. 08/08/18Blog de Arte e Cultura | Assuntos do Nordeste

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8 de ago de 2018

FEIRAS LIVRES NO NORDESTE

MERCADO INFORMAL DE TRABALHO | Fonte da imagem: nordestinospaulistanos




MERCADO INFORMAL DE TRABALHO





    O Nordeste brasileiro é uma das regiões mais incríveis que a gente pode observar. Não foi à toa que tudo começou por essas bandas. O descobrimento foi por aqui, ciclo canavieiro foi por aqui o comércio informal todo ele foi por aqui, o ciclo do gado de corte e leiteiro foi por aqui. Então vemos que, não é de hoje que essa região tem uma influência enorme no comercio informal. Hoje vamos falar das feiras livres da região Nordeste. 
MERCADO DE TRABALHO INFORMAL | Fonte da imagem: misera
   Ela além de gerar renda e desenvolvimento social, ainda é uma área onde se encontra manifestação da cultura urbana brasileira. Apesar do crescente avanço do desenvolvimento do comércio, a feira livre, se mantém viva cultural, social e economicamente para a sua região de origem, e consegue fazer parte da história vivia da vida de cada nordestino. Ela tem um caráter diversificado, onde circulam pessoas de todos os tipos, sejam vendedores, compradores ou simples transeuntes, surgindo não apenas o comércio de frutas, legumes, verduras ou outros itens alimentícios, surgindo ainda ambulantes, transportadores, comércio e prestação de serviços de outros itens que visam atender diversas demandas dos consumidores. 
MERCADO INFORMAL DO TRABALHO | Fonte da imagem: vozdavitoria
    Os encantos das feiras livres ainda existem, mesmo tendo a concorrência dos supermercados. Alguns historiadores falam que sua origem pode ter surgido 500 a. C, em algumas civilizações antigas, tais quais as civilizações: fenícia, grega, romana, árabe e outras. No Brasil, com certeza, elas devem ter sido introduzidas na época do Brasil colônia, eventos sociais que promoveram o desenvolvimento da economia interna do país, na época. Hoje é comum, as feiras livres serem realizadas, uma vez por semana em cada pequena, média e grande cidade não só do Nordeste, mas do Brasil. A feira de Caruaru é uma das mais conhecidas do Brasil, foi cantada em verso e prosa pelo rei do Baião, Luiz Gonzaga. O termo “feira”, deriva do latim “feria” e significa, dia santo, feriado ou dia de descanso, posto que os comerciantes, preocupados em vender o excedente da produção, se reuniam próximo das igrejas aos domingos (dia do senhor) para comercializarem seus produtos, já que eram os locais que apresentavam o maior fluxo de pessoas. 
Diante disso, as feiras foram se desenvolvendo, sendo que, esse fenômeno existe até os dias atuais. As pequenas, médias e grandes cidades, ainda conservam uma das mais antigas tradições econômicas do homem. Digamos que as feiras livres, sejam os shoppings a céu aberto feito para pessoas humildes, pobre, preto e branco, rico, feio e bonito, feia ou bonita, frequentarem. Isso se chama diversificação da cultura popular de cada região, por ela desenvolvida. 
MERCADO INFORMAL DE TRABALHO | Fonte da imagem:Wikipédia
      Nas feiras livres, você ver de tudo um pouco e você vai encontrar coisas como: Cultura, arte e entretenimento, e isso enriquece a história da arte popular. Não é à toa que a feira é considerada um espaço livre para os artistas de arte popular, e aí podemos encontrar do vendedor de panelas de barro até o violeiro. Devemos ressaltar que, não encontraremos esses personagens em muitas feiras de cidades maiores, mas no Sertão nordestino com certeza você vai ver de vendedor de pomadas milagrosas a violeiros repentistas. De sanfoneiros a poetas de cordel. E é por essas e outras que esses personagens, enriquece a história e à cultura popular do Nordeste brasileiro. O colorido, o frisson, e o vai e vem da alegria das pessoas que transitam dentro dessas feiras livres do Nordeste, e de todo Brasil, é que faz com que, esse local de cultura, comércio e entretenimento, seja uma parte da nossa história cultural. Por tudo isso e por tudo que a Região Nordeste apresenta é que, o Nordeste brasileiro é um celeiro vivo da cultura popular.


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