A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura: cultura do nordeste brasileiro Fevereiro 2019A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura: cultura do nordeste brasileiro

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23 fevereiro, 2019

PATATIVA DO ASSARÉ AVE POESIA








         PATATIVA DO ASSARÉ UMA LENDA NORDESTINA




       

     Falar do poeta popular, é uma satisfação enorme, porque ele é a prova viva de que Deus é quem dá para eles, a inteligência, o improviso e a sensibilidade para que ele mostre sua arte para o mundo. O artista popular na maioria das vezes, não tem formação acadêmica, simplesmente ele é um artista autodidata. 





    O improviso, a sua capacidade de raciocínio e seu talento, são usados para mostrar para o mundo, tudo aquilo que ele pensa, e que ele acha da vida, dos amores, trovadores, do seu dia a dia e da sociedade onde ele vive, ou não. Digamos que a região do Brasil, o Nordeste brasileiro, seja um grande celeiro de talentos para outras regiões do Brasil e para o mundo. Falar de Patativa é falar simplesmente de um mestre da poesia, de causos, prosas e músicas. 





     Ele era referência para todos e todas, pois seu talento não demarcava fronteiras, ele era muito grande para ficar só no Nordeste brasileiro. Luiz Gonzaga gravou música de Patativa, Raimundo Fagner gravou música de Patativa, tantos outros artistas brasileiros. Os artista mais modernos gravaram também Patativa do Assaré, como Mastruz com Leite e Alcimar Monteiro. Com uma linguagem simples, poética e bem popular, ele retratava suas poesias o árido universo da caatinga nordestina e de seu povo sofrido e valente do Sertão nordestino.      





     Ele tinha uma vida simples de agricultor, mas se tornou conhecido em todo o Brasil a partir da gravação da música "A Triste Partida" em 1964, interpreta por Luis Gonzaga, o rei do Baião. Depois de alguns versos ele decidiu musicá-los e, sua gravação no ano de 1965, ficou ainda mais reconhecido nacionalmente. Patativa Lançou 4 livros de poesias. Inspiração Nordestina, 1957, Patativa do Assaré em 1970, Conto da Patativa em 1976 e Cante lá que eu canto cá, em 1978. Suas poesias passou a ser estudada nos anos de 1970 pela cadeira de Literatura Popular Universal, da Universidade da Sorbonne na França.  





      Sua discografia: 1979 Poemas e Canções, 1981 A terra é naturá, 1985 Patativa do Assaré (Projeto Cultural do BEC), 1989 Canto Nordestino-80 ano de luz, 1994 85 anos de poesia, 1995 Patativa do Assaré 88 anos de poesia. Entre títulos, prêmios e homenagens, ele  tem pelo menos uns 26. Livros sobre o poeta, são pelo menos uns 11. Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva) (1909-2002) nasceu no município de Assaré, interior do Ceará, a 623 km da capital Fortaleza. 





      Filho dos agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva, ainda pequeno ficou cego do olho direito. Órfão de pai aos oito anos de idade começou a trabalhar no cultivo da terra. Com pouco acesso à educação, frequentou durante quatro meses sua primeira e única escola onde aprendeu a ler e escrever e se tornou apaixonado pela poesia. Patativa do Assaré, uma lenda nordestina. 


Fonte do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8d7NgjrE8Lw










         PATATIVA DO ASSARÉ UMA LENDA NORDESTINA




       

     Falar do poeta popular, é uma satisfação enorme, porque ele é a prova viva de que Deus é quem dá para eles, a inteligência, o improviso e a sensibilidade para que ele mostre sua arte para o mundo. O artista popular na maioria das vezes, não tem formação acadêmica, simplesmente ele é um artista autodidata. 





    O improviso, a sua capacidade de raciocínio e seu talento, são usados para mostrar para o mundo, tudo aquilo que ele pensa, e que ele acha da vida, dos amores, trovadores, do seu dia a dia e da sociedade onde ele vive, ou não. Digamos que a região do Brasil, o Nordeste brasileiro, seja um grande celeiro de talentos para outras regiões do Brasil e para o mundo. Falar de Patativa é falar simplesmente de um mestre da poesia, de causos, prosas e músicas. 





     Ele era referência para todos e todas, pois seu talento não demarcava fronteiras, ele era muito grande para ficar só no Nordeste brasileiro. Luiz Gonzaga gravou música de Patativa, Raimundo Fagner gravou música de Patativa, tantos outros artistas brasileiros. Os artista mais modernos gravaram também Patativa do Assaré, como Mastruz com Leite e Alcimar Monteiro. Com uma linguagem simples, poética e bem popular, ele retratava suas poesias o árido universo da caatinga nordestina e de seu povo sofrido e valente do Sertão nordestino.      





     Ele tinha uma vida simples de agricultor, mas se tornou conhecido em todo o Brasil a partir da gravação da música "A Triste Partida" em 1964, interpreta por Luis Gonzaga, o rei do Baião. Depois de alguns versos ele decidiu musicá-los e, sua gravação no ano de 1965, ficou ainda mais reconhecido nacionalmente. Patativa Lançou 4 livros de poesias. Inspiração Nordestina, 1957, Patativa do Assaré em 1970, Conto da Patativa em 1976 e Cante lá que eu canto cá, em 1978. Suas poesias passou a ser estudada nos anos de 1970 pela cadeira de Literatura Popular Universal, da Universidade da Sorbonne na França.  





      Sua discografia: 1979 Poemas e Canções, 1981 A terra é naturá, 1985 Patativa do Assaré (Projeto Cultural do BEC), 1989 Canto Nordestino-80 ano de luz, 1994 85 anos de poesia, 1995 Patativa do Assaré 88 anos de poesia. Entre títulos, prêmios e homenagens, ele  tem pelo menos uns 26. Livros sobre o poeta, são pelo menos uns 11. Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva) (1909-2002) nasceu no município de Assaré, interior do Ceará, a 623 km da capital Fortaleza. 





      Filho dos agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva, ainda pequeno ficou cego do olho direito. Órfão de pai aos oito anos de idade começou a trabalhar no cultivo da terra. Com pouco acesso à educação, frequentou durante quatro meses sua primeira e única escola onde aprendeu a ler e escrever e se tornou apaixonado pela poesia. Patativa do Assaré, uma lenda nordestina. 


Fonte do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8d7NgjrE8Lw



22 fevereiro, 2019

O MILHO ESTÁ PRESENTE NA MESA DO NORDESTINO

Um alimento tradicional do nordeste brasileiro I fonte da imagem: classeadanoticia







UM ALIMENTO TRADICIONAL DO NORDESTE BRASILEIRO







      O milho está presente na mesa do nordestino disso você não tenha dúvida; seja como cuscuz, seja como pamonha ou canjica, seja como milho cozido ou até mesmo como angu. Esse alimento que está presente nas nossas mesas, foi alimento básico de várias civilizações ao longo dos tempos; como Maias, Olmecas, Astecas e os Incas. A origem desse alimento amarelo, tem muita controvérsia, alguns botânicos acham que, o milho não tem nenhuma ligação com qualquer outra planta. 



Um alimento tradicional do nordeste brasileiro I fonte da imagem: edwsilva



      Mesmo assim, eles acham que o milho surgiu de uma domesticação de um milho selvagem, por parte dos primeiros agrônomos. O fato é que, com as grandes navegações do século XVI e o início do processo de colonização da América, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo. Há pelo menos de 7.300 a 12.000 anos o milho participa da história, palavras de historiadores. O registro do cultivo dele nas américas, começa pelo México precisamente pelo seu litoral.  Estudos mostram também que, os primeiros habitantes das Américas já tinham contato com esse alimento amarelo. No dia a dia dos Índios, esse alimento já fazia parte do alimento deles. 




Um alimento tradicional do Nordeste brasileiro I fonte da imagem: degustarleresonhar



      Quando os europeus aportaram nas terras tupiniquins com milho e seus pratos saborosos à base de milho, isso já não fazia muita diferença, pois nossos índios já usavam o milho, mas devemos ressaltar que os pratos saborosos que eles traziam com eles, e a matéria prima tinha como fator primordial o sabor que vinha dos grãos de milho. Mesmo sabendo disso, a verdade é que pratos saborosos feitos através do milho, começaram a surgir, e o seu consumo aumentou consideravelmente. Podemos imaginar que, o milho teve sua introdução nas festas juninas, por três motivos: primeiro o difícil acesso do produtor rural ao trigo e porque ele era muito caro. Segundo o próprio milho era mais acessível ao pequeno produtor rural e o seu preço muito baixo. 




Um alimento tradicional do Nordeste brasileiro I fonte da imagem: borimbora




     O terceiro motivo, é que os festejos juninos se dão, depois das plantações dessa cultura. Todas as características dos festejos do mês seis, principalmente tratando-se da culinária, foram introduzidas no país, por meios da mistura de raça, ou seja, da “miscigenação dos povos que habitaram o nosso território no período colonial, como: índios, europeus e africanos. O mês de Junho já traz consigo um brilho de cores e decoração junina.  Balões, bandeirolas, fogos e fogueiras e comidas típicas da região, fazem o brilho dessa festa. No mês de junho, três santos católicos são celebrados pelos fies da igreja católica, todos eles foram introduzidos na cultura brasileira pelos portugueses, que tem como religião o catolicismo. Dia 13 é dia de Santo Antônio, conhecido pela crença, como o santo casamenteiro; no dia 24 é dia de São João que é primo de Jesus Cristo, e dia 29, é dia de São Pedro, também conhecido como o guardião das portas do céu. Essa festa, já existia desde a idade média, ela se tornou parte do calendário cristã; e uma festa de igreja católica que homenageia seus três santos. É claro que de região para região, depois da introdução das festas juninas no Brasil, ela adquire tradições diferentes. Alguns estados brasileiros, chega a durar o mês todo, principalmente em Caruaru e em Campina Grande. É claro que, a vedete dessa festa, é o milho; e os seus derivados, mas em festa junina, você pode encontrar arroz doce, bolo de amendoim, pé de moleque, cocada canjica, pamonha, bolo de milho, mungunzá, cuscuz, cural, milho assado, milho cozido, canjicão e muito mais. Então, as festas juninas, tem seus pratos típicos do Nordeste brasileiro, tendo como vedete, as decorações das barraquinhas, erguidas em cada arraia junino. Com muito forró e muito arrasta-pé, os brincantes e não brincantes, vão se divertindo e provando das iguarias oferecida nessa época do ano, em todo o Nordeste brasileiro; e em todo o Brasil. Durante o ano, a família nordestina costuma ter em sua mesa, um cardápio variado de deliciosas comidas a base de milho, isso já é uma tradição nordestina. O milho está sempre presente nos lares brasileiros. 













Um alimento tradicional do nordeste brasileiro I fonte da imagem: classeadanoticia







UM ALIMENTO TRADICIONAL DO NORDESTE BRASILEIRO







      O milho está presente na mesa do nordestino disso você não tenha dúvida; seja como cuscuz, seja como pamonha ou canjica, seja como milho cozido ou até mesmo como angu. Esse alimento que está presente nas nossas mesas, foi alimento básico de várias civilizações ao longo dos tempos; como Maias, Olmecas, Astecas e os Incas. A origem desse alimento amarelo, tem muita controvérsia, alguns botânicos acham que, o milho não tem nenhuma ligação com qualquer outra planta. 



Um alimento tradicional do nordeste brasileiro I fonte da imagem: edwsilva



      Mesmo assim, eles acham que o milho surgiu de uma domesticação de um milho selvagem, por parte dos primeiros agrônomos. O fato é que, com as grandes navegações do século XVI e o início do processo de colonização da América, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo. Há pelo menos de 7.300 a 12.000 anos o milho participa da história, palavras de historiadores. O registro do cultivo dele nas américas, começa pelo México precisamente pelo seu litoral.  Estudos mostram também que, os primeiros habitantes das Américas já tinham contato com esse alimento amarelo. No dia a dia dos Índios, esse alimento já fazia parte do alimento deles. 




Um alimento tradicional do Nordeste brasileiro I fonte da imagem: degustarleresonhar



      Quando os europeus aportaram nas terras tupiniquins com milho e seus pratos saborosos à base de milho, isso já não fazia muita diferença, pois nossos índios já usavam o milho, mas devemos ressaltar que os pratos saborosos que eles traziam com eles, e a matéria prima tinha como fator primordial o sabor que vinha dos grãos de milho. Mesmo sabendo disso, a verdade é que pratos saborosos feitos através do milho, começaram a surgir, e o seu consumo aumentou consideravelmente. Podemos imaginar que, o milho teve sua introdução nas festas juninas, por três motivos: primeiro o difícil acesso do produtor rural ao trigo e porque ele era muito caro. Segundo o próprio milho era mais acessível ao pequeno produtor rural e o seu preço muito baixo. 




Um alimento tradicional do Nordeste brasileiro I fonte da imagem: borimbora




     O terceiro motivo, é que os festejos juninos se dão, depois das plantações dessa cultura. Todas as características dos festejos do mês seis, principalmente tratando-se da culinária, foram introduzidas no país, por meios da mistura de raça, ou seja, da “miscigenação dos povos que habitaram o nosso território no período colonial, como: índios, europeus e africanos. O mês de Junho já traz consigo um brilho de cores e decoração junina.  Balões, bandeirolas, fogos e fogueiras e comidas típicas da região, fazem o brilho dessa festa. No mês de junho, três santos católicos são celebrados pelos fies da igreja católica, todos eles foram introduzidos na cultura brasileira pelos portugueses, que tem como religião o catolicismo. Dia 13 é dia de Santo Antônio, conhecido pela crença, como o santo casamenteiro; no dia 24 é dia de São João que é primo de Jesus Cristo, e dia 29, é dia de São Pedro, também conhecido como o guardião das portas do céu. Essa festa, já existia desde a idade média, ela se tornou parte do calendário cristã; e uma festa de igreja católica que homenageia seus três santos. É claro que de região para região, depois da introdução das festas juninas no Brasil, ela adquire tradições diferentes. Alguns estados brasileiros, chega a durar o mês todo, principalmente em Caruaru e em Campina Grande. É claro que, a vedete dessa festa, é o milho; e os seus derivados, mas em festa junina, você pode encontrar arroz doce, bolo de amendoim, pé de moleque, cocada canjica, pamonha, bolo de milho, mungunzá, cuscuz, cural, milho assado, milho cozido, canjicão e muito mais. Então, as festas juninas, tem seus pratos típicos do Nordeste brasileiro, tendo como vedete, as decorações das barraquinhas, erguidas em cada arraia junino. Com muito forró e muito arrasta-pé, os brincantes e não brincantes, vão se divertindo e provando das iguarias oferecida nessa época do ano, em todo o Nordeste brasileiro; e em todo o Brasil. Durante o ano, a família nordestina costuma ter em sua mesa, um cardápio variado de deliciosas comidas a base de milho, isso já é uma tradição nordestina. O milho está sempre presente nos lares brasileiros. 













16 fevereiro, 2019

A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL É MUITO DIVERSIFICADA

SUB-REGIÕES DO NORDESTE BRASILEIRO: Fonte da imagem: ferdinandodesousa








SUB-REGIÕES DO NORDESTE BRASILEIRO






      Sabemos que a região nordeste do Brasil, é muito diversificada entre seus nove estados; sabemos também que, suas sub-regiões: meio norte, sertão, agreste e zona da mata, para se compreender às suas peculiaridades, é fundamental que, possamos analisar as relações sócio culturais estabelecidas na atividade econômica desses locais. Geralmente, quando falamos de Nordeste, muita gente associa isso, como sendo um local de pobreza, seca, subdesenvolvimento, falta de estrutura e muitos problemas de ordem socioeconômica. 


Sub-regiões do nordeste brasileiro: nossomaranhao



      No entanto, isso é apena uma imaginação do passado que se torna as vezes preconceituosa, o estudo das sub-regiões, proporciona uma análise mais clara do que essas sub-regiões significa para o Nordeste em termos de belezas naturais e manifestações culturais de cada sub-região. Hoje vamos falar um pouco de uma dessas sub-regiões; que é o “Agreste”. Essa área é uma área onde sua vegetação predomina a caatinga, e se localiza na região do Nordeste. Ela é muito rica em sua cultura apesar do clima seco, é possível encontrar algumas pequenas áreas úmidas. 


Sub-regiões do Nordeste Brasileiro: Fonte da imagem: estudopratico



      Chamamos de agreste porque essa área fica entre a Zona da Mata e o Sertão, no Nordeste do nosso país. Ela é uma região semiárida e o bioma que predomina neste local é a caatinga. Em algumas regiões, podemos encontrar pequenas áreas úmidas e também brejos, onde são desenvolvidas áreas agrícolas. Essa área estreita geograficamente, fica paralela à costa do oceano atlântico, que vai do Rio Grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe. O clima se torna mais úmido quando vai se aproximando da Zona da Mata e na medida que se aproxima mais do Sertão o clima vai ficando mais quente e seco com paisagens áridas. Temos grandes cidades situadas no Agreste, são elas: Garanhuns e Caruaru, no estado de Pernambuco, na Paraíba fica Campina Grande, no Sergipe, fica Itabaiana, e em Alagoas fica Arapiraca. 


Sub-regiões do Nordeste brasileiro: Fonte da imagem: marsemfim



      Essa mesorregião do Nordeste, por se encontrar no Planalto da Borborema, as altitudes no Agreste variam entre 500m e 800m, as maiores do Nordeste brasileiro. Por conta disso, as massas de ar carregada com umidades provenientes do Oceano Atlântico, perdem força nessa região, causando intensas chuvas (chamadas orográficas). Também existem secas, em quase toda parte do Agreste e em toda Zona da Mata, além de grandes secas dentro do Sertão. As principais fontes de renda no Agreste, ficam por conta do artesanato, onde os sertanejos podem ganhar dinheiro de forma mais fácil vendendo seus trabalhos. Esses produtos costumam ser negociados em grandes feiras e centros comerciais, localizados nesses grandes centros, como na cidade de Caruaru em Pernambuco, Campina Grande na Paraíba em Feira de Santana na Bahia, em Arapiraca, Alagoas e em Itabaiana no estado de Sergipe. No Agreste, predominam pequenas e médias propriedades rurais onde se desenvolvem a policultura (cultivo de diversos tipos de plantas) e a pecuária leiteira. Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do Nordeste brasileiro, a Zona da Mata. É no Agreste, onde possui os maiores festivais de São João do Mundo: o de Campina Grande na Paraíba e o de Caruaru que fica em Pernambuco. São festivais que se centram na figura do milho, que é o único dos grandes cereais nativo da América, e a base alimentar dos incas. (Civilização sul-americana).






SUB-REGIÕES DO NORDESTE BRASILEIRO: Fonte da imagem: ferdinandodesousa








SUB-REGIÕES DO NORDESTE BRASILEIRO






      Sabemos que a região nordeste do Brasil, é muito diversificada entre seus nove estados; sabemos também que, suas sub-regiões: meio norte, sertão, agreste e zona da mata, para se compreender às suas peculiaridades, é fundamental que, possamos analisar as relações sócio culturais estabelecidas na atividade econômica desses locais. Geralmente, quando falamos de Nordeste, muita gente associa isso, como sendo um local de pobreza, seca, subdesenvolvimento, falta de estrutura e muitos problemas de ordem socioeconômica. 


Sub-regiões do nordeste brasileiro: nossomaranhao



      No entanto, isso é apena uma imaginação do passado que se torna as vezes preconceituosa, o estudo das sub-regiões, proporciona uma análise mais clara do que essas sub-regiões significa para o Nordeste em termos de belezas naturais e manifestações culturais de cada sub-região. Hoje vamos falar um pouco de uma dessas sub-regiões; que é o “Agreste”. Essa área é uma área onde sua vegetação predomina a caatinga, e se localiza na região do Nordeste. Ela é muito rica em sua cultura apesar do clima seco, é possível encontrar algumas pequenas áreas úmidas. 


Sub-regiões do Nordeste Brasileiro: Fonte da imagem: estudopratico



      Chamamos de agreste porque essa área fica entre a Zona da Mata e o Sertão, no Nordeste do nosso país. Ela é uma região semiárida e o bioma que predomina neste local é a caatinga. Em algumas regiões, podemos encontrar pequenas áreas úmidas e também brejos, onde são desenvolvidas áreas agrícolas. Essa área estreita geograficamente, fica paralela à costa do oceano atlântico, que vai do Rio Grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe. O clima se torna mais úmido quando vai se aproximando da Zona da Mata e na medida que se aproxima mais do Sertão o clima vai ficando mais quente e seco com paisagens áridas. Temos grandes cidades situadas no Agreste, são elas: Garanhuns e Caruaru, no estado de Pernambuco, na Paraíba fica Campina Grande, no Sergipe, fica Itabaiana, e em Alagoas fica Arapiraca. 


Sub-regiões do Nordeste brasileiro: Fonte da imagem: marsemfim



      Essa mesorregião do Nordeste, por se encontrar no Planalto da Borborema, as altitudes no Agreste variam entre 500m e 800m, as maiores do Nordeste brasileiro. Por conta disso, as massas de ar carregada com umidades provenientes do Oceano Atlântico, perdem força nessa região, causando intensas chuvas (chamadas orográficas). Também existem secas, em quase toda parte do Agreste e em toda Zona da Mata, além de grandes secas dentro do Sertão. As principais fontes de renda no Agreste, ficam por conta do artesanato, onde os sertanejos podem ganhar dinheiro de forma mais fácil vendendo seus trabalhos. Esses produtos costumam ser negociados em grandes feiras e centros comerciais, localizados nesses grandes centros, como na cidade de Caruaru em Pernambuco, Campina Grande na Paraíba em Feira de Santana na Bahia, em Arapiraca, Alagoas e em Itabaiana no estado de Sergipe. No Agreste, predominam pequenas e médias propriedades rurais onde se desenvolvem a policultura (cultivo de diversos tipos de plantas) e a pecuária leiteira. Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do Nordeste brasileiro, a Zona da Mata. É no Agreste, onde possui os maiores festivais de São João do Mundo: o de Campina Grande na Paraíba e o de Caruaru que fica em Pernambuco. São festivais que se centram na figura do milho, que é o único dos grandes cereais nativo da América, e a base alimentar dos incas. (Civilização sul-americana).






10 fevereiro, 2019

TEATRO DE BONECOS

Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: saladeartesvirtual








MAMULENGOS OU MARIONETES




A região do Nordeste e a sua cultura no cenário social e econômico nordestino e brasileiro é muito importante. Sabemos que a nossa cultura, tem influências diversas, dentro do cenário cultural popular. Ela está diretamente ligada a sociedade e seus costumes. Quando o Brasil foi colonizado, veio muitas culturas trazidas pelas pessoas de outros continentes. 




Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: culturadigital



      Elas vieram da Europa, da África e uma parte do oriente, além da própria cultura indígena que tínhamos aqui. Isso com certeza, foram os primeiros passos para à cultura popular brasileira trilhar nos caminhos das artes. Hoje vamos falar de um dos seguimentos da nossa arte popular que teve a influência lá pras bandas do oriente e que depois com o passar dos tempos foi adaptado aos nossos costumes e gostos e que se tornou genuinamente popular.  Vamos falar do “Mamulengo” que é um tipo de “fantoche” tipo nordeste brasileiro. Os primeiros bonecos, que se tem notícias, no Brasil Colônia são bonecos portugueses e espanhóis. No século XlX, imigrantes germânicos trouxeram o seu teatro de títeres, o Kaspels Theater, que também é de luvas. 




Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: avozdacidade




      Os historiadores falam que as primeiras aparições mais antigas de teatro de “marionetes” no Brasil, foram faladas no Rio de Janeiro, isso lá pelo século XVlll, por Luiz Edmundo, livro “O Rio de Janeiro no tempo dos Vice-Reis”. No Nordeste, ele aparece primeiro em Pernambuco e depois começou no restante da região. Ele muda de nome, de estado para estado. O teatro de Bonecos nasceu há muito tempo atrás, no Oriente principalmente na China, Índia, em Java e na Indonésia. Lá ele conquistou um status espiritual e era tratado com muita reverência. Os orientais consideravam estes bonecos como verdadeiros deuses, dotados de recursos mediúnicos e fantásticos. 






Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem valdeckdegaranhuns




     Eles eram criados com tamanha perfeição que se tornavam idênticos aos seres vivos, muitas vezes inspirados realmente em personagens reais. Suas histórias são tão ancestrais quanto o próprio teatro tradicional. Este tipo de arte se tornou presente entre os primitivas que, deslumbrados com suas silhuetas nas paredes das cavernas, elaboraram o teatro de sombras, visando talvez entreter seus filhos. Daí então, o homem não segurou mais a sua vontade de criação nesse tipo de arte. Suas apresentações eram em praças públicas, nos festejos religiosos, e a temática que é usada em geral tem variações diversas. A magia do teatro de bonecos, dessa arte milenar, encanta adultos e crianças. Depois da China e outros países do oriente, ele entrou na Europa, depois de alguns anos ele entra na América, o surgimento do Teatro de Bonecos aconteceu por volta do século XVl, época dos grandes descobrimentos, o que contribuiu muito para sua divulgação no mundo inteiro. Confeccionado muitas vezes, semelhante à nossa imagem, o boneco se torna um ser misterioso em torno do qual podemos construir um mundo. Eles criam vida através das mãos mágicas dos manipuladores, é a partir dai que, sua expressão se concentra em todo movimento. Ao chegar ao Brasil, o teatro de bonecos tinha várias formas distintas (Engonço, Bonifrate, Tourinha, Preepe e vários outros nomes). Não podemos precisar quando ele chegou por essas bandas, só sabemos que ele se desenvolveu como arte popular recebendo logo diversos nomes e particularidades de acordo com a região, esse é o nosso “Mamulengo”. Os bonecos que encantam as pessoas que prestigiam suas apresentações.










Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: saladeartesvirtual








MAMULENGOS OU MARIONETES




A região do Nordeste e a sua cultura no cenário social e econômico nordestino e brasileiro é muito importante. Sabemos que a nossa cultura, tem influências diversas, dentro do cenário cultural popular. Ela está diretamente ligada a sociedade e seus costumes. Quando o Brasil foi colonizado, veio muitas culturas trazidas pelas pessoas de outros continentes. 




Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: culturadigital



      Elas vieram da Europa, da África e uma parte do oriente, além da própria cultura indígena que tínhamos aqui. Isso com certeza, foram os primeiros passos para à cultura popular brasileira trilhar nos caminhos das artes. Hoje vamos falar de um dos seguimentos da nossa arte popular que teve a influência lá pras bandas do oriente e que depois com o passar dos tempos foi adaptado aos nossos costumes e gostos e que se tornou genuinamente popular.  Vamos falar do “Mamulengo” que é um tipo de “fantoche” tipo nordeste brasileiro. Os primeiros bonecos, que se tem notícias, no Brasil Colônia são bonecos portugueses e espanhóis. No século XlX, imigrantes germânicos trouxeram o seu teatro de títeres, o Kaspels Theater, que também é de luvas. 




Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: avozdacidade




      Os historiadores falam que as primeiras aparições mais antigas de teatro de “marionetes” no Brasil, foram faladas no Rio de Janeiro, isso lá pelo século XVlll, por Luiz Edmundo, livro “O Rio de Janeiro no tempo dos Vice-Reis”. No Nordeste, ele aparece primeiro em Pernambuco e depois começou no restante da região. Ele muda de nome, de estado para estado. O teatro de Bonecos nasceu há muito tempo atrás, no Oriente principalmente na China, Índia, em Java e na Indonésia. Lá ele conquistou um status espiritual e era tratado com muita reverência. Os orientais consideravam estes bonecos como verdadeiros deuses, dotados de recursos mediúnicos e fantásticos. 






Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem valdeckdegaranhuns




     Eles eram criados com tamanha perfeição que se tornavam idênticos aos seres vivos, muitas vezes inspirados realmente em personagens reais. Suas histórias são tão ancestrais quanto o próprio teatro tradicional. Este tipo de arte se tornou presente entre os primitivas que, deslumbrados com suas silhuetas nas paredes das cavernas, elaboraram o teatro de sombras, visando talvez entreter seus filhos. Daí então, o homem não segurou mais a sua vontade de criação nesse tipo de arte. Suas apresentações eram em praças públicas, nos festejos religiosos, e a temática que é usada em geral tem variações diversas. A magia do teatro de bonecos, dessa arte milenar, encanta adultos e crianças. Depois da China e outros países do oriente, ele entrou na Europa, depois de alguns anos ele entra na América, o surgimento do Teatro de Bonecos aconteceu por volta do século XVl, época dos grandes descobrimentos, o que contribuiu muito para sua divulgação no mundo inteiro. Confeccionado muitas vezes, semelhante à nossa imagem, o boneco se torna um ser misterioso em torno do qual podemos construir um mundo. Eles criam vida através das mãos mágicas dos manipuladores, é a partir dai que, sua expressão se concentra em todo movimento. Ao chegar ao Brasil, o teatro de bonecos tinha várias formas distintas (Engonço, Bonifrate, Tourinha, Preepe e vários outros nomes). Não podemos precisar quando ele chegou por essas bandas, só sabemos que ele se desenvolveu como arte popular recebendo logo diversos nomes e particularidades de acordo com a região, esse é o nosso “Mamulengo”. Os bonecos que encantam as pessoas que prestigiam suas apresentações.










TRADIÇÃO DE LARANJEIRAS

Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: bangalocult








LAMBE SUJOS FOLGUEDO NORDESTINO






      O Nordeste brasileiro é o celeiro da cultura popular brasileira, e por isso mesmo é que essa região, é responsável por pelo menos uns 70% da exportação de artistas nordestinos para esse brasilzão de meu Deus. O Estado do Ceará é um celeiro de humoristas, poetas, cantores e trovadores. O estado de Pernambuco tem em seu frevo, caboclinho, maracatu, e tantas outras manifestações culturais como sua identidade. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: puxeumacadeira



       Na Paraíba temos o coco de roda, o forró e o xaxado como sua bandeira cultural. Os outros estados nordestinos têm suas manifestações culturais com alguma variação nos nomes das suas manifestações culturais isso de estado para estado, mas sendo a mesma manifestação cultural. Do mesmo jeito se repete na sua culinária, ou seja, um prato pode ter mais de um nome em diferentes estados da região Nordestina. Hoje vamos falar de uma manifestação cultural que é muito praticada no estado de Sergipe. Essa manifestação cultural tem seu reduto nesse município. Laranjeiras tem uma das maiores populações negra do estado. O município é conhecido por manter viva suas tradições do período colonial, levando de geração a geração a cultura de um povo por muitos anos que foi marcado pela escravidão. Vamos falar do “Lambe-Sujo” que é uma representação cultural que fala e representa a luta entre negros quilombolas. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: culturaefestas




    Desde o final do século XlX, quase todos os domingos do mês de outubro, ocorre esse tradicional embate nas ruas calçadas de pedras de Laranjeiras, Patrimônio Histórico Nacional. Os brincantes são os habitantes da cidade, os visitantes curiosos e os vários turistas, que são envolvidos pelo forte apelo popular da manifestação cultural, e tornam-se  coadjuvantes do folguedo. Todo o corpo dos “Lambe-Sujos, são cobertos com tinta preta mesclado ao mel de cabaú que só deixa à vista o expressivo olhar dos personagens e o vigoroso vermelho dos gorros. Suas armas são foices manipuladas por mãos calejadas que trazem a marca do trabalho escravo nos canaviais. Eles também usam chupetas e cachimbos e é isso que completa sua caracterização. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: lambe-sujoxcaboclinhos



     Já os caboclinhos, são pintados com tinta vermelha, e usam arco e flechas e representam os antigos índios brasileiros. O evento começa num sábado, com o cortejo que percorre as feiras livres e o mercado municipal. O principal motivo dessa festa, além de ser um evento cultural, também é angariar alimentos que serão utilizados no almoço oferecido no dia seguinte a todos os participantes do evento. O desfile acontece durante todo o dia, pelas ruas estreitas da cidade. As pessoas que não atendem aos pedidos de donativos dos “Lambe-Sujos”, são meladas pela tinta preta, fato que dá o tom da brincadeira. O ápice da festa acontece depois do almoço quando as princesas dos “Lambe-Sujão” são sequestradas e inicia-se a “guerra”. Os negros são vencidos. O cortejo retoma de forma lúdica as batalhas entre negros quilombolas e índios domesticados pelos senhores de engenho da época do Brasil Colônia. Na festa do “Lambe-Sujo, além da música e cantos, a cultura também é contada através dos trajes dos personagens do festejo. Os negros usam calção vermelho, na cabeça, uma espécie de capacete ou gorita, pés descalços e como arma, foice de madeira. O rei usa calça vermelha, camisa de manga comprida e colete. A princesa vem vestida em um vestido de sirê, mangas. E assim, acontece toda uma história cultural que faz parte da cultura Nordestina. Sergipe pode ser pequeno, mas tem um grande passado e uma gigantesca cultura popular. 











Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: bangalocult








LAMBE SUJOS FOLGUEDO NORDESTINO






      O Nordeste brasileiro é o celeiro da cultura popular brasileira, e por isso mesmo é que essa região, é responsável por pelo menos uns 70% da exportação de artistas nordestinos para esse brasilzão de meu Deus. O Estado do Ceará é um celeiro de humoristas, poetas, cantores e trovadores. O estado de Pernambuco tem em seu frevo, caboclinho, maracatu, e tantas outras manifestações culturais como sua identidade. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: puxeumacadeira



       Na Paraíba temos o coco de roda, o forró e o xaxado como sua bandeira cultural. Os outros estados nordestinos têm suas manifestações culturais com alguma variação nos nomes das suas manifestações culturais isso de estado para estado, mas sendo a mesma manifestação cultural. Do mesmo jeito se repete na sua culinária, ou seja, um prato pode ter mais de um nome em diferentes estados da região Nordestina. Hoje vamos falar de uma manifestação cultural que é muito praticada no estado de Sergipe. Essa manifestação cultural tem seu reduto nesse município. Laranjeiras tem uma das maiores populações negra do estado. O município é conhecido por manter viva suas tradições do período colonial, levando de geração a geração a cultura de um povo por muitos anos que foi marcado pela escravidão. Vamos falar do “Lambe-Sujo” que é uma representação cultural que fala e representa a luta entre negros quilombolas. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: culturaefestas




    Desde o final do século XlX, quase todos os domingos do mês de outubro, ocorre esse tradicional embate nas ruas calçadas de pedras de Laranjeiras, Patrimônio Histórico Nacional. Os brincantes são os habitantes da cidade, os visitantes curiosos e os vários turistas, que são envolvidos pelo forte apelo popular da manifestação cultural, e tornam-se  coadjuvantes do folguedo. Todo o corpo dos “Lambe-Sujos, são cobertos com tinta preta mesclado ao mel de cabaú que só deixa à vista o expressivo olhar dos personagens e o vigoroso vermelho dos gorros. Suas armas são foices manipuladas por mãos calejadas que trazem a marca do trabalho escravo nos canaviais. Eles também usam chupetas e cachimbos e é isso que completa sua caracterização. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: lambe-sujoxcaboclinhos



     Já os caboclinhos, são pintados com tinta vermelha, e usam arco e flechas e representam os antigos índios brasileiros. O evento começa num sábado, com o cortejo que percorre as feiras livres e o mercado municipal. O principal motivo dessa festa, além de ser um evento cultural, também é angariar alimentos que serão utilizados no almoço oferecido no dia seguinte a todos os participantes do evento. O desfile acontece durante todo o dia, pelas ruas estreitas da cidade. As pessoas que não atendem aos pedidos de donativos dos “Lambe-Sujos”, são meladas pela tinta preta, fato que dá o tom da brincadeira. O ápice da festa acontece depois do almoço quando as princesas dos “Lambe-Sujão” são sequestradas e inicia-se a “guerra”. Os negros são vencidos. O cortejo retoma de forma lúdica as batalhas entre negros quilombolas e índios domesticados pelos senhores de engenho da época do Brasil Colônia. Na festa do “Lambe-Sujo, além da música e cantos, a cultura também é contada através dos trajes dos personagens do festejo. Os negros usam calção vermelho, na cabeça, uma espécie de capacete ou gorita, pés descalços e como arma, foice de madeira. O rei usa calça vermelha, camisa de manga comprida e colete. A princesa vem vestida em um vestido de sirê, mangas. E assim, acontece toda uma história cultural que faz parte da cultura Nordestina. Sergipe pode ser pequeno, mas tem um grande passado e uma gigantesca cultura popular.