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2 de mai de 2017

FANTOCHES NORDESTINOS

TEATRO DE BONECOS | Fonte da imagem: Único caminho










TEATRO DE BONECOS








      A cultura nordestina, é diversificada e tem muitas manifestações culturais diversas, isso é que enriquece e fortalece essa cultura. Dentre tantas manifestações culturais dessa região, tem uma que tem um dos maiores valores culturais e histórico do Brasil. “Teatro de Bonecos” ou “Mamulengos”, é considerado uma das manifestações culturais nordestina mais forte dentro da arte popular. O teatro de bonecos é praticado em todo mundo, e muda o seu espírito dramático e a fisionomia dos bonecos, dependendo da localização geográfica de cada uma das regiões que ele é praticado, incluindo a manifestação social, econômica e política dessas mesmas regiões. 






      Alguns estados do Nordeste brasileiro apresentam uma forma de teatro de bonecos praticada por artistas do povo, que se denomina Mamulengo, os atores são os bonecos que falam, dançam, brigam e fazem o povo sorrir com suas performances. O teatro de fantoches da Zona da Mata Nordestina, conhecido como “mamulengo”, ainda resiste graças às muitas oficinas que existem pelo Nordeste a fora. Os novos mamulengueiros não dependem só da capacidade de aprender e improvisar. Eles dependem muito da madeira certa, pois tem que ser macia e consistente, para que as suas criações reúnam qualidades para que seja fácil de trabalhar. 






      A madeira que eles usam mais é o “mulungu”, nome comum atribuído a mais de 50 espécies nativas do gênero Erythrina, e é encontrado no estado do Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essas árvores parecem muito com os ipês, antes de florar, elas perdem as folhas. Suas flores têm tons laranjas e vermelhos intenso. Geralmente os artesãos esculpe o “mamulengo”, na madeira verde, e depois deixa secar, cobre com massa corrida látex, e depois pinta. Uma árvore de “mulungu dá para uns mil bonecos, e mais ou menos um mês de trabalho. 






      No interior, geralmente os donos de sítios plantam o “mulungu”, ou para fazer cercas ou para dá sobra para o gado. Os artesãos se preocupam muito com a extração racional da madeira dessa árvore, pois só ela é que presta para a confecção dos bonecos. Eles também distribuem plantas dessa espécie para aqueles que vivem dessa atividade profissional de fazer bonecos “mamulengos”. A cultura do teatro de bonecos revela de modo singular a rica expressividade do dia-a-dia do povo da região nordestina. Através desses bonecos o povo se identifica com suas alegrias e suas tristezas, com seus temores e sua capacidade de fé. 






      O teatro de bonecos tem realmente um extraordinário poder de sintetização e revelação estética dos anseios mais ardente do povo nordestino. Guardando elementos vinculados à tradição dos folguedos ibéricos, remanescentes dos espetáculos da “comedia dell’arte, ele baseia-se na improvisação livre do ator, que é quem dá vida a bonecos ou aos bonecos. Os espetáculos de “mamulengo”, seja rural ou urbano, é direcionado a um público selecionado. Esse tipo de espetáculo popular, não satisfaz as necessidades teatrais ou mesmo emocionais do público intelectual e burguês, que habitualmente frequenta o teatro convencional.






       Fica muito claro que, na maior parte das vezes, as camadas mais simples da nossa sociedade, são as que prestigiam mais, o nosso teatro de bonecos, ou “mamulengos”. Esse público assiste a uma função por curiosidade, por atitude exótica ou por aspecto folclórico. Mesmo sabendo que, essa é uma parte forte da nossa história, e do nosso folclore, ele só vem valorizar a nossa cultura popular e enriquecer a história popular do nosso Nordeste. 






      Pois o “mamulengo” ou teatro de bonecos, ele está bem presente na vida de cada um de nós que fazemos essa sociedade cultural moderna, pois o tradicional, sempre pode andar de braços dados com o moderno, e isso vem acontecendo, pois graças a Deus e graças aos mestres que fazem essa arte, ela ainda continua bem presente em nossa cultura e em nossas vidas. A cultura do Nordeste, continua muito rica, porque as pessoas que fazem parte dela, direta ou indiretamente, contribuem e muito para que os artistas criem e recriem ela todos os dias.






TEMPLO CULTURAL DO NORDESTE

ATRATIVO TURÍSTICO | Fonte da imagem: Teatrocaetanno's Blog










ATRATIVO TURÍSTICO








      O sertão do Nordeste brasileiro tem vários atrativos turísticos, tanto dentro do seu bioma, a caatinga, como fora dele, ou seja, na maior parte do seu litoral. Em algumas partes do seu bioma, existem vários pontos turísticos criados pela própria mãe natureza. Deus nos deu toda beleza desses locais, o homem apenas entrou com infraestrutura, logística e divulgação desses pontos turísticos. Quando algumas sub-regiões dentro do Nordeste brasileiro não beneficiado pela natureza com pontos turísticos naturais, o homem cria. 





      Ele inventa alguma coisa que gere emprego e renda para aquelas pessoas desses locais, sem falar que movimenta o setor cultural desses lugares. Um exemplo real disso, é a cidade-teatro de Nova Jerusalém, onde acontece desde 1968 o espetáculo da Paixão de Cristo, que acontece na semana santa. Esse teatro aberto fica na cidade de Brejo de Deus que fica a 48 Km de Caruaru e a 190 da capital de Pernambuco, Recife. Ele fica no distrito de Fazenda Nova aonde fica esse teatro. A construção dele, tem 100.000², com uma muralha de 3.500 metros por 9 metros de altura, com 70 torres. 





      No local do teatro existe uma pousada: Pousada da Paixão. O espetáculo da paixão de Cristo é um dos mais importantes para o setor turístico do estado de Pernambuco. Nesse período, as pousadas e hotéis da região chega a lotar mais do que em outras épocas de festejos. Mais de 250.000 pessoas circulam pela cidade, durante a época da semana santa. Umas 90 mil assistindo ao espetáculo da paixão de Cristo, e o restante no entorno da cidade teatro. Também existe feiras de artesanato e de alimentação. Esse local é uma réplica da cidade de Jerusalém, em Israel. Esse teatro é considerado o maior teatro ao ar livre do mundo. A paixão de Cristo de Nova Jerusalém, completa 50 anos de apresentação no maior teatro ao ar livre do mundo, em 2017. 






      Desde que foi inaugurada, a paixão de Cristo, vem sendo encenada por 450 atores e figurantes, todos os anos, envolvendo mais outras centenas de profissionais na sua produção. Visto por cerca de 4 milhões de pessoas ao longo de sua existência, o espetáculo, que em 2016 será realizado de 19 a 26 de março, onde conta a vida de Jesus enfocando alguns dos principais fatos relatados na Bíblia sagrada. Iniciando com o sermão da montanha e terminando com a linda cena da ascensão de Jesus Cristo, aos céus. São nove palcos plateia com uma arrojada cenografia que reproduz lugares, ambientes e prédios de Jerusalém daqueles tempos de Jesus. 






      Como o templo, fórum romano, o palácio de Herodes e o Monte do Calvário. Ainda existe um lindo e rico figurino dos atores, e muito efeito especiais, enriquecendo e deixando ainda mais próximo das cenas reais que aconteceram na época de Jesus Cristo. A ideia de construir esse enorme projeto foi de Plínio Pacheco, que chegou a Fazendo Nova em 1956. Mas o seu plano só veio dá início no ano de 1968, com o primeiro espetáculo na Nova Jerusalém. Sua inspiração foi através de um evento da páscoa semelhante, realizado por habitantes de uma cidade alemã, para criar algo que atraísse turistas e movimentasse o comércio local. 






      Os primeiros espetáculos da pequena vila, começaram com a participação apenas de familiares e amigos. Com o passar dos anos, as encenações começaram a atrair atores e técnicos de teatro do Recife e depois foi ganhando notoriedade em outros estados passando de pequeno espetáculo para grande espetáculo até chegar aos dias atuais. Além de um grande espetáculo cultural e teatral, virou um grande negócio, que gera emprego e renda, direta e indiretamente para o povo dessa região.









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