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15 de mai de 2018

PRATO EXÓTICO REGIONAL

comida nordestina | fonte da imagem: eduluz





COMIDA NORDESTINA







      É impressionante como a culinária nordestina pode se tornar de um simples prato regional a um manjar internacional. Isso vai depender muito de quem prepara, mesmo sendo nativo da região, não precisa ser um chef para fazer de uma comida regional um prato dos mais saborosos e exótico. Isso vai depender muito das ervas colocadas nesse prato, dos temperos picantes e aromático que são necessários nesses pratos da cozinha regional do nordeste brasileiro. 





      É incrível como uma iguaria se torne tão apreciada pelos nordestinos e por quem vem de fora. Acho que este costume nordestino começou na época da guerra, como comida era bem escassa por causa da guerra, os nordestinos começaram a aproveitar os restos de alimentos que eles faziam e aproveitavam fazendo novos pratos saborosos para a população degustar. Isso não é novidade nenhuma, pois o nordestino é bem criativo e de gostos populares. 





      Os pratos aromáticos e picantes feitos por eles, são pratos consumidos todos os dias pelos nativos e por quem visita essa região, e há cada dia são mais e mais admirados, prestigiados e consumidos por todos. Essa região realmente é uma das regiões do Brasil que mais valorizada a culinária, tanto local com internacional, sendo assim, não é atoa que eles se tornaram mestres na culinária local. 





      A comida nordestina mesmo sendo picante e aromatizante, ela pode se tornar leve e saborosa na hora da degustação, vai depender muito dos pratos que as pessoas pedem. Isso porque elas mudam de nome e de sabor de estado para estado dentro da região do nordeste brasileiro. Muitos pratos têm nomes esquisitos, como por exemplo: sovaco de cobra, cabeça de bode, buchada, chambaril, rabada, rabada de boi, escondidinho, sarapatel e tantos outros pratos saborosos que existem nessa região brasileira. 





      Mas hoje vamos falar de uma iguaria que poucos falam, mais que existe, e que nessa região algumas pessoas apreciam. Vamos falar da “tripa assada de galinha”. Bom, a tripa deve ser da galinha caipira criada em casa, porque só assim você consegue as vísceras dela. Porém se você encomendar a ave em algum outro local como por exemplo açougue, talvez você consiga ela sem ser tratada. Depois que a galinha é tratada, você separa as vísceras, e leva para ser limpas em água corrente de alguma pia. 





      Bom, você tem que tem uma boa faca de mesa bem amolada para fazer esse ritual, e também tem que ter uma boa tábua de carne para poder começar todos os cortes e os tratos com essas vísceras. Modo de Preparo: Primeiro você tem que tirar o fígado e o fel sem deixar o fel estourar, porque aí vai estragar toda às vísceras. Então você corta o fígado e a moela. Tirando o fígado e a moela, você vai e lava em água corrente na torneira. Lavados e bem lavados coloque em um recipiente de plástico. 





      A moela tem que ser limpa e aberta. A parte alaranjada da moela você tem que dá um cortezinho com uma faca de ponta, e puxa esse pedaço alaranjado da moela, pois esse pedaço ninguém come. A moela é partida em duas partes depois de limpa. Depois limpa o coração tirando a capa de gordura que tem nele. Agora vem o verdadeiro ritual. A tripa tem que ser desenrolada para ser limpa. Ela tem na parte final dela uma parte que não é aproveitada, por isso é bom cortar e jogar fora. 





       Essa parte é uma parte mais delatada, você corta e joga fora. Só se aproveita a tripa fina da galinha. Bom, primeiro você abre a torneira da sua pia, com água moderada, e aí você começa a colocar uma das extremidades da tripa voltada para a água corrente da torneira. Feito isso, você começa a colocar a ponta fina da faca dentro da tripa e vai cortando devagar e moderadamente na vertical até chegar na outra extremidade da tripa. 





      Depois disso você vai ver que os dejetos da galinha vão saindo e você vai limpando a tripa pelo lado de dentro. Por ela ser tão fina, só desse jeito é que é feito a limpeza dela. Então depois de todo esse ritual, você ferve ela com limão ou vinagre. 





      O tempero dessa iguaria é basicamente feito com alho e sal, depois é só colocar em uma frigideira com óleo a fogo brando e depois é só se servir com uma farofinha básica temperada. Essa iguaria é muito apreciada aqui no Nordeste do Brasil. Tem alguns restaurantes regionais que oferece pratos assim. Um verdadeiro manja.







30 de jan de 2018

FRUTO AMARELO DO CERRADO

Galinha com Piqui-Fonte da imagem: blog do verão








GALINHA COM PIQUI






      A cozinha Nordestina, é uma das mais aromatizantes, picantes e com uma variedade de pratos regionais, que é, de dá água na boca. Entre um estado e outro da região, você pode ter um mesmo prato com nomes diferentes. Temos uma influência enorme das cozinhas indígena, africana, européia, asiática e até de outras partes do mundo. Elas foram introduzidas no Brasil colônia, mas com a continuação dos anos, a cozinha brasileira foi sendo adaptada aos seus próprios gostos e sabores, acrescentando novos temperos. 





      Hoje vamos falar da cozinha piauiense. Essa cozinha, a é uma das mais ricas cozinhas do Brasil. Ela usa vários condimentos em seus pratos, e usa muitas frutas do cerrado e da caatinga. O sabor do tempero da cozinha piauiense é inigualável. Uma dessas frutinhas é o Piqui. Essa fruta é nativa do cerrado brasileiro, muito utilizada na cozinha nordestina, do centro norte, meio norte, Minas, Goiás e Mato Grosso. 





      O pequizeiro é uma árvore protegida por lei, que impede seu corte e comercialização em todo o território nacional. Essa árvore atinge geralmente 10 metros de altura, tronco com ramos grossos, normalmente tortuosos, de casca áspera e rugosa de cor castanha acinzentada. Têm folhas pilosas, recobertas com pelos curtos, compostas, formadas por três folíolos com as bordas recortadas, tendo a nervuras bem marcadas. Suas folhas, ricas em tanino, fornecem substância tintorial, usadas por tecelãs. O pequizeiro floresce durante os meses de agosto a novembro. Esse é um fruto que pode ser aproveitado em conserva, licores, como ingrediente de doces (como brigadeiro) ou seja, salgados (no arroz ou frango) e até na indústria cosmética. 





      Ele é rico em retinol, uma vitamina A sintetizada, que produz a elasticidade da pele. Ajuda visão, no intestino, nos ossos e no sistema imunológico. No Piauí, ele é consumido dentro da sua culinária, e dentre tantos pratos, um dos mais apreciados é o frango com piqui. Também outro prato muito bem degustado é, o arroz com piqui. Mas vamos falar aqui, é do frango com piqui. Esse é um prato saboroso da cozinha piauiense e que é bem suculento, que dá água na boca de todos que apreciam. Vamos a preparação do prato. Ingredientes: 1 frango caipira picado e sem pele, 12 caroços de Piqui, 1 cebola média, 4 dentes de alho, amassados com sal, 1 colher de sopa de óleo 1 litro de água, salsa, cebolinha e pimenta de cheiro. 





      Modo de preparo: Coloque óleo na panela, assim que esquentar, bote a cebola para doura, depois acrescente o alho com o sal e o frango. Deixe refogar bem e depois acrescente o Piqui. Adicione a água aos poucos. Depois bote toda água na panela, coloque a pimenta e o cheiro verde e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos. Se precisar coloque mais água. Quando o frango estiver bem cozido, está pronto. Cuidado na hora de comer, só se come à camada amarela e macia que envolve o caroço, a parte interna da fruta é cheia de espinho e se você morder com força, pode machucar a boca. Indo ao Piauí, procure degustar o prato saboroso e suculento, dessa terra maravilhosa, que é  galinha no piqui.

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10 de nov de 2017

SABORES TROPICAIS

INFLUENCIAS CONTINENTAIS l Fonte da imagem: daqui o popular










INFLUÊNCIAS CONTINENTAIS








      O apetite é antes de mais nada um instinto natural dos seres viventes, principalmente de nós, seres humanos. Precisamos respirar, beber e dormir. Esse extinto é tão poderoso que, as pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão em comida. Nós seres humanos podemos transformar esse ato, o ato de comer, em algo muito mais significante e mera satisfação de uma necessidade. Comer sempre é um prazer. Cada país tem sua própria gastronomia, e elas são dividida por cada região. Isso acontece também aqui no nosso país; cada região define uma cultura e consequentemente a sua gastronomia. 





      A gastronomia nordestina é uma das mais ricas do nosso país, além de ter sabores picantes, aromatizantes e uma variação de muitas culturas, soubemos adapta-la aos nossos próprios gostos. Especificamente no Nordeste brasileiro a gastronomia vem tomando lugar de destaque dentro do setor turístico. Além disso, a culinária passou a ser tratada como patrimônio cultural e, portanto, capaz de dá destaque à imagem do Nordeste lá fora. A culinária também pode ser muito importante para o desenvolvimento sustentável na área rural, tornando-se importante instrumento de inclusão social e fator determinante no setor econômico de cada região do Nordeste do Brasil. 





      A região do Nordeste, teve as mesmas origens e influências culturais, pois foi pelo o Nordeste que o Brasil começou. A cultura de toda essa região teve muita influência dos europeus, orientais, africanos, indígenas e várias outras nacionalidades. Isso fez com que essa região ficasse rica na área cultural. Com muitos pratos diferentes entre o sertão e o litoral, o Nordeste do Brasil mostra que, entre a senzala e a casa grande, saíram pratos deliciosos que até os dias de hoje fazem dessa terra, uma terra que inventa manjares. 





      No litoral temos o acarajé, o vatapá, moquecas, peixe frito, caranguejo, siris e camarões. No sertão temos: o bode assado com macaxeira, a tripa assada, a carne de sol, a linguiça, o queixo coalho, o mocotó, a galinha caipira e tantos outros pratos deliciosos. Na mesa do nordestino, o clima semiárido da caatinga deixa sua marca em pratos ligados à conservação dos alimentos e altos teores calóricos. Já no agreste e no litoral, as recitas ganham diversidade de ingredientes e cores. O sabor picante e aromático, marcam a culinária nordestina como um todo. Muitos pratos são encontrados em toda região, com variações de nomes nesses pratos. 





      Na maior parte das vezes o turismo sempre está por trás de um grande empreendimento hoteleiro, e com isso vem a gastronomia; isso faz com que o turista tenha curiosidade em conhecer a comida típica daquele lugar aonde ele está visitando. Afinal o paladar é uma das melhores formas de se manter vivo na memória o que se vivencia. Saber e sabores são coisas que bebe na mesma fonte. Então sempre é bem importante que as pessoas invistam em culinária porque essa é uma boa forma de divulgar o seu lugar, de gerar emprego e renda e de mostrar a sua cultura. 





      Na verdade, o Nordeste brasileiro tem várias formas e sabores para inventar novos pratos dentro da sua culinária, foi daí que, a cozinha nordestina, sempre está inovando e inventando novas formas e novos sabores, para poder se apresentados aos turistas todos os dias, todos os meses e todos os anos. O Nordeste do Brasil foi privilegiado quando Deus criou o mundo, pois essa região além de ter um litoral e um sertão lindo, ainda tem uma logística excelente, tem uma ótima infraestrutura tanto em hotéis como em pousadas, e uma cozinha maravilhosa, tanto a cozinha regional, como a cozinha internacional. Isso faz dessa região, uma boa pedida para os turista.





29 de mai de 2017

LOCAL DE CULTURA POPULAR

BAÚ VIVO DA CULTURA REGIONAL | Fonte da imagem: 360meridianos







BAÚ VIVO DA CULTURA REGIONAL








      A região Nordeste do Brasil é uma região muito rica culturalmente, e por ser assim, vemos que sua história está dentro de muitos museus de arte popular que estão dentro dessa região, e também fora dos museus, a arte popular está espalhada em vários espaços alternativos dentro dessa região, tais como: praças, restaurantes, feiras livres e outros. Não é de hoje, que os nordestinos têm uma história muito rica culturalmente falando, história de muitas batalhas, guerras e motins, sangue e vitórias. E dentro desse contexto, vemos que isso só fez enriquecer a cultura dessa região. 






      Quando se fala de Nordeste, sempre é bom, as pessoas terem certeza do que vão falar sobre os nordestinos e sobre essa região. Temos vários museus a céu aberto e outros em espaços fechados, e com isso, a cultura vem ganhando mais força na divulgação dos costumes dessa gente tão sofrida e trabalhadora. Hoje vamos falar de um museu que sempre chama atenção, tanto para quem os conhecem e que não moram na região, mas também dos que vivem nessa região e conhecem. Ele foi inaugurado em abril de 2014, e é um dos mais modernos do Brasil. 






      Ele está instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, é um local de diversão e de conveniência e conhecimento. Estamos falando do Museu Cais do Sertão. O mergulho no mundo sertanejo começa com enorme juazeiro seco, com mais de dez toneladas, e que fica na entrada do museu. E por isso é chamada de “Praça do Juazeiro. Essa é uma árvore típica da caatinga, vegetação encontrada no sertão nordestino. Ele é conhecido como polo gerador de novas ideias e experiências. Nele existem obras dos mais renomados artistas populares do Nordeste brasileiro. 





      Esse espaço cultural é dividido em Sete espaços e cada espaço desses, vem destacando um ato da vida do nordestino. Os lemas de uma vida de história do homem do Nordeste brasileiro são: viver, trabalhar, criar, crer, cantar, ocupar, migrar. Então nós vemos que, são esses os contextos que contam a história do homem dessa região, e como esses homens vivem dentro e fora dela. O tema “viver”, mostra uma casa típica de família pobre nordestina, feita de barro batido que chamamos de “casa de taipa” e que também destaca tudo que existe lá dentro. 






      Na parte “trabalhar” destaca os materiais de trabalho do homem nordestino, como várias ferramentas usadas pelos trabalhadores sertanejos. Na parte de “criar”, existem várias obras de muitos artistas populares dessa região. Na parte “crer”, esse espaço é reservado para as crenças do homem dessa região, especialmente aqueles que vivem lá dentro do sertão do Nordeste. Na parte de “cantar”, ela é quase toda reservada para o “rei do baião”. Na parte “ocupar”, ele destaca a geografia e a história do Nordeste. Por último, temos a parte “migrar”, esse é um espaço que fica no primeiro andar do prédio, e que, destaca o depoimento de migrantes nordestinos famosos e anônimos. 






      O nome “Cais do Sertão” se deu porque ele está localizado na beira da água, junto ao marco zero, onde nasceu a cidade do Recife, e por abrigar toda a riqueza do sertão nordestino. Com 7 mil² de área construída, e com seis metros de altura, ele tem um grande vão para passagem dos pedestres, além de detalhes de cores, e uma decoração surpreendente esse local surpreende tanto pela riqueza cultural dos objetos quanto pela arquitetura do local. 






      Hoje devido a essa crise política, econômica e também social, por falta de recursos financeiros, o museu, infelizmente passa por dificuldades, e por isso teve que reduzir os horários de funcionamento, infelizmente esse é o nosso Brasil. Um país que não preserva a sua cultura, é um país sem identidade. Mas vindo a Recife, tente conhecer esse museu, pois ele é um espaço reservado para contar a história do povo nordestino e da cultural regional.



16 de mai de 2017

MANJAR AROMATIZANTE

MISTURAS DE SABOR: Fonte da imagem: flavorsofbrazil.blogspot






MISTURAS DE SABORES







      A culinária do Nordeste do Brasil é extremamente exótica, aromática e picante, essa culinária se desenvolveu aos longos dos anos depois de uma grande influência europeia, africana e asiática, mas também tivemos uma grande influência indígena. Tudo isso veio a enriquecer culturalmente falando, a nossa cozinha regional. Depois que nos tornamos independentes, os costumes com o passar dos anos, foram mudando, então começamos a empregar dentro dos nossos próprios costumes, temperos e gostos pelos alimentos consumidos por nós. Essa é uma culinária muito apreciada não só por nós brasileiros, mas também pelos povos de outros continentes. 





      Como o Brasil é um país continental, às variações da culinária desse país de região para região é muito diversificada, temos um leque muito grande de variações de cardápios dentro da nossa cultura. Como o Brasil foi descoberto pelo Nordeste brasileiro, então estamos falando das influências que recebemos já desde o Brasil império, e isso começou pelo Nordeste e foi se espalhando para as outras capitanias. E dentre tantos pratos saborosos que existem dentro da nossa culinária, eu resolvi falar aqui de um prato muito apreciado por todos nós e por muitos que gostam de um tempero mais picante, vamos falar do vatapá. Esse prato é um prato que tem uma influência muito grande da cozinha africana, e que foi herdado por nós, já algum tempo. 







      Graças a Deus, a baianidade dos baianos, soube transformar esse prato em um manjar. Apesar de ser um prato muito simples de fazer, também requer um pouco de amor na hora de fazê-lo. Para quem quer preparar um prato como esse, precisa-se de 2 cebolas, 100 gramas de amendoim, 100 gramas de castanha de caju, água, azeite de dendê, 10 pães, 400 ml de leite de coco, 200 gramas de camarão e sal. Modo de preparo: Coloque as cebolas com um pouco d’água e bata tudo no liquidificador, até virar uma pasta. Retire do recipiente e limpe. Depois triture o amendoim e a castanha de caju no liquidificador, adicione um pouco de água. Umedeça os pães com 1 litro de água. Quando estiverem bem moles, coloque no liquidificador para bater. 






       Depois despeje azeite de dendê em uma panela, doure duas colheres de pasta de cebola e frite os camarões, quando eles atingirem a cor branca, é porque chegou no ponto certo. Agregue o pão batido e as castanhas, despeje o leite de coco e misture bem até engrossar. O tempo de prepara desse prato é mais ou menos uns trinta minutos. Essa é uma iguaria que tem por base o pão amolecido ou mesmo a farinha de trigo que pode ser acrescentada e o peixe desfiado, camarão fresco camarão seco e diversos outros tipos de temperos. Esse prato típico da Bahia, chegou ao Brasil através de africanos que chegaram ao Brasil na época da escravidão. Eram africanos iorubas com nome de ehba-tápa. 





      Também é muito popular no estado do Pará, Amapá e no Amazonas, onde a receita sofre variações como a ausência de amendoim e de outros ingredientes que existem na recita tradicional. Então vemos que a cozinha nordestina, é simplesmente maravilhosa, e tem uma infinidade de sabores, temperos e aromas, que por si só, já nos deixa com água na boca. Os temperos picantes podem deixar ainda mais os sabores mais aromatizantes. Hoje esse prato é encontrado em toda região nordestina, graças aos estudos de chefes de cozinhas e o desejo dos consumidores pedirem esses prato muito especial e simples de fazer. 






      O que diferencia a cozinha regional do nordeste do Brasil para outras cozinhas internacionais, é justamente a criação constante e a procura por novos pratos e por novos sabores dessa culinária. O Nordeste brasileiro adaptou em sua cozinha, muitas ervas, muitos temperos e muitos segredos em seu preparo. Então isso resulta em novos pratos e novos sabores. Sendo assim, quando vir ao Nordeste brasileiro, aproveite para provar esse manjar da cozinha Nordestina.

By: Geisa Santos.



4 de abr de 2017

FAROFA EXÓTICA

IGUARIA REGIONAL | newsrondonia












IGUARIA REGIONAL









      A cozinha brasileira é muito tradicional, rica e aromática, sempre existe uma maneira de se fazer pratos novos e saborosos dentro da culinária brasileira. A cozinha nordestina não é diferente, ela foi uma das primeiras a ser descoberta e a ter influências europeias, africanas e indígenas, pois foi pelo Nordeste que o Brasil foi descoberto. As iguarias feitas em todo o Nordeste brasileiro são de surpreende a muita gente, pois esses pratos são muitos saborosos, picantes e aromatizantes, e isso faz dessa cozinha, uma das mais apreciadas pelos turistas e pelos nativos dessa região. 





      
       Vamos falar hoje de uma iguaria muito conhecida pelos nordestinos e por toda cozinha brasileira, vamos falar da farofa de içá. Ela no mês de novembro é caçada por muitas pessoas, isso é uma tradição de cada região. A iça é a fêmea da formiga saúva e também é chamada de Bitu. O hábito de consumir essas formigas veio dos índios, que passaram a tradição aos sertanejos e tropeiros. A captura delas, são através dos voos que elas dão em direção ao macho, para se acasalarem e formarem uma nova colônia. Durante à noite as pessoas recolhem as formigas e as levam para casa para que elas sejam limpas e consumidas, ou então acumulam elas em garrafas, para depois vende-las. 






       Muitas pessoas congelam e estocam as içás para comerem em outra ocasião. É muito tradicional consumi-las feitas como farofa. Para que, essa farofa saia boa, e fique saborosa, deve ser retirado o abdome da formiga e depois acrescentando os ingredientes: Sal a gosto, óleo ou azeite, farinha, formigas Tanajura ou Içá (somente as fêmeas). Modo de preparo: Para começar a fazer essa iguaria, é necessário limpar as formigas e tirar as pernas delas. Depois é só colocá-las de molho em água e sal por cerca de meia hora. 






      Depois escorra em água corrente e deixe-a só as formigas ficar sem água, leve ao fogo, numa frigideira com óleo, azeite ou mesmo manteiga, daí você mexe as formigas em óleo na frigideira, com muito cuidado para não queimar. Quando estiverem bem torradas, acrescente farinha de mandioca, mexendo sempre, daí o resultado é uma farofa. Se a pessoa quiser, pode colocar também as verduras tais como: pimentão, cheiro verde, tomate e cebola roxa ou branca, um pouco de alho, também vai deixar bem picante, a farofa. 






       Esse prato exótico é um dos mais apreciados pelo povo nordestino que mora no sertão ou não, pois ele é um prato rico em proteínas e saboroso para ser degustado. Elas podem ser consumidas com farofa, in natura, torradas com água e sal. Existem outros modos de preparar essa iguaria. Ela é utilizada como um alimento substituto da carne. Enquanto a carne de gado possui 20% de proteínas, as formigas contêm aproximadamente 44%. A sua composição também é rica em sódio, potássio, ferro, cálcio e ácidos graxos. As tanajuras também são usadas como mezinhas. 






      No sertão do Nordeste brasileiro “mezinha” é o nome que se dá ao remédio caseiro tido como certeiro. Os estudiosos do sertão afirmam que não existe remédio melhor para curar doenças de garganta. Então vemos que, essas formigas são iguarias certas na mesa de muitos sertanejo, e que faz parte da cultura popular nordestina, pois é uma herança que veios dos índios e foi introduzida na cultura popular do Brasil, e até os dias de hoje essa iguaria faz parte da nossa história e dos nossos costumes.







21 de fev de 2017

TRADIÇÃO DA CAATINGA

PRATO APRECIADO POR TODOS | Fonte da imagem: Governo do Estado do Piauí












PRATO APRECIADO POR TODOS






      A carne de bode assada, é uma tradição dentro do Nordeste brasileiro, principalmente nos estados do Piauí, Maranhão e Ceará. Apesar dela não ser tão consumida no litoral nordestino, ela é muito apreciada nas regiões que ficam na faixa da sub-região chamada de sertão. Há um crescimento muito forte da criação da caprinocultura, pois com isso, o consumo da carne desse animal vem crescendo também a passos largos. 





      O sertanejo tem o habito de criar esse tipo de animal, pois esse é um animal que consegue se adaptar com mais facilidade a regiões mais secas do Nordeste brasileiro. A carne de bode é uma carne que sendo bem tratada, ela pode surpreender e muito a quem a saboreia, pois, a degustação desse manjar, sempre vem acompanhado de alguma coisa da terra. Não é de hoje que eu sempre digo que, a culinária nordestina é uma das mais inovadora e tradicional das regiões brasileiras. Tem uma outra culinária que se aproxima muito da cozinha nordestina que é a cozinha mineira. 





      Pois bem, dependendo de quem prepare a carne de bode, isso pode vir a ser o diferencial, pois essa carne precisa que fique macia e que fique sem aquele cheirinho tradicional que ela tem, então com um tempero apropriado e uma boa técnica para deixar a carne macia, isso pode ser o diferencial entre um grande sucesso ou um total fracasso. Como a cozinha nordestina tem um tempero picante, aromatizado e que modifica muito os pratos preparados por muitos, isso é de fundamental importância na hora de se preparar esse manjar. 





      A carne de bode pode ser servida de muitas formas, e nas três refeições, ou seja: café, almoço e janta. Pela manhã ela pode ser servida com cuscuz e com tapioca. No almoço ela pode ser servida normalmente acompanhando a refeição, e no jantar pode vir a ser servida com uma bela macaxeira. Como vemos, essa carne faz muito sucesso entre os nordestinos, principalmente aqueles que moram no sertão nordestino. A carne antes de mais nada, tem que ser salgada e colocada no sol. 





      Então depois de pelo menos uns dois dias no sol ou um dia e uma noite ela já está pronta para ir para o fogo. Sempre é bom avisar que, após tudo isso, é preciso tirar o excesso de sal grosso, da carne. Isso é fácil de fazer, é só ir lavando a carne na água corrente, só assim é que se deixa a carne no ponto para ser consumida. Vamos lá, ingredientes: Você pode pegar uns 3 kg de carne de bode, 1 colher de chá com pimenta do reino moída, 1 colher de chá de cominho, manteiga da terra a gosto, sal a gosto. 





      Modo de preparo: Pegue a carne e misture nela a manteiga com a pimenta do reino, o cominho, junte tudo dentro de uma tigela e deixe pegar o tempero por pelo menos uns 30 minutos, depois corte essa carne em pedaços maciços, e com ossos de costelas ou não. Leve-os para a grelha, que deve ter pelo menos uns 25 cm acima da brasa. Deixe assando por 20 minutos de um lado e do outro, é só de vez enquanto ir virando, depois é só servir com uma bela macaxeira cozida ou frita. Como vemos, esse é um prato simples que, além de ser saboroso, é muito apreciado entre os nordestinos. Dentro do Nordeste brasileiro, principalmente nessa região chamada de sertão, esse é um prato típico que todo nordestino e quem não é, gosta de apreciar. Vindo ao Nordeste, procure degustar o “bode assado com macaxeira”.







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