. 01/30/18Blog de Arte e Cultura | Assuntos do Nordeste

SEGUIDORES

Página Inicial Biografia Produtos Galeria O que dizem Jornalista Links Entrevistas Contato
Confira a arte do artista potiguar Newton Avelino, na sua galeria permanente. Adquira já uma obra!

30 de jan de 2018

OÁSIS DO SERTÃO

Cidade Encantada-fonte da imagem: fotografiacariri









CIDADE ENCANTADORA






      A região nordestina tem muitas belezas e muitos locais encantos para encantar a todos que por ela passa. Vemos que o bioma nordestino, está cheio de belezas naturais que a própria natureza criou, e que agora, o homem usa isso para ser uma fonte de renda e uma forte fonte de geração de emprego e renda para cada uma dessas sub-regiões que existem dentro da região nordestina. Dentre tantas belezas espalhadas nessa linda região, vemos que, existem regiões, que foram transformadas em parques, algum espaço, com a fauna e flora riquíssimas e que essa transformação, veio para preservar esses locais, e ao mesmo tempo, gerar emprego e renda para essas pessoas que moram nesses locais.       





      Hoje vamos falar de uma linda cidade que foi beneficiada e teve a generosidade da natureza que lhe concedeu tudo isso. Hoje vamos falar de Triunfo, uma cidade que fica no estado de Pernambuco. Eu costumo falar, que Deus foi muito generoso com o Nordeste brasileiro, pois esse estado tem naturezas mil. Ele tem um litoral lindíssimo, tem uma zona da mata linda, tem um agreste maravilhoso, um Sertão incrível, e um meio norte diferente de todas essas outras sub-regiões nordestinas, onde você pode encontrar caatinga e cerrado, e é aí, que você ver, o quanto Deus foi generoso com essa região e as pessoas que nela vivem. Como eu ia dizendo, nós vamos falar dessa linda cidade de Triunfo. 






       Ela está localizada no sertão do Pajeu, a uma altitude de 1.260 metros. Esse é um dos pontos mais alto do estado de Pernambuco. Essa cidade fica distante da capital do estado, Recife, cerca de uns 400 KM. O nome veio depois de uma luta que houve entre a poderosa família dos Campos Velhos, da cidade de Flores, e os habitantes da povoação da Baixa Verde, que queriam que esse lugar tivesse mais progresso, então começaram com a criação de uma feira livre, já os Campos Velhos, não gostaram e partiram para violência, para acabar com a feira livre desse lugarejo, diversas vezes, vindo até as vias de fatos, com perdas de vidas. 






      Mesmo assim, eles não conseguiram acabar com a tal feira. Depois de muitas discussões, os habitantes que moravam em Baixa Verde e eram a maioria, fizeram uma baixa assinado e solicitaram da Assembleia Provincial e do Diocesano, que a povoação fosse transformada em freguesia e elevada à categoria de vila, o que ocorreu em 2 de julho de 1870, através da Lei Provincial nº 930. Então foi assim que criou a freguesia de Nossa Senhora das Dores, desmembrada da freguesia de Flores, e elevou a povoação de Baixa Verde à categoria de Vila, com a denominação de Triumpho. Em 13 de junho de 1884, através da lei Provincial nº 1.805, foi criada a comarca, de Triunfo, e com isso, a volta da Baixa Verde, que foi elevada à categoria de cidade. 






      Essa cidade é cheia de belezas naturais e também é conhecida como “Oasis do Sertão”, ela também é muito conhecida como a capital da rapadura. O carnaval de Triunfo é um dos mais conhecidos do interior pernambucano. O festival de cinema de Triunfo, também é muito conhecido. Essa festa é voltada para os amantes da “sétima arte”. Esse festival ocorre no Cine Teatro Guarani e exibe vários filmes, como curta metragem, e animação. A premiação do festival é muito concorrida por diretores de vários lugares do Brasil, e tem uma boa premiação. 






      Alguns pontos turísticos de Triunfo são: a cachoeira do Pinga, Museu do Cangaço, Lago João Barbosa Sintonio, Cacimba do João Neco, Furna dos Holandeses, Águas Parque, Pico do Papaguaio, Engenho São Pedro, Museu da Cachaça, Cine Teatro Guarani e tantos outros pontos, que essa cidade proporciona para os visitantes e para os nativos. A festa dos estudantes, também movimenta, durante uma semana, essa cidade. O clima em Triunfo é tropical e chove muito, menos no inverno que no verão. De acordo com a Kõppen e Geiger, o clima é classificado como Aw. Em Triunfo a temperatura média é de 21°C. A pluviosidade média anual é de 1082 mm. Venha curtir o frio dessa cidade maravilhosa do sertão pernambucano, e conhecer os pontos turísticos que ela oferece para todos os visitantes e para todos aqueles amantes, da beleza natural da região. Venha saborear a culinária regional, que é uma delícia.






LEI DO BABAÇU

Catadoras de cocos- fonte da imagem:cerratinga









CATADORAS DE COCO





      O babaçu, é uma palmeira brasileira, uma das mais importantes das muitas palmeiras, que fazem parte da biodiversidade do cerrado e da caatinga Nordestina. Ela pode atingir até 20 metros de altura. Tem uma folha com 8m de comprimento, arqueamento, arqueadas. Suas folhas mantêm-se em posição retilínea, e poucas vezes se volta em direção do solo. E sempre, orienta-se para o alto. Suas flores, são creme amareladas e dão em longos cachos. 





      Seus frutos são ovais alongados, de coloração castanha, que surgem de agosto a janeiro, e sua floração dá em cachos pêndulos. Sua polpa é farinácea e oleosa, e tem de 3 a 4 sementes oleaginosas. Essa palmeira é especialmente da região norte e nordeste do Brasil. Existem um movimento de mulheres que faz a extração natural dessas amêndoas, que são chamadas as “Quebradeiras de Coco”. Elas atuam nos estados do Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins. Mas com certeza, essa palmeira pode existir no estado do Amazonas. 





      O babaçu, também é conhecido como baguaçu, coco do macaco ou coco pindoba. As quebradeiras de coco, fazem parte de um movimento social feminino que, combina consciência ecológica, saberes vivenciados pela prática e detenção da autonomia da produção formando uma identidade coletiva. 





      Essa palmeira também é muito usada nas construções de casas, dos seus frutos, tanto são extraídos o óleo, que serve para diversos fins, como a própria amêndoa pode ser consumida in natura. Mas para que isso aconteça, é onde entra as guerreiras, as “Quebradeiras de Coco”. Contra uma vida de segregação, elas iniciaram seu processo de luta, que foi denominado por elas, com: Babaçu Livre. 





        Esse nome veio devido as lutas que elas travaram com grandes pecuaristas dessas regiões. Eles construíam cercas em torno da área das palmeiras e isso dificultava e muito o acesso delas, na área do cocal. Naturalmente isso impedia o livre acesso a colheita do babaçu. Com isso os grandes pecuaristas transformavam os babaçuais em área de pastos, numa atitude que prejudicava e muito o meio ambiente e a cultura das populações tradicionais que colhiam o babaçu para a sua sobrevivência. Então, as mulheres, para fortalecer suas reivindicações, elas criaram o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) no ano de 1995. 





       O MIQCB luta pelo direito à terra e à palmeira de babaçu para que possam trabalhar e manter a natureza estável, e pelo reconhecimento das quebradeiras de coco como uma categoria profissional. Essa discussão política ganhou força em 1997, quando foi aprovada, no município de Lago do Junco, a lei do Babaçu Livre, garantindo assim, que as Quebradeira de Coco Babaçu, tivessem direito ao livre acesso e uso comum dos babaçuais e impôs restrições as derrubadas dessa árvore para aumentar o pasto ou não, do rebanho dos grandes pecuaristas dessas regiões. 





       Mesmo assim, vemos que esse é um trabalho quase sub-humano e sem remuneração justa, pois é tudo muito rústico e muito arcaico no sentido de dignidade humana. Pois vemos que, essas mulheres, trabalham de sol a sol, e o preço dessa amêndoa talvez não chegue o suficiente para elas se sustentarem dignamente, muitas delas ou quase todas elas, saem sem tomar o café da manhã, para colherem esses frutos, e poderem voltar com o mínimo do mínimo para terem o direito de fazer a sua refeição e a dos seus. Essa é a vida das quebradeiras de coco babaçu












FRUTO AMARELO DO CERRADO

Galinha com Piqui-Fonte da imagem: blog do verão








GALINHA COM PIQUI






      A cozinha Nordestina, é uma das mais aromatizantes, picantes e com uma variedade de pratos regionais, que é, de dá água na boca. Entre um estado e outro da região, você pode ter um mesmo prato com nomes diferentes. Temos uma influência enorme das cozinhas indígena, africana, européia, asiática e até de outras partes do mundo. Elas foram introduzidas no Brasil colônia, mas com a continuação dos anos, a cozinha brasileira foi sendo adaptada aos seus próprios gostos e sabores, acrescentando novos temperos. 





      Hoje vamos falar da cozinha piauiense. Essa cozinha, a é uma das mais ricas cozinhas do Brasil. Ela usa vários condimentos em seus pratos, e usa muitas frutas do cerrado e da caatinga. O sabor do tempero da cozinha piauiense é inigualável. Uma dessas frutinhas é o Piqui. Essa fruta é nativa do cerrado brasileiro, muito utilizada na cozinha nordestina, do centro norte, meio norte, Minas, Goiás e Mato Grosso. 





      O pequizeiro é uma árvore protegida por lei, que impede seu corte e comercialização em todo o território nacional. Essa árvore atinge geralmente 10 metros de altura, tronco com ramos grossos, normalmente tortuosos, de casca áspera e rugosa de cor castanha acinzentada. Têm folhas pilosas, recobertas com pelos curtos, compostas, formadas por três folíolos com as bordas recortadas, tendo a nervuras bem marcadas. Suas folhas, ricas em tanino, fornecem substância tintorial, usadas por tecelãs. O pequizeiro floresce durante os meses de agosto a novembro. Esse é um fruto que pode ser aproveitado em conserva, licores, como ingrediente de doces (como brigadeiro) ou seja, salgados (no arroz ou frango) e até na indústria cosmética. 





      Ele é rico em retinol, uma vitamina A sintetizada, que produz a elasticidade da pele. Ajuda visão, no intestino, nos ossos e no sistema imunológico. No Piauí, ele é consumido dentro da sua culinária, e dentre tantos pratos, um dos mais apreciados é o frango com piqui. Também outro prato muito bem degustado é, o arroz com piqui. Mas vamos falar aqui, é do frango com piqui. Esse é um prato saboroso da cozinha piauiense e que é bem suculento, que dá água na boca de todos que apreciam. Vamos a preparação do prato. Ingredientes: 1 frango caipira picado e sem pele, 12 caroços de Piqui, 1 cebola média, 4 dentes de alho, amassados com sal, 1 colher de sopa de óleo 1 litro de água, salsa, cebolinha e pimenta de cheiro. 





      Modo de preparo: Coloque óleo na panela, assim que esquentar, bote a cebola para doura, depois acrescente o alho com o sal e o frango. Deixe refogar bem e depois acrescente o Piqui. Adicione a água aos poucos. Depois bote toda água na panela, coloque a pimenta e o cheiro verde e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos. Se precisar coloque mais água. Quando o frango estiver bem cozido, está pronto. Cuidado na hora de comer, só se come à camada amarela e macia que envolve o caroço, a parte interna da fruta é cheia de espinho e se você morder com força, pode machucar a boca. Indo ao Piauí, procure degustar o prato saboroso e suculento, dessa terra maravilhosa, que é  galinha no piqui.

.




  



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...