A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura: cultura do nordeste brasileiro A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro: 02/10/19 A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro: 02/10/19 A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro: 02/10/19

SEGUIDORES

Página Inicial Biografia Produtos Galeria O que dizem Jornalista Links Entrevistas Contato

10 fevereiro, 2019

TEATRO DE BONECOS

Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: saladeartesvirtual








MAMULENGOS OU MARIONETES




A região do Nordeste e a sua cultura no cenário social e econômico nordestino e brasileiro é muito importante. Sabemos que a nossa cultura, tem influências diversas, dentro do cenário cultural popular. Ela está diretamente ligada a sociedade e seus costumes. Quando o Brasil foi colonizado, veio muitas culturas trazidas pelas pessoas de outros continentes. 




Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: culturadigital



      Elas vieram da Europa, da África e uma parte do oriente, além da própria cultura indígena que tínhamos aqui. Isso com certeza, foram os primeiros passos para à cultura popular brasileira trilhar nos caminhos das artes. Hoje vamos falar de um dos seguimentos da nossa arte popular que teve a influência lá pras bandas do oriente e que depois com o passar dos tempos foi adaptado aos nossos costumes e gostos e que se tornou genuinamente popular.  Vamos falar do “Mamulengo” que é um tipo de “fantoche” tipo nordeste brasileiro. Os primeiros bonecos, que se tem notícias, no Brasil Colônia são bonecos portugueses e espanhóis. No século XlX, imigrantes germânicos trouxeram o seu teatro de títeres, o Kaspels Theater, que também é de luvas. 




Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem: avozdacidade




      Os historiadores falam que as primeiras aparições mais antigas de teatro de “marionetes” no Brasil, foram faladas no Rio de Janeiro, isso lá pelo século XVlll, por Luiz Edmundo, livro “O Rio de Janeiro no tempo dos Vice-Reis”. No Nordeste, ele aparece primeiro em Pernambuco e depois começou no restante da região. Ele muda de nome, de estado para estado. O teatro de Bonecos nasceu há muito tempo atrás, no Oriente principalmente na China, Índia, em Java e na Indonésia. Lá ele conquistou um status espiritual e era tratado com muita reverência. Os orientais consideravam estes bonecos como verdadeiros deuses, dotados de recursos mediúnicos e fantásticos. 






Mamulengos ou Marionetes l Fonte da imagem valdeckdegaranhuns




     Eles eram criados com tamanha perfeição que se tornavam idênticos aos seres vivos, muitas vezes inspirados realmente em personagens reais. Suas histórias são tão ancestrais quanto o próprio teatro tradicional. Este tipo de arte se tornou presente entre os primitivas que, deslumbrados com suas silhuetas nas paredes das cavernas, elaboraram o teatro de sombras, visando talvez entreter seus filhos. Daí então, o homem não segurou mais a sua vontade de criação nesse tipo de arte. Suas apresentações eram em praças públicas, nos festejos religiosos, e a temática que é usada em geral tem variações diversas. A magia do teatro de bonecos, dessa arte milenar, encanta adultos e crianças. Depois da China e outros países do oriente, ele entrou na Europa, depois de alguns anos ele entra na América, o surgimento do Teatro de Bonecos aconteceu por volta do século XVl, época dos grandes descobrimentos, o que contribuiu muito para sua divulgação no mundo inteiro. Confeccionado muitas vezes, semelhante à nossa imagem, o boneco se torna um ser misterioso em torno do qual podemos construir um mundo. Eles criam vida através das mãos mágicas dos manipuladores, é a partir dai que, sua expressão se concentra em todo movimento. Ao chegar ao Brasil, o teatro de bonecos tinha várias formas distintas (Engonço, Bonifrate, Tourinha, Preepe e vários outros nomes). Não podemos precisar quando ele chegou por essas bandas, só sabemos que ele se desenvolveu como arte popular recebendo logo diversos nomes e particularidades de acordo com a região, esse é o nosso “Mamulengo”. Os bonecos que encantam as pessoas que prestigiam suas apresentações.










TRADIÇÃO DE LARANJEIRAS

Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: bangalocult








LAMBE SUJOS FOLGUEDO NORDESTINO






      O Nordeste brasileiro é o celeiro da cultura popular brasileira, e por isso mesmo é que essa região, é responsável por pelo menos uns 70% da exportação de artistas nordestinos para esse brasilzão de meu Deus. O Estado do Ceará é um celeiro de humoristas, poetas, cantores e trovadores. O estado de Pernambuco tem em seu frevo, caboclinho, maracatu, e tantas outras manifestações culturais como sua identidade. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: puxeumacadeira



       Na Paraíba temos o coco de roda, o forró e o xaxado como sua bandeira cultural. Os outros estados nordestinos têm suas manifestações culturais com alguma variação nos nomes das suas manifestações culturais isso de estado para estado, mas sendo a mesma manifestação cultural. Do mesmo jeito se repete na sua culinária, ou seja, um prato pode ter mais de um nome em diferentes estados da região Nordestina. Hoje vamos falar de uma manifestação cultural que é muito praticada no estado de Sergipe. Essa manifestação cultural tem seu reduto nesse município. Laranjeiras tem uma das maiores populações negra do estado. O município é conhecido por manter viva suas tradições do período colonial, levando de geração a geração a cultura de um povo por muitos anos que foi marcado pela escravidão. Vamos falar do “Lambe-Sujo” que é uma representação cultural que fala e representa a luta entre negros quilombolas. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: culturaefestas




    Desde o final do século XlX, quase todos os domingos do mês de outubro, ocorre esse tradicional embate nas ruas calçadas de pedras de Laranjeiras, Patrimônio Histórico Nacional. Os brincantes são os habitantes da cidade, os visitantes curiosos e os vários turistas, que são envolvidos pelo forte apelo popular da manifestação cultural, e tornam-se  coadjuvantes do folguedo. Todo o corpo dos “Lambe-Sujos, são cobertos com tinta preta mesclado ao mel de cabaú que só deixa à vista o expressivo olhar dos personagens e o vigoroso vermelho dos gorros. Suas armas são foices manipuladas por mãos calejadas que trazem a marca do trabalho escravo nos canaviais. Eles também usam chupetas e cachimbos e é isso que completa sua caracterização. 


Lambe Sujos Folguedo Nordestino l Fonte da imagem: lambe-sujoxcaboclinhos



     Já os caboclinhos, são pintados com tinta vermelha, e usam arco e flechas e representam os antigos índios brasileiros. O evento começa num sábado, com o cortejo que percorre as feiras livres e o mercado municipal. O principal motivo dessa festa, além de ser um evento cultural, também é angariar alimentos que serão utilizados no almoço oferecido no dia seguinte a todos os participantes do evento. O desfile acontece durante todo o dia, pelas ruas estreitas da cidade. As pessoas que não atendem aos pedidos de donativos dos “Lambe-Sujos”, são meladas pela tinta preta, fato que dá o tom da brincadeira. O ápice da festa acontece depois do almoço quando as princesas dos “Lambe-Sujão” são sequestradas e inicia-se a “guerra”. Os negros são vencidos. O cortejo retoma de forma lúdica as batalhas entre negros quilombolas e índios domesticados pelos senhores de engenho da época do Brasil Colônia. Na festa do “Lambe-Sujo, além da música e cantos, a cultura também é contada através dos trajes dos personagens do festejo. Os negros usam calção vermelho, na cabeça, uma espécie de capacete ou gorita, pés descalços e como arma, foice de madeira. O rei usa calça vermelha, camisa de manga comprida e colete. A princesa vem vestida em um vestido de sirê, mangas. E assim, acontece toda uma história cultural que faz parte da cultura Nordestina. Sergipe pode ser pequeno, mas tem um grande passado e uma gigantesca cultura popular.