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6 de mai de 2018

OBJETO DE DECORAÇÃO

figura aozntroponmóficas | fonte da imagem: casossobrenaturais






FIGURA AOZNTROPONMÓFICAS




       As carrancas são marcas registradas do rio são Francisco, elas fazem parte da vida e da cultura dos ribeirinhos da encosta do São Francisco. A presença delas sempre foi marcante na proa das embarcações que subiam e descia este rio, no século 19 até o século 20. Estas figuras aozntropomórficas, meio bicho, meio-gente, tem imagem assustadora, mas com o poder de espantar mau olhado, espíritos brincalhões, azar e assombrações, isso de acordo com os ribeirinhos locais. 





       Eles dizem que elas eram capazes de afastar jacarés, que na época habitavam o rio, e outras coisas ruins que por ventura estavam ao longo do rio. Muitos historiadores falavam que muitos navegadores movidos por interesses comerciais buscavam carrancas cada vez mais originais e bem trabalhadas, o que pode ter estimulado a confecção e o desenvolvimento dessa arte no São Francisco. No século XIX e no século XX era muito fácil encontrarmos rio abaixo, rio acima, elas que ficavam na proa das embarcações, isto é cultural dessa região, é marca registrada. 






       A forte tendência à submissão e crença no poder sobrenatural das carrancas é explicado a partir do primitivismo e ingenuidade dos habitantes, que eram povos extremamente supersticiosos e acreditavam em várias lendas. Aos artesãos do médio São Francisco, cabem o mérito de criação popular para cada aspecto místico e decorativo, baseada na cultural da região, mas com uma influência da arte da idade média. A criação e a produção desses artefatos cultural eram feitas por família de artesãos e que tinham uma grande produção como objeto decorativo. 






      A característica plástica predominante em todas as carrancas, corresponde ao fato delas apresentarem fisionomias de animais, cabeça de humanos parecendo com figuras mitológicas. Estas figuras têm traços marcantes com vastas cabeleiras e os olhos de humanos que elas possuem. Elas deixaram de ser figuras de proa e passaram a ser objetos de arte popular presentes em museus, exposições e feiras de artesanatos, já depois do século XIX. 






       A produção desse artefato cultural teve uma grande procura e uma grande aceitação, foi aí que expandiu-se tornando-se uma atividade alternativa para os carranqueiros do Nordeste. Hoje fazer carrancas é uma atividade altamente lucrativa é uma expressão popular. Sabemos que as primeiras populações ribeirinhas do São Francisco a partir da época da colonização eram de característica negra ou índia, como atestam relatos do Padre Martinho Nantes do século XVII, do viajante Sir Richard Burton em 1867, de Saint-Hilaire do século XIX. 






       Os barqueiros eram de características negras, sendo até o período anterior à abolição da escravidão, escravos que faziam o serviço de travessia e ligação entre as diferentes cidades. Não devemos esquecer, da cultura cabocla que também incorporou elementos da cultura indígena, de modo que a ideia de espíritos do rio e espírito da mata possam ajudar ou prejudicar uma travessia é também natural do imaginário ameríndio. Na verdade, elas têm um pouco ou muito de cruzamento de influências do imaginário cristão português, notadamente africano e ameríndio.









DANÇA TÍPICA DE PERNAMBUCO



RITMO MUSICAL





       O carnaval brasileiro, é uma das festas populares mais prestigiadas do Brasil. Podemos até afirmar que, o carnaval de rua no Nordeste, é um dos que, ainda mantém a tradição, e conserva o tradicional, mesmo se misturando ao moderno. Como em toda nossa cultura, tivemos uma influência enorme dos europeus, índios, africanos e outras etnias. Foi no fim do século XVll que começaram a ser introduzidos no Brasil, os festejos carnavalescos. 





      Na verdade, o carnaval começou no período colonial. A entrada do entrudo, festa de origem portuguesa que veio junto com os colonizadores, ela era praticada pelos escravos. Eles saiam pelas ruas com rostos pintados, jogando farinha e soltando bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Os primeiros sinais dos festejos carnavalescos em Pernambuco começaram também no século XVll, quando os trabalhadores das Companhias de Carregadores de Açúcar e das Companhias de Carregadores de Mercadorias, se reuniam para a Festa de Reis, formando cortejos. 





      Também já existia o Maracatu Nação, isso no século XlX, o Frevo, o Maracatu Rural e os Caboclinhos. Sabemos que o carnaval de rua, é uma tradição no Nordeste brasileiro, e têm em Recife, um dos carnavais de rua mais movimentados do Nordeste e do Brasil. O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região do Nordeste brasileiro. Cidades como Recife, Olinda e tantas outras cidades, já tinham essa manifestação cultural, e as pessoas saiam como brincantes as ruas durante o carnaval no ritmo de frevo e do maracatu. 





      Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, é uma das principais atrações desta cidade, durante o carnaval. Já na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, que arrasta multidões através de canções de axé music. As fantasias de carnaval, mais usadas durante a festa brasileira, são provenientes de personagens do teatro popular de comédia italiano dos séculos XVlll. São eles: Pierrot, Colombina e Ariequim. 





      A celebração do carnaval tem sua origem histórica, e suas raízes podem ser encontradas na festa pagã de Saturnalia, um ciclo da festa religião romana, que está ligado ao Deus Saturno. A palavra carnaval vêm da palavra latina “carnis lavale” que vêm “adeus à carne”, para indicar o fato de que no final dos dias de carnaval, começaram os dias de jejum que é feito na quaresma. 





      Na qual os cristãos se obstem de comer carne. Hoje ainda vemos um carnaval de rua sendo bem estruturado e que ainda mantém as tradições de velhos carnavais, aonde toda família brinca com segurança e com ares de velhos carnavais, e que é reconhecido nacional e internacionalmente pelas mídias, de que ainda é uma festa tradicional dentro do Nordeste brasileiro.




















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