograficamente, fica paralela à costa do oceano atlântico, que vai do Rio Grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe. O clima se torna mais úmido quando vai se aproximando da Zona da Mata e na medida que se aproxima mais do Sertão o clima vai ficando mais quente e seco com paisagens áridas. Temos grandes cidades situadas no Agreste, são elas: Garanhuns e Caruaru, no estado de Pernambuco, na Paraíba fica Campina Grande, no Sergipe, fica Itabaiana, e em Alagoas fica Arapiraca. Essa mesorregião do Nordeste, por se encontrar no Planalto da Borborema, as altitudes no Agreste variam entre 500m e 800m, as maiores do Nordeste brasileiro. Por conta disso, as massas de ar carregada com umidades provenientes do Oceano Atlântico, perdem força nessa região, causando intensas chuvas (chamadas orográficas). 




Como trabalhar nessa região | Fonte da imagem: Fiveprime





     Também existem secas, em quase toda parte do Agreste e em toda Zona da Mata, além de grandes secas dentro do Sertão. As principais fontes de renda no Agreste, ficam por conta do artesanato, cujos produtos costumam ser negociados em grandes feiras e centros comerciais, localizados nesses grandes centros, como na cidade de Caruaru em Pernambuco, Campina Grande na Paraíba em Feira de Santana na Bahia, em Arapiraca, Alagoas e em Itabaiana no estado de Sergipe. No Agreste, predominam pequenas e médias propriedades rurais onde se desenvolvem a policultura (cultivo de diversos tipos de plantas) e a pecuária leiteira. Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do Nordeste brasileiro, a Zona da Mata. É no Agreste onde possui os maiores festivais de São João do Mundo: o de Campina Grande e o de Caruaru. São festivais que se centram na figura do milho, que é o único dos grandes cereais nativo da América, e a base alimentar dos incas. (Civilização sul-americana). 

18 setembro, 2018

VALE DOS DINOSSAUROS

                 
Fica no Sertão da Paraíba | Fonte da imagem: internet



FICA NO SERTÃO DA PARAÍBA



   Sabemos que, o Nordeste brasileiro é uma região que há bastante tempo vem descobrindo cada vez mais fatores e locais dentro dessa região que passaram a ser explorados na área do turismo. É claro que dentro dessa região, existem muitas vertentes de turismo, mas aqui podemos dizer que se trata de uma verdadeira história. Eu estou falando do vale dos Dinossauros, uma área que foi descoberta por historiadores e pessoas nativas da região. Esse local constitui uma riqueza cultural muito grande para a própria história da Paraíba, do Nordeste e do Brasil. Esse local fica na cidade de Souza e São João do Rio do Peixe no estado da Paraíba distante da capital João Pessoa, 438 KM. 


                                  
Fica no sertão paraibano | Fonte da imagem: paisagensdonordest


    Essa área é conhecida como um dos mais importantes sítios paleontológicos e arqueológicos do mundo. Muitos rastros e trilhas e pegadas fossilizadas de diferentes espécies de animais existentes no período de 260 a 65 milhões de anos, tais como: alossauros, iguanodontes, estegossauros e muitos outras espécies. Nesse Parque, existem ossadas parciais de animais pré-históricos e pinturas rupestres. 


                                   
Fica no sertão da Paraíba | Fonte da imagem: msocorrom


    Esse Parque foi reformado no ano de 2013 pelo Governo estadual da Paraíba com parceria da Petrobras. Para concluírem esse serviço, foi preciso o Parque ficar fechado por um período de um ano para concluírem as obras, e onde foram investidos cerca de 1,2 milhão. O museu que existe dentro do Parque e também foi reformado, e isso incluiu: banheiros, climatização do local, restauração do espaço de exposição, auditório, escritório e a urbanização da área externa. Também, todos os espaços do parque foram sinalizados com placas indicativas para guiar os visitantes do local durante o passeio. 



                                    
Fica no Sertão da Paraíba | Fonte da imagem: viagensdeférias



    O Parque dos Dinossauros é um dos principais sítios paleontológicos do país, que atrai a atenção de pesquisadores e turistas de todo o mundo, pela grande quantidade de icnofósseis (pegadas) presentes nos 40 hectares da Unidade de Conservação. Quatro espécies que habitaram a bacia sedimentar de Souza, há cerca de 165 milhões de anos, o monumento preserva os vestígios desses animais. Foi em 1992 que, o Monumento Natural Vale dos Dinossauros surgiu da desapropriação do Sítio Passagem de Pedras. Em 2002 ele foi transformado em Unidade de Conservação de Proteção Integral (UCPI) pelo Governo do estado. Esse local tem acesso de visitantes controlado, além de ser proibida a exploração da mata nativa e instalação de moradias. O Vale dos Dinossauros, fica a 7 km do centro da cidade de Souza. Existem placas indicando como seguir o caminho. Para chegar ao Vale é necessário pegar a rodovia estadual Pb -391 sentido Souza - Uraúna. Vindo ao Nordeste brasileiro, procure conhecer a Paraíba e esse Parque.



17 setembro, 2018

LITERATURA DE CORDEL

   O mundo encantado dos poetas | Fonte da imagem: fabricadecultura



O MUNDO ENCANTADO DOS POETAS




     É muito interessante a história da literatura de cordel, esse tipo de folheto, tem um tipo de poema popular. Ele geralmente é exposto para venda, pendurados em cordões feitos de sisal, chamados de cordéis, foi isso que deu origem ao nome desse tipo de folheto. 




O mundo encantado dos poetas | Fonte da imagem: cordeldesaia



     A entrada da Literatura de Cordel no Brasil foi século Xvlll, mas foi só no século XlX, onde foram feitos e comercializados os primeiros folhetos com características próprias, e foi a época que ele ganhou mais destaque dentro da sociedade. Os temas eram diversos, como são até hoje, tais como: religião, lendas, política, sociedade e muitos outros temas. O cordel tem uma característica própria porque é regional, sendo oriundo da região Nordeste do Brasil, principalmente do estado de Pernambuco. Os poetas geralmente são: autodidatas e filho do sertão nordestino. Qualquer assunto pode virar cordel, porque a improvisação do tema vale muito na hora de se fazer um poema. Esse tipo de literatura tem variações interessantes e merecedor de destaque. 





O mundo encantado do poetas | Fonte da imagem: acordacidade





As Xilogravuras, como são chamadas as suas gravuras, representam importante papel no imaginário popular, pelo fato de funcionar como um tipo de divulgação da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais. A literatura de Cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias da região Nordeste do Brasil. Ela é escrita entre rimas e prosas. As estrofes são mais comuns entre oito e dez versos. Esse tipo de literatura começou na idade contemporânea com o romanceiro luso-holandês. Ele aqui no Brasil, em algumas situações, pode ser acompanhado de violas e recitados em praças públicas. Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865 - 1918). Dentre tantos artistas populares que declamavam e faziam cordéis eis aqui alguns: Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré, Téo Azevedo, Zé Vicente, José Alves Sobrinho e tantos outros. 



O mundo encantado dos poetas | Fonte da imagem: naucruz




      Esse Nordeste tem tantos artistas de cordéis que não dá para se contar nos dedos. Os cordelistas apresentam conteúdo informativo satisfatório para produzirem no imaginário das pessoas, um alerta favorável à inserção de medidas de prevenção e controle da síndrome da imunodeficiência adquirida. Esta maneira de fazer poesia se adaptou a realidade brasileira, e com o passar das décadas, passou a ganhar novas faces. Também inspirou outras formas de arte como o roteiro de novelas televisionadas, como a obra de Dias Gomes: Saramandaia, inspirada no romance de Cordel, Pavão Misterioso. Então vemos que, toda essa gama de cultura que foi injetada dentro do Nordeste e do Brasil, por Portugal, e por tantas outras vertentes, tais como: o índio, o africano, o europeu, o oriental, e tantas outras culturas; isso foi bom demais para a nossa cultura, pois soubemos adaptá-las e deixá-las genuinamente brasileira. E a literatura de Cordel, não fugiu a regra, ela foi adaptada e criada pelo jeito brasileiro de se fazer arte.