A ARTE DE NEWTON AVELINO | A arte do Nordeste.: Cultura Nordestina

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10 de jul de 2018

NORDESTE SOFRIDO

a falta d'água no nordeste | fonte da imagem: ieadpc






A FALTA D'ÁGUA NO NORDESTE





    O Nordeste brasileiro realmente tem vários contrastes, entre belos, sofridos e explorados. Não é de hoje que essa região sempre foi uma das regiões mais carente dentre muitas coisas, a começar pela parte de infraestrutura de sub-regiões dessa região, tais como educação, saúde e segurança pública. 



    Não é de hoje que os poderes públicos, não conseguiram ainda achar, uma solução eficaz para o problema dessa região, para que as pessoas comecem a ganhar dinheiro com o seu trabalho, essa seria a melhor forma de se ganhar dinheiro rápido, é tendo água no sertão que faça o homem do campo a plantar colher e vender toda sua produção. 



    Alguns homens públicos ainda não conseguiram uma forma eficaz para acabar com esse problema, já que, em 507 anos, ninguém nunca descobriu uma formula que tirasse essa região da situação de miséria, esquecimento e do analfabetismo. Ela ainda é uma das que mais sofre com a falta dos poderes públicos presente na educação, na saúde e na segurança pública. Quando eu falo aqui de Nordeste, eu estou me referindo a sub-região nordestina, “o sertão”. 



    Esta região é uma das sub-regiões nordestinas que mais sofre com a falta de chuvas, com a falta da boa vontade dos homens públicos que parece que só aparecem nesta região de 4 em 4 anos. Sabemos que regiões mais secas que o Nordeste brasileiro, usou tecnologia de ponta e que produzem muito e exportam quase toda esta produção, tais como a Califórnia, Israel e o Egito. Porque ainda não usaram tecnologia de ponta no sertão brasileiro para ele poder produzir e dá emprego e dignidade as pessoas que moram lá? 



    Parece que o Brasil colônia, Brasil Império e o Brasil república, são os mesmo Brasis. A sociedade sabe, os políticos sabem que esse problema famigerado é causado pela natureza e que tem como consequência: mortes, fome, sede, desemprego e uma legião de miseráveis no sertão, e mesmo assim, eles procuram fazer a coisa mais simples, ou seja, um paliativo. Infelizmente essa é uma região que recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias, vindas do sul. 



    Logo permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações pluviométricas, (chuvas). Os últimos 12, 14 anos, os gestores públicos como Lula e Dilma, fizeram grande evolução na área do sertão nordestino tais como cisternas para armazenar as águas das chuvas e a transposição do Rio São Francisco. 



    Tudo isso foi um avanço enorme de combate as secas no Sertão do Nordeste brasileiro, mas os governos futuros sejam eles de que partido for, precisam avançar ainda mais com infraestrutura dentro desse sertão nordestino, porque essa região é muito rica. 



    Pois quando ela recebe um inverno bom e tem água, ela se transforma em uma forma de se ganhar dinheiro. sem água, ela se torna um problemão para quem nela mora. Hoje quase 100% do território nordestino enfrenta um cenário de seca, mesmo nas faixas litorâneas, com impactos como perda das lavouras, morte dos rebanhos e esvaziamento dos reservatórios de água. Quase todos os grandes reservatórios de água do Nordeste, estão com a sua capacidade de água abaixo do limite. 



    Seria muito bom que os políticos não só aparecessem de 4 em 4 anos, para pedirem votos para essas pessoas ingênuas, mas que eles também fizessem uma autocrítica sobre o trabalho deles dentro dessa região sofrida pela seca, e que procurassem mais investimento para infraestrutura dessa região tais como: escolas, hospitais e segurança pública para tais regiões. 



    Eles não estariam fazendo mais do que a sua obrigação como gestores públicos, pois é par isto que o voto serve, para colocar gestores públicos que queiram trabalhar pela sociedade em geral. Mas uma vez destaco aqui a necessidade dos gestores públicos fazerem um trabalho para com as pessoas que moram em lugares muito sofrido pela estiagem e pela falta da presença dos setores públicos nessas regiões e sub-regiões nordestinas.















4 de jul de 2018

SAVEIROS DA BAHIA

Bahia de todos os Santos | fonte da imagem: vivasaveiro






BAHIA DE TODOS OS SANTOS




    O estado da Bahia é simplesmente uma magia, ele com seu povo, suas tradições, costumes e seus encantos, mostra para todos nós que, à Bahia, é um estado de graças. Ou seja, um estado que transmite uma energia, uma alegria e uma cultura cosmopolita, com suas tribos, seus costumes e suas tradições. Entre tantas vertentes culturais desse estado, que chamamos de Bahia; vamos falar de um meio de transporte fluvial que é simplesmente o retrato fiel da Bahia, como diz o poeta. 



    Vamos falar dos saveiros baianos. Essas embarcações tiveram seu momento de apogeu no mar da Bahia de Todos os Santos, e em alguns rios da região como por exemplo o Paraguaçu e alguns outros rios, trazendo e levando pessoas e mercadorias das cidades históricas ali situadas, como por exemplo, para Salvador e vice-versa. Tudo isso acontecia desde à época do Brasil colônia, de modo especial, durante o ciclo da cana de açúcar. 



    Sempre era prazeroso vê-los cortando o mar da Bahia. Eles eram leves, charmosos e econômicos. Os saveiros eram movidos pela força dos ventos, através de suas velas, e guiados pela sabedoria e técnicas dos saveristas. Os saveiros foram responsáveis diretamente pela economia do Estado. Esse tipo de transporte fluvial, era responsável pelo transporte de mercadorias e cargas pesadas entre às cidades do Recôncavo baiano como: Maragojipe, Cachoeira, São Felix e Nazaré das Farinhas. 



    No início do século XVll, mais de mil saveiros navegavam pela baia de todos os Santos. Com o passar dos anos, e já no século XXl, ainda vemos poucas embarcações iguais a essas na baia de todos os Santos. Todos os anos, escolhe-se uma data para comemorar a festa dos saveiros, na qual à Baia de Todos os Santos fica enfeitada com sua presença, cada qual ostentando velas multicoloridas içadas em seus altaneiros mastros. Os saveiros têm origens no Egito e na antiga China. 



    Essas embarcações são embarcações artesanais com velas de panos quadrangulares, içados e armados em um mastro, instalado acentuadamente à vante, com uma “carangueja” (verga de vela latina quadrangular dos navios de dois mastros), por isso é chamada de Saveiro de Vela de Içar. Esse tipo de embarcação foi bem adptada, moldada e aprimorada pela população nativa, aos parâmetros anemo-climáticos e geomorfologicos do Grande Recôncavo, em várias e sucessivas gerações. 



      Para a fabricação de cada embarcação como essa, tinha todo um ritual. Como eles eram feitos artesanalmente, tornou-se fruto da evolução e da síntese de diversas culturas, do constante labor da engenharia e da arquitetura popular naval, sobretudo para o transporte de mercadorias típicas dessa região, oriundas das comunidades tradicionais que vivem nas margens dos rios, da baia de todos os Santos, e das ilhas; e do próprio litoral baiano. 



     Os controles dos métodos e dos tipos de materiais empregados, as ancestrais e rigorosas técnicas (medidas e proporções corretas) e a arte de entalhar madeira e fazer as velas (cortar e costurar os panos) foram aprendidas, passadas e acumuladas de pai para filho. A qualidade da madeira selecionada para a fabricação caseira e artesanal dos saveiros, era conhecida, definida e escolhida à dedo, para em seguida ser cortada, esculpida e aparelhada, dando formas para a montagem e os encaixes necessários, e feitos com ferramentas adquadas, sendo que todo o trabalho é artesanal, feito à mão. 



    O Saveiro teve papel estratégico na pesca e no transporte de carga, sendo o modo de ligação mais forte de toda a cultura ribeirinha e costeira do litoral baiano, sobre tudo na baía de todos os Santos. Essa embarcação tem mais de 400 anos inserido na paisagem marítima, fazendo parte de um cartão postal da região.








3 de jul de 2018

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO

símbolo das festas juninas | fonte da imagem: pbhoje






SÍMBOLO DAS FESTAS JUNINAS





      Sempre é bom, ver o Nordeste brasileiro em festas, precisamente aquelas que fazem parte do calendário cultural desta região. Não é de agora, que essa região é conhecida pelos seus costumes e suas tradições festivas. O calendário festivo do Nordeste brasileiro é bem diversificado, isso sem falar nas médias e pequenas festividades do calendário das pequenas cidades aonde não tem emprego e para gerar recursos, às prefeituras das pequenas e médias cidades, tentam gerar divisas, através dessas festas. 



    Podemos dizer, que basicamente as maiores festas do calendário nordestino seria: o natal, carnaval e o São João. Isso não quer dizer que, as outras festas comemorativas durante o ano, não sejam boas. Como folia de Reis, lavagem da escadaria do Bonfim, bumba meu boi e outras. As festas populares, também conhecidas como manifestações populares ou festas típicas, que fazem parte de uma determinada região. 



    Estamos no mês de junho, e nesse mês, as festas juninas são comemoradas durante todo o mês de junho, e onde tiver um arraiá, à festa não acaba. Nesse contexto de festas juninas, as principais cidades do Nordeste do Brasil a realizarem grandes festejos nessa época são: Caruaru, Campina Grande, Salvador, Mossoró e Aracajú. A tradição dessa festa em particular é: a devoção que o povo nordestino tem pelos Santos da Igreja Católica. 



    Nessa época, esses festejos têm como principal prioridade, a devoção das pessoas, depois vem a diversão, sua tradição dentro de um contexto folclórico e depois à gula. Os quitutes e pratos que são apresentados às pessoas, são manjares. As celebrações que acontecem nessa época de festas juninas, são marcadas pelas quadrilhas juninas, comidas típicas, fogueiras, danças regionais e muito forró pé de serra. 



    As comidas que são feitas nessa época do ano, são derivadas do milho, e por isso mesmo são comidas com calor calórico bem alto e de sabor bem aguçado. Uma das mais perigosas tradições nessa época do ano, na festa junina, são os fogos de artifícios, pois os praticantes de brincadeiras com fogos, estão expostos a queimaduras, e a muitos outros acidentes muito mais graves podem acontecer, por isso sempre é bom ter cuidado na hora de manusear esse tipo de artefato.        


    Outra tradição que está um pouco esquecida, é o mastro que é usado com três bandeirinhas representando cada Santo católico ligados à festa. As fogueiras juninas, têm origem europeia e fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. 



    Assim como a cristianização da árvore pagã “sempre verde”, que se tornou a árvore de natal. A fogueira à volta do 25 de junho tornou-se, pouco a pouco, na idade média, um atributo da festa de São João Batista, o Santo celebrado nesse mesmo dia. 



    Hoje, as festas juninas, comemoradas tanto no Brasil como em alguns países católicos da Europa, como Portugal, Irlanda, França e outros, os países nórdicos e do Leste europeu, homenageiam três santos católicos: Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Então como vemos, todas essas nossas festas de cunho católico ou não, são heranças culturais de Portugal ou de outro país europeu. 



    Soubemos adaptar aos nossos costumes e ao nosso cotidiano toda influência vindo de Portugal ou de outros países, e deixamos esses costumes genuinamente brasileiro. Assim é que vivenciamos e brincamos dentro da nossa cultura conservando o tradicional de cada história que ela nos conta.







18 de jun de 2018

POBRES NORDESTINOS DA SECA

sertão uma sub-região do nordeste | fonte da imagem: olhadeparnaiba






SERTÃO UMA SUB-REGIÃO DO NORDESTE





       O nordeste brasileiro é uma região lindíssima com suas quatro sub-regiões cada uma mais bela do que outra, mas quando se trata de “sertão” a gente ver que ele é uma faixa de terra que atingi a maioria dos nove estados da região Nordeste do Brasil, indo até o estado de Minas Gerais. Ele fica na parte mais interiorana do Nordeste, e por mil motivos óbvios, tais como: não existe assistência médica adequada em certas partes desse setor, não existe infraestrutura de qualidade nenhuma, que dê o mínimo de qualidade de vida para as pessoas que ali moram, e não existe segurança. 






        Bom, esse é onde fica o sertão nordestino, abandonado pela maioria dos políticos brasileiros. Diga-se de passagem, que, muitos deles, só aparecem de quatro em quatro anos, por lá. Então por aí, você já sentiu o que é o “sertão nordestino”. Geralmente os nordestinos que ali se encontram, eles nasceram, moram por lá trabalham quando encontram emprego. Vivem de agricultura, pecuária e de serviços braçais. 






       Quando as chuvas não chegam nessa região, o sofrimento aumenta, a qualidade de vida deles, piora ainda mais e a tendência é que essas pessoas fiquem na total miséria, porque sem chuva, ninguém consegue plantar, sem serviço e trabalho, ninguém come e não tem emprego. É assim que eles vivem dentro da caatinga nordestina, esse bioma único. Esta região tem um índice sócio econômico muito baixo e a mortalidade infantil por causa da fome e da desnutrição é enorme, e muitos gestores públicos não conseguem fazer a sua parte que é dá o mínimo necessário de infraestrutura e de desenvolvimento humanitário para essas pessoas que moram nessas áreas do polígono das secas. 






       No polígono das secas só existem 1.348 municípios, que ficam em uma área de 1.108.434,42 km² que abrange os estados: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, e Minas Gerais. Mesmo que a seca ou as secas sejam um fenômeno natural, não é admissível que os gestores públicos não tenham ainda resolvido esse problema. Não é de agora que ele existe, é desde o Brasil colônia. 






       De quinhentos anos para cá, o único homem público que teve a coragem para começar a colocar água no sertão, foi o ex presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas mesmo assim, ainda não é suficiente para abranger todo o Nordeste do Brasil, mas foi o único que colocou água no sertão nordestino, precisaria de vários governos um atrás do outro, para prosseguir com todas essas obras que o antecessor fez. Pois o Nordeste é a região que tem mais estados da federação e não é fácil colocar água para toda essa região. 






       Essa região merece respeito por parte de toda classe política, não estou falando em partido, estou falando em trabalho realizado por ele ou por eles. Ninguém está pedindo favor para eles, muito menos eles estão fazendo favor para os sertanejos, eles têm mais é que, trabalharem em prol do Brasil e fazer as obras que tem que serem feitas. Expressão “Indústria da Seca” foi usada pela primeira vez por Antônio Callado (1917-1997), quando escreveu “Os industriais da sêca e os “Galileus” de Pernambuco: aspectos da luta pela reforma agrária no Brasil (1960), para se referir ao “mito da seca”, usando à miséria que afeta milhões de brasileiros vivendo entre o Nordeste do Brasil e a região norte de Minas Gerais. 






       De toda forma a temática desse problema principal diz respeito as dimensões socioeconômicas e políticas que estão na gênese de problemas como “fome”, “desnutrição”, “coronelismo”, “corrupção” bem como do “êxodo rural” de milhões de pessoas por ano. Desta forma, podemos raciocinar que muita gente não tenta se aprofundar num assunto sério que faz parte da vida de muitos nordestinos, e que com a continuação dos tempos parece que ele banalizou e que, isso ficou sendo a mola propulsora para promessas e devaneios de muitas pessoas que não estão interessadas em resolverem esse problema crônico do sertão Nordestino. 






       Enquanto isso à boa fé dos sertanejos vai sendo usada enquanto os anos vão se passando e eles ficando ao Deus dará e à mercê dessas pessoas. O sertanejo precisou viver e superar as suas “dificuldades” como diz os mais antigos, para poder supera a fome, a ingratidão e a dor, desses que se dizem pagadores de promessas durante campanhas políticas. Uma região como o sertão do Nordeste do Brasil, não precisa ser abandonada, ela só precisa de infraestrutura para que seu povo possa viver dignamente.









13 de jun de 2018

ANTÔNIO CONSELHEIRO

o que motivou a rebeilao do beado |  fonte da imagem: viagemempauta







O QUE MOTIVOU A REBEILÃO DO BEATO





       Vamos falar aqui hoje, de um personagem que está inserido dentro da história cultural da região Nordeste do Brasil. Antônio Conselheiro foi muito mais do que só um beato dentro do contexto de batalhas e de reinvindicações sociais para o povo pobres do sertão baiano. Apesar de ele ter nascido no estado do Ceará, no dia 13 de março de 1830, na cidade de Quixeramobim, que fica no sertão central do Ceará e que fica dentro do bioma nordestino. 






       Como quase toda criança daquela época do século XlX, ele também era muito influenciado pelos seus pais, pois nesse período, a família tinha um poder muito forte de exercer sobre os filhos a preferência profissional ou até sacerdotal, que foi o caso dele. Na sua infância, seus pais queriam que ele fosse padre ou coisa parecida, como por exemplo, ser beato ou sacerdote mesmo. 






       Na vila de Campo Maior onde ele nasceu, já na sua adolescência, ele já percebia que às injustiças eram praticadas sobre os mais pobres do sertão nordestino. Essa classe era composta por ex escravos, indígenas, mestiços e caboclos. Cresceu dentro desse grande revolucionário, o desejo de libertar esse povo das precárias condições em que eles eram explorados e viviam. 






       Durante toda sua vida ele tentou combater a desigualdade social que existia naquela época. Isso já acontecia durante a sua adolescência em diante. Já na fase adulta ele casou-se no ano de 1857 com Brasilina Laurentina de Lima, uma prima legítima, depois se mudou para a cidade de Sobral no estado do Ceará, e foi viver como professor primário, lecionando para os filhos de pessoas mais influentes como por exemplos, comerciantes e fazendeiros. 






       Depois foi ser advogado prático, defendendo os pobres e desvalidos dessa região, em troca de uma remuneração insignificante. Em busca de novos horizontes e melhoria de mercado, ele se muda para Campo Grande, que hoje é Guaraciaba do Norte. Até chegar aos sertões da Bahia, as andanças desse revolucionário andarilho, foi grande. Ele passou pela Serra da Ibiapaba, Ipu, Santa Quitéria, pelo Cariri e por outras tantas. 






       Depois de peregrinar durante 20 anos pelo Nordeste, entre Ceará, Sergipe, Pernambuco e Bahia, esse Beato foi amado pelo povo nordestino, pois os nordestinos o adoravam e idolatravam como um messias, profeta, e incompreendido e perseguido pelas autoridades, pois as suas ideologias era de dá uma vida digna para os mais pobres da região nordeste do Brasil, e isso ia contra aos interesses da classe predominante desse país que é a classe alta, donos de fábricas, engenhos, indústrias e comércio. 






       No ano de 1874, o beato Antônio Conselheiro e seus seguidores se instalaram no sertão da Bahia, perto da vila de Itapecuru de Cima, onde fundaram a cidade santa, o Arraial do Bom Jesus. As pregações dos seus fiéis e seguidores eram vistas como subversivas. O homem lutando pelos direitos sociais do povo já naquela época, e o governo da província queria interna-lo como louco. 






       Quando o governo central resolveu cobrar imposto de quem não tinha, que era o caso daqueles miseráveis, que estavam abaixo da linha de pobreza, Antônio Conselheiro não só descorda como manda queimar os editais. Depois de dar início há vários conflitos em canudos, e após 3 derrotas de expedições militares do governo, a destruição do arraial tornou-se prioridade para o governo brasileiro. O resultado da ofensiva foi a legitimidade do massacre de até 20 mil sertanejos. 






       Além disso estima-se que 5 mil militares morreram. Isso aconteceu no dia 22 de setembro de 1897, morria Antônio Conselheiro em Canudos na Bahia. Como se ver, Antônio Conselheiro morreu lutando pela causa dos mais pobres do sertão nordestino, já naquele século. E como hoje, se você lutar pelas causas dos mais pobres, vão te chamar de comunista, de esquerdista e tudo mais. O fato é que, Antônio Conselheiro foi tachado de louco por não concordar com as elites da época e por ficar do lado dos miseráveis e pobres daquela região do sertão baiano.


A SECA NO SERTÃO NORDESTINO

motivos das grandes secas: fonte da imagem: obviousmag







MOTIVOS DAS GRANDES SECAS





       Nos tempos atuais, que vivemos hoje no Brasil, e precisamente na região do Nordeste brasileiro, uma pergunta que não quer calar é, quem é que se importa com a seca? Qual o tipo de político que você elege e que realmente traz recursos para a sua região? Realmente, essa é uma pergunta que me faço e acho que muitos sertanejos fazem, depois que eles se deparam com uma seca que mata e que traz destruição e flagelo para o bioma nordestino. 






       A seca que atinge os estados do Nordeste, e uma boa parte de Minas Gerais, há cinco anos, aliada à escalada do desemprego nas principais regiões metropolitanas da região, potencializa os efeitos da crise econômica dessa região e dos seus respectivos estados. A estiagem nessa região leva a quebra de safra, e reduz bastante o poder de compra da população nas cidades do interior, que tem um perfil tipicamente rural. Além de ser um problema climático, a seca gera dificuldades sociais e econômicas para as pessoas que habitam nessa lugares. 






       A intermitente falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento tanto dentro da agricultura como na criação de animais. Dessa forma, direta e indiretamente à seca provoca a falta de recursos econômico, gerando fome, flagelo, morte e muita miséria dentro do sertão brasileiro. Muitas vezes, os sertanejos precisam andar durante horas, sob sol forte para pegar água; na maioria das vezes essa água está contaminada. 






       Com a falta de chuvas, não tem emprego; sem emprego não tem como comprar comidas, sem comida, a tendência são essas pessoas morrerem de fome. O mais revoltante é que, muitos políticos, só aparecem em muitas sub-regiões do Nordeste, de 4 em 4 anos, geralmente só para pedirem votos, para se elegerem e continuarem suas carreiras políticas de forma a prometerem o que não cumprem. Infelizmente, a ingenuidade de muitos, fazem com que eles acreditem em muitas promessas, que na maioria das vezes, dificilmente são cumpridas. 






       Acho que, esses sertanejos, tem que cobrar de cada político da sua região, as suas responsabilidades sociais e econômicas para com cada município que eles pertencem, pois eles não estão fazendo nem um favor para a sociedade, afinal eles estão políticos e eleitos pelo povo, e é para isso que eles se elegem, para trabalharem por todos, dentro dessa sociedade onde cada um deles se tornam políticos. 






       Chego a imaginar que se a seca a ter hoje, não foi solucionada, ou seja, eles só aplicam paliativo, e o que é pior, vemos que, há cada dia, essa região se torna mais e mais abandonada pelo poder público. Cenários futuros mostram que, o aumento da temperatura e redução na precipitação pluviométrica, especialmente na área do polígono das secas, será cada vez mais comum esse tipo de coisa na região nordestina. O Semiárido corresponde a uma das seis grandes zonas climáticas do Brasil. 






       Faz parte das terras interiores a isoietas anual de 800mm. Abrange os estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o Norte de Minas Gerais, ou seja, até o que foi legalmente definido como pertencente ao Polígono das Secas. É caracterizado basicamente pelo regime de chuvas, definido pela escassez, irregularidade e concentração das precipitações pluviométrica num curto período de cerca de três meses, durante o qual ocorrem sob a forma de fortes aguaceiros, de pequena duração. Sua vegetação é a caatinga, único bioma no mundo. Sua temperatura é alta. 






       A seca é um fenômeno natural no Nordeste. Há relatos da sua incidência desde o século XVI, ou seja, desde o início da colonização do país. O clima hoje é semiárido, mas no futuro poderá não ser mais. O sertão pode se tornar uma zona árida e favorecer um processo de desertificação do país. Depois de tudo isso, você acha que tem alguém interessando em acabar com a seca? Depois de 514 anos de existência do Brasil?





6 de mai de 2018

OBJETO DE DECORAÇÃO

figura aozntroponmóficas | fonte da imagem: casossobrenaturais






FIGURA AOZNTROPONMÓFICAS




       As carrancas são marcas registradas do rio são Francisco, elas fazem parte da vida e da cultura dos ribeirinhos da encosta do São Francisco. A presença delas sempre foi marcante na proa das embarcações que subiam e descia este rio, no século 19 até o século 20. Estas figuras aozntropomórficas, meio bicho, meio-gente, tem imagem assustadora, mas com o poder de espantar mau olhado, espíritos brincalhões, azar e assombrações, isso de acordo com os ribeirinhos locais. 





       Eles dizem que elas eram capazes de afastar jacarés, que na época habitavam o rio, e outras coisas ruins que por ventura estavam ao longo do rio. Muitos historiadores falavam que muitos navegadores movidos por interesses comerciais buscavam carrancas cada vez mais originais e bem trabalhadas, o que pode ter estimulado a confecção e o desenvolvimento dessa arte no São Francisco. No século XIX e no século XX era muito fácil encontrarmos rio abaixo, rio acima, elas que ficavam na proa das embarcações, isto é cultural dessa região, é marca registrada. 






       A forte tendência à submissão e crença no poder sobrenatural das carrancas é explicado a partir do primitivismo e ingenuidade dos habitantes, que eram povos extremamente supersticiosos e acreditavam em várias lendas. Aos artesãos do médio São Francisco, cabem o mérito de criação popular para cada aspecto místico e decorativo, baseada na cultural da região, mas com uma influência da arte da idade média. A criação e a produção desses artefatos cultural eram feitas por família de artesãos e que tinham uma grande produção como objeto decorativo. 






      A característica plástica predominante em todas as carrancas, corresponde ao fato delas apresentarem fisionomias de animais, cabeça de humanos parecendo com figuras mitológicas. Estas figuras têm traços marcantes com vastas cabeleiras e os olhos de humanos que elas possuem. Elas deixaram de ser figuras de proa e passaram a ser objetos de arte popular presentes em museus, exposições e feiras de artesanatos, já depois do século XIX. 






       A produção desse artefato cultural teve uma grande procura e uma grande aceitação, foi aí que expandiu-se tornando-se uma atividade alternativa para os carranqueiros do Nordeste. Hoje fazer carrancas é uma atividade altamente lucrativa é uma expressão popular. Sabemos que as primeiras populações ribeirinhas do São Francisco a partir da época da colonização eram de característica negra ou índia, como atestam relatos do Padre Martinho Nantes do século XVII, do viajante Sir Richard Burton em 1867, de Saint-Hilaire do século XIX. 






       Os barqueiros eram de características negras, sendo até o período anterior à abolição da escravidão, escravos que faziam o serviço de travessia e ligação entre as diferentes cidades. Não devemos esquecer, da cultura cabocla que também incorporou elementos da cultura indígena, de modo que a ideia de espíritos do rio e espírito da mata possam ajudar ou prejudicar uma travessia é também natural do imaginário ameríndio. Na verdade, elas têm um pouco ou muito de cruzamento de influências do imaginário cristão português, notadamente africano e ameríndio.









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