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6 de mai de 2018

OBJETO DE DECORAÇÃO

figura aozntroponmóficas | fonte da imagem: casossobrenaturais






FIGURA AOZNTROPONMÓFICAS




       As carrancas são marcas registradas do rio são Francisco, elas fazem parte da vida e da cultura dos ribeirinhos da encosta do São Francisco. A presença delas sempre foi marcante na proa das embarcações que subiam e descia este rio, no século 19 até o século 20. Estas figuras aozntropomórficas, meio bicho, meio-gente, tem imagem assustadora, mas com o poder de espantar mau olhado, espíritos brincalhões, azar e assombrações, isso de acordo com os ribeirinhos locais. 





       Eles dizem que elas eram capazes de afastar jacarés, que na época habitavam o rio, e outras coisas ruins que por ventura estavam ao longo do rio. Muitos historiadores falavam que muitos navegadores movidos por interesses comerciais buscavam carrancas cada vez mais originais e bem trabalhadas, o que pode ter estimulado a confecção e o desenvolvimento dessa arte no São Francisco. No século XIX e no século XX era muito fácil encontrarmos rio abaixo, rio acima, elas que ficavam na proa das embarcações, isto é cultural dessa região, é marca registrada. 






       A forte tendência à submissão e crença no poder sobrenatural das carrancas é explicado a partir do primitivismo e ingenuidade dos habitantes, que eram povos extremamente supersticiosos e acreditavam em várias lendas. Aos artesãos do médio São Francisco, cabem o mérito de criação popular para cada aspecto místico e decorativo, baseada na cultural da região, mas com uma influência da arte da idade média. A criação e a produção desses artefatos cultural eram feitas por família de artesãos e que tinham uma grande produção como objeto decorativo. 






      A característica plástica predominante em todas as carrancas, corresponde ao fato delas apresentarem fisionomias de animais, cabeça de humanos parecendo com figuras mitológicas. Estas figuras têm traços marcantes com vastas cabeleiras e os olhos de humanos que elas possuem. Elas deixaram de ser figuras de proa e passaram a ser objetos de arte popular presentes em museus, exposições e feiras de artesanatos, já depois do século XIX. 






       A produção desse artefato cultural teve uma grande procura e uma grande aceitação, foi aí que expandiu-se tornando-se uma atividade alternativa para os carranqueiros do Nordeste. Hoje fazer carrancas é uma atividade altamente lucrativa é uma expressão popular. Sabemos que as primeiras populações ribeirinhas do São Francisco a partir da época da colonização eram de característica negra ou índia, como atestam relatos do Padre Martinho Nantes do século XVII, do viajante Sir Richard Burton em 1867, de Saint-Hilaire do século XIX. 






       Os barqueiros eram de características negras, sendo até o período anterior à abolição da escravidão, escravos que faziam o serviço de travessia e ligação entre as diferentes cidades. Não devemos esquecer, da cultura cabocla que também incorporou elementos da cultura indígena, de modo que a ideia de espíritos do rio e espírito da mata possam ajudar ou prejudicar uma travessia é também natural do imaginário ameríndio. Na verdade, elas têm um pouco ou muito de cruzamento de influências do imaginário cristão português, notadamente africano e ameríndio.









DANÇA TÍPICA DE PERNAMBUCO



RITMO MUSICAL





       O carnaval brasileiro, é uma das festas populares mais prestigiadas do Brasil. Podemos até afirmar que, o carnaval de rua no Nordeste, é um dos que, ainda mantém a tradição, e conserva o tradicional, mesmo se misturando ao moderno. Como em toda nossa cultura, tivemos uma influência enorme dos europeus, índios, africanos e outras etnias. Foi no fim do século XVll que começaram a ser introduzidos no Brasil, os festejos carnavalescos. 





      Na verdade, o carnaval começou no período colonial. A entrada do entrudo, festa de origem portuguesa que veio junto com os colonizadores, ela era praticada pelos escravos. Eles saiam pelas ruas com rostos pintados, jogando farinha e soltando bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Os primeiros sinais dos festejos carnavalescos em Pernambuco começaram também no século XVll, quando os trabalhadores das Companhias de Carregadores de Açúcar e das Companhias de Carregadores de Mercadorias, se reuniam para a Festa de Reis, formando cortejos. 





      Também já existia o Maracatu Nação, isso no século XlX, o Frevo, o Maracatu Rural e os Caboclinhos. Sabemos que o carnaval de rua, é uma tradição no Nordeste brasileiro, e têm em Recife, um dos carnavais de rua mais movimentados do Nordeste e do Brasil. O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região do Nordeste brasileiro. Cidades como Recife, Olinda e tantas outras cidades, já tinham essa manifestação cultural, e as pessoas saiam como brincantes as ruas durante o carnaval no ritmo de frevo e do maracatu. 





      Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, é uma das principais atrações desta cidade, durante o carnaval. Já na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, que arrasta multidões através de canções de axé music. As fantasias de carnaval, mais usadas durante a festa brasileira, são provenientes de personagens do teatro popular de comédia italiano dos séculos XVlll. São eles: Pierrot, Colombina e Ariequim. 





      A celebração do carnaval tem sua origem histórica, e suas raízes podem ser encontradas na festa pagã de Saturnalia, um ciclo da festa religião romana, que está ligado ao Deus Saturno. A palavra carnaval vêm da palavra latina “carnis lavale” que vêm “adeus à carne”, para indicar o fato de que no final dos dias de carnaval, começaram os dias de jejum que é feito na quaresma. 





      Na qual os cristãos se obstem de comer carne. Hoje ainda vemos um carnaval de rua sendo bem estruturado e que ainda mantém as tradições de velhos carnavais, aonde toda família brinca com segurança e com ares de velhos carnavais, e que é reconhecido nacional e internacionalmente pelas mídias, de que ainda é uma festa tradicional dentro do Nordeste brasileiro.




















30 de jan de 2018

LEI DO BABAÇU

Catadoras de cocos- fonte da imagem:cerratinga









CATADORAS DE COCO





      O babaçu, é uma palmeira brasileira, uma das mais importantes das muitas palmeiras, que fazem parte da biodiversidade do cerrado e da caatinga Nordestina. Ela pode atingir até 20 metros de altura. Tem uma folha com 8m de comprimento, arqueamento, arqueadas. Suas folhas mantêm-se em posição retilínea, e poucas vezes se volta em direção do solo. E sempre, orienta-se para o alto. Suas flores, são creme amareladas e dão em longos cachos. 





      Seus frutos são ovais alongados, de coloração castanha, que surgem de agosto a janeiro, e sua floração dá em cachos pêndulos. Sua polpa é farinácea e oleosa, e tem de 3 a 4 sementes oleaginosas. Essa palmeira é especialmente da região norte e nordeste do Brasil. Existem um movimento de mulheres que faz a extração natural dessas amêndoas, que são chamadas as “Quebradeiras de Coco”. Elas atuam nos estados do Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins. Mas com certeza, essa palmeira pode existir no estado do Amazonas. 





      O babaçu, também é conhecido como baguaçu, coco do macaco ou coco pindoba. As quebradeiras de coco, fazem parte de um movimento social feminino que, combina consciência ecológica, saberes vivenciados pela prática e detenção da autonomia da produção formando uma identidade coletiva. 





      Essa palmeira também é muito usada nas construções de casas, dos seus frutos, tanto são extraídos o óleo, que serve para diversos fins, como a própria amêndoa pode ser consumida in natura. Mas para que isso aconteça, é onde entra as guerreiras, as “Quebradeiras de Coco”. Contra uma vida de segregação, elas iniciaram seu processo de luta, que foi denominado por elas, com: Babaçu Livre. 





        Esse nome veio devido as lutas que elas travaram com grandes pecuaristas dessas regiões. Eles construíam cercas em torno da área das palmeiras e isso dificultava e muito o acesso delas, na área do cocal. Naturalmente isso impedia o livre acesso a colheita do babaçu. Com isso os grandes pecuaristas transformavam os babaçuais em área de pastos, numa atitude que prejudicava e muito o meio ambiente e a cultura das populações tradicionais que colhiam o babaçu para a sua sobrevivência. Então, as mulheres, para fortalecer suas reivindicações, elas criaram o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) no ano de 1995. 





       O MIQCB luta pelo direito à terra e à palmeira de babaçu para que possam trabalhar e manter a natureza estável, e pelo reconhecimento das quebradeiras de coco como uma categoria profissional. Essa discussão política ganhou força em 1997, quando foi aprovada, no município de Lago do Junco, a lei do Babaçu Livre, garantindo assim, que as Quebradeira de Coco Babaçu, tivessem direito ao livre acesso e uso comum dos babaçuais e impôs restrições as derrubadas dessa árvore para aumentar o pasto ou não, do rebanho dos grandes pecuaristas dessas regiões. 





       Mesmo assim, vemos que esse é um trabalho quase sub-humano e sem remuneração justa, pois é tudo muito rústico e muito arcaico no sentido de dignidade humana. Pois vemos que, essas mulheres, trabalham de sol a sol, e o preço dessa amêndoa talvez não chegue o suficiente para elas se sustentarem dignamente, muitas delas ou quase todas elas, saem sem tomar o café da manhã, para colherem esses frutos, e poderem voltar com o mínimo do mínimo para terem o direito de fazer a sua refeição e a dos seus. Essa é a vida das quebradeiras de coco babaçu












24 de jun de 2017

CULTURA SERGIPANA

ARTEFATO JUNINO DE SERGIPE | Fonte da imagem: blog da professora flor












ARTEFATO JUNINO DE SERGIPE







      O Nordeste brasileiro realmente é um celeiro cultural, social e econômico, disso eu não tenho dúvidas nenhuma. Essa região está sempre se repaginando, criando e até inovando dentro desse contexto que estamos falando aqui. Essa região é muito procurada por turistas, tanto os internos como os externos. Ela sempre está mostrando que é uma região que tem muitos atrativos culturais e que é uma região que sempre tem festas comemorativas. Suas músicas, danças e o seu folclore encantam a todos. 






      Em quase toda essa região, existem vários tipos de festejos diversos, e sua cultura na maioria dos estados nordestinos, desenvolve o mesmo costume regional com algumas diferenças entre um estado e outro, mas no fundo são os mesmos festejos. Tais como o bumba meu boi, o pau de sebo as cirandas e os cocos. Mas hoje vamos falar de uma tradição que é praticada dentro do estado de Sergipe. Na época junina o Nordeste brasileiro é muito procurado por todos os brasileiros, e também os turistas internacionais. 






      No mês junino, as fogueiras são acesas, as bandeirolas tremulam nas noites festivas, as barraquinhas de doces e bolos, estão enfeitadas, e muita comemoração e animação a base de muito forró dentro de arraias matutos, e que quase todos os folclores estão dentro desse contexto. Mas hoje vamos falar do barco de fogo, que é uma espécie de barco artesanal feito à base de fogos de artifícios. Esse artefato é feito pelos fogueteiros, e são eles que são responsáveis por fazer o show. Para se fazer um barco de fogo, é preciso paciência e muita horas de dedicação, para que ele fique pronto. Eles chegam a gastar dois dias de trabalho na fabricação de cada barco. 






      Esse artefato faz um percurso de pelo menos uns 200 metros, deixando um rastro de luz através do cabo de aço esticado de uma extremidade a outra. Toda essa festa é feita em algum espaço aberto. Na fabricação desses artefatos juninos, são usados bambus e muita pólvora, e custa entre 100 a 1.500 reais. Geralmente essas festas dentro de Sergipe, são feitas em pequenas e médias cidades. Essa tradição é basicamente sergipana. Existe uma espécie de disputa entre cada apresentação de cada barco, e os fogueteiros procuram dá o melhor em cada apresentação. Os turistas ficam encantados com tanta beleza. 






      Como essa tradição é muito forte no estado de Sergipe, a cidade de Estância é considerada a capital do Barco de Fogo. O show de luzes e cores que atravessa a noite dessa cidade, encanta muita gente que participa desse evento. O barco de fogo é um bem histórico que é ligado ao ciclo junino. Ele data do início do século XX, criado por Chico Surdo. Esse artefato é feito e passado de pai para filho, é mesmo uma tradição que tem continuidade através dos filhos e dos netos. Para se tornar um fogueteiro profissional, tem que saber fazer tudo relacionado ao fogo. Depois de ser ajudante, ele passar a ser um profissional do ramo. 






      O barco de fogo está ligado diretamente ao Busca Pé, não existem barcos de fogo sem o Busca Pé. Ele está ligado na alma do povo sergipano. Ele foi criado na década de 30, pelo estanciano Francisco da Silva Cardoso. Esses barcos de fogo, continuam ainda sendo uma tradição cultural de Sergipe, e ainda continua atraindo muitas pessoas para assistirem esse espetáculo maravilhoso da cultura popular de Sergipe e do nordeste brasileiro. 






      Todos os anos no período junino, eles atraem muita gente de todo o Brasil, para verem o belíssimo espetáculo de pirotecnia que percorre e, colore e ilumina bairros praças e cidades de Sergipe. Na cidade de Estância, existem até concursos para ver qual o mais belo espetáculo dos barcos de fogo inscritos. Vindo ao estado de Sergipe na época junina, procure vir a cidade de Estância para conhecer o espetáculo belíssimo de pirotecnia que esses barcos fazem nas noites juninas.







9 de jun de 2017

MERGULHO NO MUNDO SERTANEJO

LUGAR DE CONHECIMENTO | Fonte da imagem: Miguel Arcanjo Prado










LUGAR DE CONHECIMENTO





     

    A região Nordeste do Brasil é uma região muito rica culturalmente, e por ser assim, vemos que sua história está dentro de muitos museus de arte popular que estão dentro dessa região, e também fora dos museus, a arte popular está espalhada em vários espaços alternativos dentro dessa região, tais como: praças, restaurantes, feiras livres e outros. Não é de hoje, que os nordestinos têm uma história muito rica culturalmente falando, história de muitas batalhas, guerras e motins, sangue e vitórias. E dentro desse contexto, vemos que isso só fez enriquecer a cultura dessa região. 






      Quando se fala de Nordeste, sempre é bom, as pessoas terem certeza do que vão falar sobre os nordestinos e sobre essa região. Temos vários museus a céu aberto e outros em espaços fechados, e com isso, a cultura vem ganhando mais força na divulgação dos costumes dessa gente tão sofrida e trabalhadora. Hoje vamos falar de um museu que sempre chama atenção, tanto para quem os conhecem e que não moram na região, mas também dos que vivem nessa região e conhecem. Ele foi inaugurado em abril de 2014, e é um dos mais modernos do Brasil. Está instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, é um local de diversão, conveniência e conhecimento. 






      Estamos falando do Museu Cais do Sertão. O mergulho no mundo sertanejo começa com enorme juazeiro seco, com mais de dez toneladas, e que fica na entrada do museu. E por isso que esse local é chamada de “Praça do Juazeiro. Essa é uma árvore típica da caatinga, vegetação encontrada no sertão nordestino. Esse museu é conhecido como polo gerador de novas ideias e experiências. Nele existem obras dos mais renomados artistas populares do Nordeste brasileiro. Esse espaço cultural é dividido em Sete espaços e cada espaço desses, vem destacando um ato da vida do nordestino. 






      Os lemas de uma vida de história do homem do Nordeste brasileiro são: viver, trabalhar, criar, crer, cantar, ocupar, migrar. Então nós vemos que, esses são os contextos que contam a história do homem dessa região, e como esse homem vive dentro e fora dela. O tema “viver”, mostra uma casa típica de família pobre nordestina, feita de barro batido que chamamos de “casa de taipa” e que também destaca tudo que existe lá dentro. Na parte “trabalhar” destaca os materiais de trabalho do homem nordestino, como várias ferramentas usadas pelos trabalhadores sertanejos. Na parte de “criar”, existem várias obras de muitos artistas populares dessa região. 






      Na parte “crer”, esse espaço é reservado para as crenças do homem dessa região, especialmente aqueles que vivem lá dentro do sertão do Nordeste. Na parte de “cantar”, ela é quase toda reservada para o “rei do baião”. Na parte “ocupar”, ele destaca a geografia e a história do Nordeste. Por último, temos a parte “migrar”, esse é um espaço que fica no primeiro andar do prédio, e que, destaca o depoimento de migrantes nordestinos famosos e anônimos. O nome “Cais do Sertão” se deu porque ele está localizado na beira da água, junto ao marco zero, onde nasceu a cidade do Recife, e por abrigar toda a riqueza do sertão nordestino. 






      Com 7 mil² de área construída, e com seis metros de altura, ele tem um grande vão para passagem dos pedestres, além de detalhes de cores, e uma decoração surpreendente, esse local surpreende tanto pela riqueza cultural dos objetos quanto pela arquitetura do espaço físico. Hoje devido a essa crise política, econômica e também social, por falta de recursos financeiros, o museu, infelizmente passa por dificuldades, e por isso teve que reduzir os horários de funcionamento, infelizmente esse é o nosso Brasil. Um país que não preserva a sua cultura e a sua história, é um país sem identidade. Mas vindo a Recife, tente conhecer esse museu, pois ele é um espaço reservado para contar a história do povo nordestino e da cultural regional.

  


















8 de jun de 2017

À ESPERA DE UM SONHO

LUGARES REMOTOS DO SERTÃO | Fonte da imagem: descomplica












LUGARES REMOTOS DO SERTÃO








      Com um Brasil sem rumos e com a uma grande instabilidade econômica atual, vemos que nem na cidade e principalmente no interior, temos perspectivas de crescimento. Enquanto muitos políticos só aparecem nos mais longínquos lugares do sertão de 4 em 4 anos, para pedirem votos, vemos um sertão devastado pela miséria, fome, sede e por falta de assistência por falta desses governos que passam e não conseguem encontrar uma solução definitiva para solucionar esses problemas tão desumanos. 






      Apesar do Nordeste brasileiro ter sido beneficiado com a transposição do rio São Francisco, pelos governos de Lula e Dilma, diga-se de passagem, foi um dos maiores benefícios feito a essa região, mas que em muitos lugares, ainda não existe água, e por isso, muita gente pobre ainda está sofrendo com a falta de tudo. O cenário do sertão nordestino é tenebroso, o que dá a impressão é que, isso, parece ser um tipo de comércio. 






      A solução para acabar com a seca existe, eu só acho que falta de interesse por parte de muitos. Esse cenário de açudes secos, plantações devastadas, casas abandonadas, famílias passando fome e muitos abaixo da linha de miséria, muitas carcaças de animais, seca, fome e desemprego, tudo isso deveria tocar no coração dos políticos, mas infelizmente não vejo isso. Não vou entrar aqui na questão política do Brasil, porque isso não é o foco do blog, porém não sou cego, e muito menos a população brasileira. É só ver o tenebroso cenário político brasileiro. Bem, mas vamos voltar para o assunto da seca. 






      A escassez de chuvas, que já dura muito tempo, isso se torna desolador é um dos piores cenários dos últimos 50 anos. Eu considero o maior responsável por todo esse cenário de catástrofe anunciada, o poder público. O resto é só falácia. Esse cenário tenebroso da seca no sertão a dentro, é de descaso, abandono e dor. As gestões municipais desconsideram estudos, previsões, diagnósticos. Resultados de pesquisas cientificas com indicadores de ciclos climáticos servem mais para justificar a captação de recursos para elaboração de projetos e programas que não saem do papel, do que para ações reais de prevenção e cuidado com a vida. 






      As principais causas da seca no Nordeste brasileiro são provocadas por fenômenos naturais. Essa região fica localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias, vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gera precipitações pluviométricas. O desmatamento da zona da mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino. 






      No próximo ano, talvez o Nordeste brasileiro entre no sétimo ano de secas consecutivas, esse fato é um fato inédito nos últimos 100 anos. Isso começou lá em 2012, já impacta todos os estados nordestinos e está relacionada tanto a fatores climáticos quanto aos efeitos do agronegócio. A última grande seca prolongada na região ocorreu entre os anos de 1979 a 1983. As chuvas que caíram no sertão nordestino esse ano, não teve muita influência no contexto de encher grandes reservatórios dessa região. Talvez tenha enchido pequenos reservatórios e alguns outros médios, isso aonde choveu. 






      Também não quer dizer que foi em toda região, negativo, muitas partes das sub-regiões nordestinas ainda necessitam e muito, desse líquido precioso, a água. Como a região é uma das maiores do Brasil, as vezes boas chuvas no agreste acontece, pois, o agreste é muito próximo do litoral, então sempre está chovendo aquelas chuvas de verão, isso não quer dizer que em muitas partes do sertão nordestino esteja chovendo. Porque elas as vezes não conseguem chegar ao sertão. Algumas regiões já enfrentam a seca excepcional, utilizada para classificar a situação emergencial em que há perdas de plantação e escassez de água em reservatórios, córregos e poços. 






      Segundo alguns dados da Confederação Nacional dos Municípios, 33,4 milhões de pessoas já foram afetadas. Entre 2013 e 2015, a estiagem causou um prejuízo de r$ 103,5 bilhões, na região nordestina. Então vemos que, depois de décadas de secas implacáveis no sertão e em todo o nordeste brasileiro, e recentemente mais seis anos de secas interruptas, nessa região, a gente chega a uma só conclusão, que na verdade, os gestores tiveram bastante tempo para erradicar esse problema das secas, mas que na verdade, parece que virou um comércio. Infelizmente o Brasil caminha assim. O paliativo é mais fácil do que a erradicação do problema. E assim caminha a humanidade
















17 de mai de 2017

A SEMENTE DA VIDA

O RETRATO DA FOME : Fonte da imagem: Youtube





O RETRATO DA FOME







      As secas intermitentes dentro do sertão do Nordeste Brasileiro, vem se arrastando desde o século XVl, e de lá para cá, pouco se fez para minimizar a vida do povo sertanejo que mora no bioma nordestino. Sai ano entra ano e os governantes vão só fazendo campanhas preventivas, isso quando chega em algum lugar do sertão, o problema é que, o sertanejo só ouve falar que o país não tem dinheiro e que, as políticas de contensão são necessárias, para que o país não gaste mais do que pode, acontece que o país gasta com muitas coisas, mas nem sempre essas coisas são necessariamente a seca nordestina. 






      O pior é que, as pessoas que estão ali, não podem esperar para comerem, porque um homem com fome e vendo a sua família morrendo de fome e   sem ter como tirar para comprar o seu sustento, ele vira um bicho. Foi isso que aconteceu em décadas anteriores, muitos sertanejos invadiam armazéns dentro do sertão, para obterem comidas para eles e suas famílias. Então eu acho que, essa é uma região que pode ser mais bem assistida, pois quando a seca vem, ela pega os pequenos, médios e grandes agricultores. 






      Acho que os homens públicos deveriam olhar com mais carinho, e resolverem esse problema crônico do Nordeste do Brasil para poder amenizar o sofrimento do homem do campo, o pior é que tem muitos que só aparecem de 4 em 4 anos, e as pessoas de boa fé, sempre são as mais prejudicadas. Muitos sertanejos, passaram a ocupar o polígono das secas, que fica localizada em quase toda região nordestina, dentre essas regiões estão: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. 






      Uma parte do estado de Minas Gerais, que também faz parte do Polígono das secas. A presença de sertanejo dentro desses territórios foi tão grande que, através de uma carta régia, veio a proibição para criação de gado nessa faixa de dez léguas desde o litoral em direção ao sertão. A falta de planejamento fortalece articulações políticas para a liberação de recursos emergenciais alocados em assinaturas que deveriam potencializar a riqueza local para a auto sustentação comunitária. Mas na realidade, a lógica parece perversa. 






      Pois na verdade, esse sistema parece mesmo é que não funciona. Ele parece mais calculado para não funcionar nem saúde, nem educação nem moradia e muito menos, segurança. A umidade que vem da mata atlântica não tem forças para chegar a essa região, pois ela é barrada por obstáculos naturais. Outras massas vindas da Amazônia legal, também não atingem essa região, pois são barradas no oeste do Maranhão. Algumas cisternas de plásticos colocadas em vários lugarejos encravados no sertão nordestino, talvez colocadas por pequenas prefeituras, que não gere quase nada, porque esses municípios são pobres, elas fazem isso para socorrer aquelas famílias de baixa renda, que estão abaixo da linha de pobreza. 






      Eles vêm buscar água, em lombo de jegues equipados com ancoretas, e que, as vezes andam muitos quilômetros de distâncias. Existe um segredo guardado entre os sertanejos que habitam o sertãoNordestino, eles sempre comentam ao pé do ouvido, que há com certeza, uma profecia sertaneja de que, há cada cem anos, uma estiagem sem precedente aparece no sertão. As crenças sertanejas, e a fé do homem do campo, nunca devem ser deixadas de lado, pois esses profetas sabem o que falam. Então antes de se falar de Nordeste brasileiro, de sertão nordestino ou de secas, fomes e misérias, temos que conhecer os conteúdos de “como”, “deve” e “solução”. 






      Ou seja, como podemos falar sobre um assunto tão complexo dessa região, invés de estarmos falando o que não sabemos e nem presenciamos. Como os órgãos públicos responsáveis deve fazer para amenizar a fome, a sede e a miséria dessa sub-região. Como podemos solucionar o problema para melhorar a situação dessa sub-região nordestina. 






      Acho até que, o Nordeste brasileiro prefere programas sociais do que esmolas, pois, essa região já passou muito tempo vivendo de migalhas e de piedade de outras pessoas, essa região, mesmo com todas as dificuldades impostas por fenômenos climáticos, ela ainda espera que as pessoas reconheçam que ela pode ser o celeiro do Brasil, só precisa de água para produzir no seu solo. O resto os sertanejos sabem o que fazer.


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