Blog de Arte e Cultura | ARTE NORDESTINA: arte e cultura popular Março 2019A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura: cultura do nordeste brasileiro

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22 março, 2019

ENGENHO DE CANA DE AÇÚCAR NA MOAGEM EM BOCAINA NO ESTADO DO PIAUÍ NO NORDESTE BRASILEIRO






A IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA CULTURA DA CANA DE AÇÚCAR NA SOCIEDADE PIAUIENSE E DENTRO DO LIVRE COMÉRCIO NA MICRO REGIÃO DE PICOS




      Todos nós sabemos que, o comércio brasileiro nos tempos do Brasil colônia, era basicamente na cana de açúcar e seus derivados, na pecuária e pau brasil. Essa foi as fontes de renda da nossa nação nessa época. O ciclo açucareiro, teve seu período entre meados dos século XVl e meados do Século XVlll. O açúcar era a grande riqueza agrícola e industrial do Brasil, e durante muito tempo, foi a base econômica colonial. 





      A cana quando foi industrializada, ela teve simultaneamente em três capitanias: Pernambuco, Bahia e São Vicente. No ano de 1549, Pernambuco já possuía trinta engenhos-banguê; a Bahia, dezoito e São Vicente, dois. Com a prosperidade com a cana de açúcar, no meio do século, a distribuição dos engenhos já era de um total de 256. Oficialmente falam que foi Martim Affonso de Souza que introduziu a cana de açúcar no ano de 1532, no Brasil. Foi por São Vicente que ela começou, mas foi no Nordeste do Brasil que ela se multiplicou e trouxe prosperidade para o Brasil na época do Brasil colônia de Portugal. 





      Existia seis espécies de Saccarum, nome cientifico dado a cana de açúcar. A primeira a ser domesticada foi a Saccarum officinarum, a qual com o passar dos tempos e o aumento pelo interesse do cultivo dessa planta, levou-se a hibridização entre as espécies, levando a criação de espécies híbridas, as quais possuíam características melhores do que as plantas originais. Então com o passar dos tempos, a população de baixa renda foi improvisando seus pequenos engenhos artesanais movidos a tração animal. 





      A o plantio da cana de açúcar é muito comum no nordeste brasileiro até nos dias de hoje, porque além dos seus derivados serem muito consumidos nos centros das pequenas, médias e grandes cidades, ele ainda é um gerador de emprego e renda para as família. Seus derivados são: a cachaça, a rapadura e o mel de engenho. Isso nos pequenos engenhos artesanais situados em pequenas propriedades, pois isso é uma tradição desde os séculos passados. Sua produção é uma atividade econômica e socialmente importante para os pequenos produtores rurais, uma vez que é a maneira mais lucrativa de industrializar a cana de açúcar. 





      Ela é uma boa alternativa para os fabricantes de rapadura e do açúcar mascavo. O seu poder nutritivo alto em teor de cálcio, ferro e sais minerais, é recomendado para substituir o açúcar industrializado. É um alimento produzido artesanalmente e sem aditivos, muito consumido no Nordeste, assim como em outras regiões brasileiras e no mundo. Nos Estados Unidos, pelo menos até os anos 1940, a cultura da cana-de-açúcar nos estados do Texas, Mississipi, Geórgia, Alabama, Arkansas e Carolina do Sul era destinada apenas à produção do mel de engenho. 





      Bem, as famílias de baixa renda do sertão ou não, nordestino, elas nos períodos de corte da cana e da fabricação de derivados, elas produzem: a garapa, o mel de engenho, o alfenim, a rapadura, e a cachaça artesanal. Nesses engenhos, a família é toda empregada para produzirem em escala comercial. Os produtos que eles produzem, como a rapadura, o mel de engenho o alfenim, todos são levados para serem vendidos nas feiras livres das pequenas cidades ou do sertão que é um sub-região do Nordeste brasileiro, ou do Agreste. 





      No caso desse vídeo aqui, ele está com uma bela reportagem mostrando como é o preparo da cana de açúcar num engenho artesanal de uma cidade que fica na micro região de Picos no estado do Piauí, que é Bocaina, uma cidade próspera. No estado do Piauí é bem comum esses pequenos engenhos produzirem derivados da cana de açúcar. Eles estão de parabéns porque preservam até hoje uma história dos antepassados e que na realidade, o tradicional pode muito bem andar junto com o moderno.



VT MOAGEM EM BOCAINA PI

Fonte do vídeo.
Odorico Carvalho












21 março, 2019

CIDADE NORDESTINA DOS PALÁCIOS MUSEUS TEATROS E RICO PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARQUITETÔNICO CULTURAL

ARACAJU CIDADE BRASILEIRA PLANEJADA COM ACERVO ART ÍSTICO E CULTURAL DE SERGIPE ESTADO NORDESTINO | fonte da imagem: genealogiafreire






ARACAJU CIDADE BRASILEIRA PLANEJADA COM ACERVO ARTÍSTICO E CULTURAL DE SERGIPE ESTADO NORDESTINO


As belezas da cidade de Aracaju, são impressionantes, e porque não dizer, as belezas de todo o Nordeste brasileiro. Essa cidade, é considerada uma das capitais do Nordeste brasileiro com menor índice de desigualdade social dessa região. Ela é a capital do estado de Sergipe, no Brasil. Está localizada no litoral, sendo cortada por dois rios como o rio Sergipe e o rio Poxim. 


ARACAJU CIDADE BRASILEIRA PLANEJADA COM ACERVO ARTÍSTICO E CULTURAL DE SERGIPE ESTADO NORDESTINO | fonte da imagem: falaturista.




     Essa capital é, relativamente, em número de habitantes, uma das poucas que ainda é boa de morar, pois a qualidade de vida dessa cidade é muito boa. Talvez Aracaju tenha uns 800 mil habitantes; pra mais ou pra menos, mas ela fica no patamar de algumas outras capitais nordestinas. Ela tem um rico patrimônio histórico arquitetônico, povoada por belos edifícios, templos, palácios, museus, universidades e teatros. Sua orla é uma das mais belas do Brasil, tem uma excelente infraestrutura com bares e restaurantes e uma vida noturna bem animada. 


ARACAJU CIDADE BRASILEIRA PLANEJADA COM ACERVO ARTÍSTICO E CULTURAL DE SERGIPE ESTADO NORDESTINO | fonte da imagem: : enquantoisso



      Como toda história do Brasil,  mesmo antes do descobrimentos pelos portugueses, essas terras, foram habitadas por tribos indígenas, pois o belo ambiente natural adequado para caça e pesca, fizeram com que os índios povoassem esse lugar, pois tinha a mata atlântica e o oceano pacífico, a sua frente. No começo, Aracaju foi uma pequena vila de pescadores no estado de Sergipe, cuja a capital era São Cristóvão. Foi com a construção do porto que, a população começou a crescer, e como esse porto era usado também para exportar produtos, a população foi cada vez aumentado. No ano de 1855, quando ela foi elevada a cidade, Aracaju se tornou a capital do estado de Sergipe, motivando um período importante do crescimento a partir do topo do morro de Santo Antônio, origem da população em direção à costa, estendendo-se pelas margens do Rio Sergipe. Com 25 km de praias que se estendem na barra do Rio Sergipe ao Norte até a foz do Rio Vazabarris ao sul, Aracaju significa cajueiros dos papagaios, sendo a fruta o símbolo da cidade. A orla urbana dessa cidade é uma coisa impressionante, pois mistura um misto de beleza e um ar de nostalgia, pois parece visual de filme de Hollywood. A cultura nordestina tem dessas coisas, pois a arte e a cultura se misturam com o talento do povo sergipano. Todos nós sabemos que essa cidade, foi planejada. O projeto, desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. 


ARACAJU CIDADE BRASILEIRA PLANEJADA COM ACERVO ARTÍSTICO E CULTURAL DE SERGIPE ESTADO NORDESTINO | fonte da imagem: bemvindoasergipe



      Uma comissão de engenheiros elaborou um projeto urbanístico que fosse inovador e que fosse viável para a cidade. Esse projeto teve como responsável o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. A vanguarda desse projeto, teve como ideia,  projetos que fizeram em Camberra, Washington, Buenos Aires e Chicago. Ela é uma cidade tranquila e segura, preparada para o mercado turístico, onde tem atrativos naturais como: rios, praias e manguezais e uma ótima gastronomia, marcada pelo cardápio de frutos do mar e peixe. Sua população dispõe de muitos eventos culturais e de lazer, como: museus, galerias de arte, teatros centro de convenções, parques e casas noturnas, sem falar nos shows musicais ao ritmo do forró, um ritmo de musica exclusiva da região nordestina. Com o sistema de transporte público integrado, é possível conhecer toda a capital sergipana com apenas um único bilhete de passagem. A rede hoteleira da cidade, é de alta qualidade, com restaurantes e bares. A logística de Aracaju também é muito eficiente, você pode está em qualquer lugar da cidade rapidamente. Procure conhecer a cidade de Aracaju no estado de Sergipe.




20 março, 2019

DESCUBRA A ARTE E OS SEGREDOS DE FAZER ESSA IGUARIA DA CULTURA POTIGUAR E DA COZINHA NORDESTINA

A GINGA COM TAPIOCA É UM PRATO NORDESTINO E EXCLUSIVO DA CULTURA POTIGUAR E DA COZINHA NORDESTINA | fonte da imagem: youtube





A GINGA COM TAPIOCA É UM PRATO NORDESTINO E EXCLUSIVO DA CULTURA POTIGUAR E DA COZINHA NORDESTINA






      A culinária nordestina,  é muito rica na sua criatividade, no tempero e no aroma nela empregado, na hora da construção de algum prato regional. É muito comum, eles mudarem  de estado para estado, de acordo com o cardápio. Muitos desse cardápios,  são prestigiados pelos nativos desse estado e pelos turistas nacionais e internacionais. Essa cozinha nordestina, ela é dividida em pelos menos 4 sub regiões: litoral, agreste, sertão e meio norte. No cardápio do litoral, temos peixes e frutos do mar. 


A GINGA COM TAPIOCA É UM PRATO NORDESTINO E EXCLUSIVO DA CULTURA POTIGUAR E DA COZINHA NORDESTINA | fonte da imagem: TripAdvisor


      O cardápio do litoral encanta nos sabores nos temperos e aromas. Quando você sai do litoral para o agreste, você já começa a ver na cozinha nordestina, uma introdução de outros sabores como peixe, galinha caipira, arroz de leite, carne de sol. Já no sertão nordestino você vai ter a grata surpresa de ter vários sabores regionais juntos de outros estados, tais como: buchada de bode, coalhada, cuscuz temperado, baião de dois, farofa d'água e outras opções. Já no meio norte, você vai ter cuscuz temperado, maria isabel que é um tipo de baião de dois,  você vai ter suco de buriti, galinha com piqui, macarrão no alho e óleo, carne de bode assada com macaxeira e outros pratos. 



A GINGA COM TAPIOCA É UM PRATO NORDESTINO E EXCLUSIVO DA CULTURA POTIGUAR E DA COZINHA NORDESTINA | fonte da imagem: fator6



      O que é importa mesmo é que,  a diversificação de cultura dentro da cultura regional nordestina,  só enriquece à nossa própria cultura, há cada dia; dentro da história da cozinha regional brasileira. Procurei dentre tantas variedades para falar nesse poster sobre algum cardápio regional nordestino, e como são tantos, resolvi destacar um prato simples feito no Rio Grande do Norte, e fácil de ser preparado. Esse prato é feito em Natal e é um manja de deixar qualquer um com água na boca. Vamos falar da Ginga com tapioca. Ela é patrimônio cultura do Rio Grande do Norte. Essa iguaria é uma comida típica do Mercado Público da Redinha, uma praia urbana que fica em um bairro de Natal. A idealizadora desse prato, foi Dona Dalila, que faleceu aos 68 anos, em 1990; ela foi quem começou a preparar essa iguaria, a ginga com tapioca entre os anos 50 e 60. A ginga com tapioca tem o mesmo status do Bolo de Rolo em Pernambuco, o Queijo Minas, em Minas Gerais, na Bahia, o acarajé, A rosca, o  bolo de goma feito no Piauí. Como preparar a Ginga com Tapioca: 


A GINGA COM TAPIOCA É UM PRATO NORDESTINO E EXCLUSIVO DA CULTURA POTIGUAR E DA COZINHA NORDESTINA | fonte da imagem: comida-saudavel.hi7



      O peixe tem que ser limpo, e bem limpo, em água corrente, depois salgue e coloque em pequenas porções em uma panela com azeite de dendê, bem quente. Sempre é bom fica atento na hora da fritura do peixe, pois esse peixe fica pronto rapidamente em poucos minutos. Quando ele estiver crocante, é quando ele está pronto para sair da fritura. A tapioca deve ser feita em uma frigideira sem ondulações para que a tapioca ficque bem lisa. Despeje a goma espalhando-a cuidadosamente, deixe o fogo baixo e depois de uns 15 segundos vire a tapioca. Depois da tapioca pronta é só colocar a ginga dentro da tapioca. Você também pode comer ginga com tapioca molhada no coco ou não, isso depende muito em que lugar de outras praias urbanas de natal você se encontra, pois no litoral potiguar essa iguaria é vendida a beira mar, com as gingas separadas da tapioca, e nem sempre os vendedores de ginga com tapioca, vendem a tapioca seca, geralmente elas são molhadas no leite de coco. Seja de que modo for, ou de que forma for, essa iguaria é um manja. Vindo a Natal no Rio Grande do Norte, procure saborear essa iguaria.

18 março, 2019

TRADIÇÃO DA CULTURA POPULAR DO NORDESTE TEM SEUS SEGREDOS REVELADOS NO SÁBADO DE ALELUIA

A MALHAÇÃO DO JUDAS NA TRADIÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO MOSTRADA NO SÁBADO DE ALELUIA | fonte da imagem: afifedigital






A MALHAÇÃO DO JUDAS NA TRADIÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO MOSTRADA NO SÁBADO DE ALELUIA



      O nordestino, é muito devoto dos santos da igreja católica, pois o Brasil é um país de maioria católica, e parece que, no Nordeste brasileiro, isso se torna mais fervoroso, pois isso já vem de berço, passando de paí para filho. e é por isso mesmo que, nessa região, exista mais festas em co  em comemoração aos santos da igreja católica. 

A MALHAÇÃO DO JUDAS NA TRADIÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO MOSTRADA NO SÁBADO DE ALELUIA | fonte da imagem: clickpb


      Primeiro pela fé e devoção, e depois pela geração de emprego e renda que traz para essas cidades pequenas, onde  são realizadas essas festas do santo padroeiro. Por essas e por outras, é que, a devoção do homem nordestino ninguém duvida. Nessa região, de uns anos para cá, começou a ser explorado  o turismo religioso, justamente porque, pequenas ou médias cidades, tem como fonte de renda, o turismo religioso, ou as festas religiosas;  que são aquelas que comemoram o aniversário dos Santos, tais como, Santo Antônio, São João, São Pedro, mas também tem São Francisco de Assis, Padre Cícero, Nossa Senhora e tantos outros santos da igreja católica como Santo Expedito, São Judas Tedeu.  

A MALHAÇÃO DO JUDAS NA TRADIÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO MOSTRADA NO SÁBADO DE ALELUIA | fonte da imagem: youtube


      Isso faz do Nordeste,  uma região de pessoas de fé. Essas festas, são festas que existem durante o ano inteiro em diversas cidades do interior nordestino ou não. Uma dessas festas, acontece depois de outra festa, que é o carnaval. O carnaval é uma festa pagã cristã, mas que é comemorada por todos, e que só termina na quarta feira de cinzas.  Já na quarta feira de cinzas, é o início da quaresma que tem como período fixado pela igreja católica, seis semanas de tradição cristã, é que, vem uma outra festa depois da Semana Santa, onde nós chamamos a  "Queima do Judas" ou A MALHAÇÃO DO JUDAS. Isso já é no Sábado de Aleluia. Essa tradição vigente em muitas comunidades católicas e ortodoxas que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. Ela também é realizada em muitos outros países. O sábado de aleluia, simboliza a morte de Judas Iscariotes. No Brasil, como todos já sabem, as pessoas mais humildes ou não, se inspiram na confecção do Judas, de acordo com os personagens que vem massacrando a sociedade. Nessa comemoração, os idealizadores costumam encher os bonecos de palhas secas ou papel, e veste esses bonecos com aparência de alguns políticos CORRUPTOS ou que não, que não venha fazendo nada para construir uma sociedade mais justa, ou algum outro personagem da sociedade tais como: personagens que não condizem com seu cargo, seu status ou qualquer outro tipo de personagem que eles acham traidores. 

A MALHAÇÃO DO JUDAS NA TRADIÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO MOSTRADA NO SÁBADO DE ALELUIA | fonte da imagem:  mapa.cultura



      O bom disso tudo, é que, quando o Judas está pendurado em algum poste espalhado pela cidade, tem que ter um sentinela vigiando o boneco para que ele não seja roubado, e seja pendurado em outra parte da cidade. Nesse meio tempo entre sexta feira da paixão e o sábado de aleluia dia em que o Judas será queimado e espancado, o povo fica vigiando uns aos outros para que não roube os Judas pendurados pela cidade. E assim a festa pagã começa no sábado de Aleluia com festa e bebida a vontade,  e muito papo entre as pessoas. Essa é a tradicional festa da Queima do Judas no sábado de aleluia no Nordeste brasileiro



16 março, 2019

BRINQUEDO JUNINO: TODOS OS FATOS QUE VOCÊ PRECISA SABER

O barco de fogo é um bem histórico que é ligado ao ciclo nunino: fonte da imagem: youtube




O BARCO DE FOGO É UM BEM HISTÓRICO QUE É LIGADO AO CICLO JUNINO


       O nordeste brasileiro realmente é um celeiro cultural, social e econômico, disso eu não tenho dúvidas nenhuma. Essa região está sempre se repaginando, criando e até inovando dentro desse contexto que estamos falando aqui. A região é muito procurada por turistas; tanto os internos como os externos. Ela sempre está mostrando que é uma região que tem muitos atrativos culturais e que é uma região que sempre tem festas comemorativas. Suas músicas, danças e o seu folclore encantam a todos. Em quase toda essa região, existem vários tipos de festejos diversos, e sua cultura, na maioria dos estados nordestinos, desenvolve o mesmo costume regional com algumas diferenças entre um estado e outro, mas no fundo, são os mesmos festejos. Tais como: o bumba meu boi, o pau de sebo as cirandas e os cocos. 



     
O BARCO DE FOGO É UM BEM HISTÓRICO QUE É LIGADO AO CICLO JUNINO: fonte da imagem: juntosabordo



      Mas hoje vamos falar de uma tradição que é praticada dentro do estado de Sergipe. Na época junina, o Nordeste brasileiro é muito procurado por todos os brasileiros, e também os turistas internacionais. No mês junino, as fogueiras são acesas, as bandeirolas tremulam nas noites festivas, as barraquinhas de doces e bolos, estão enfeitada; e muita comemoração e animação a base de muito forró dentro de arraiás matutos, e que quase todo o folclore está dentro desse contexto. Mas hoje vamos falar do barco de fogo, que é uma espécie de barco artesanal feito à base de fogos de artifícios. Esse artefato é feito pelos fogueteiros, e são eles que são responsáveis por fazer o show. Para se fazer um barco de fogo, é preciso paciência e muita horas de dedicação, para que ele fique pronto. Eles chegam a gastar dois dias de trabalho na fabricação de cada barco. 



O BARCO DE FOGO É UM BEM HISTÓRICO QUE É LIGADO AO CICLO JUNINO: fonte da imagem: infonete





      Esse artefato faz um percurso de pelo menos uns 200 metros, deixando um rastro de luz através do cabo de aço esticado de uma extremidade a outra. Toda essa festa, é feita em algum espaço aberto. Na fabricação desses artefatos juninos, são usados bambus e muita pólvora, e custa entre 100 a 1.500 reais. Geralmente essas festas, dentro de Sergipe, são feitas em pequenas e médias cidades. Essa tradição é basicamente sergipana. Existe uma espécie de disputa entre cada apresentação de cada barco, e os fogueteiros procuram dá o melhor em cada apresentação. Os turistas ficam encantados com tanta beleza. Como essa tradição é muito forte no estado de Sergipe, a cidade de Estância é considerada a capital do Barco de Fogo. O show de luzes e cores que atravessam à noite dessa cidade, encantam muita gente que participa desse evento. O barco de fogo é um bem histórico que é ligado ao ciclo junino. Ele data do início do século XX, criado por Chico Surdo. Esse artefato é feito e passado de pai para filho, é mesmo uma tradição que tem continuidade através dos filhos e dos netos. Para se tornar um fogueteiro profissional, tem que saber fazer tudo relacionado ao fogo. Depois de ser ajudante, ele passar a ser um profissional do ramo. 


O BARCO DE FOGO É UM BEM HISTÓRICO QUE É LIGADO AO CICLO JUNINO: fonte da imagem: youtube



      O barco de fogo está ligado diretamente ao Busca Pé, não existem barcos de fogo sem o Busca Pé. Ele está ligado na alma do povo sergipano. Ele foi criado na década de 30, pelo estanciano Francisco da Silva Cardoso o Chico Surdo. Esses barcos de fogo, continuam ainda sendo uma tradição cultural de Sergipe, e ainda continua atraindo muitas pessoas para assistirem esse espetáculo maravilhoso da cultura popular de Sergipe e do nordeste brasileiro. Todos os anos no período junino, eles atraem muita gente de todo o Brasil, para verem o belíssimo espetáculo de pirotecnia que percorre e, colore, ilumina bairros, praças e cidades de Sergipe. Na cidade de Estância, existem até concursos para ver qual o mais belo espetáculo dos barcos de fogo inscritos. Vindo ao estado de Sergipe na época junina, procure vir a cidade de Estância, para conhecer o espetáculo belíssimo de pirotecnia que esses barcos fazem nas noites juninas. 









04 março, 2019

UM MANJA CULTURAL BAIANO QUE FAZ PARTE DO NORDESTE BRASILEIRO

O VATAPÁ BAIANO FAZ PARTE DA CULTURA NORDESTINA l fonte da imagem: salvadorbahiabrasil








O VATAPÁ BAIANO FAZ PARTE DA CULTURA NORDESTINA





      A culinária do Nordeste do Brasil é extremamente exótica, aromática e picante, essa culinária se desenvolveu ao longo dos anos;  depois de uma grande influência europeia, africana, asiática e oriental. Mas também tivemos uma grande influência indígena. Tudo isso, veio enriquecer culturalmente falando, a nossa cozinha regional. Depois que nos tornamos independentes, os costumes com o passar dos anos, foram mudando, então começamos a empregar dentro dos nossos próprios costumes, temperos e gostos pelos alimentos consumidos por nós. Essa é uma culinária muito apreciada não só por nós brasileiros, mas também pelos povos de outros continentes. Como o Brasil é um país continental, às variações da culinária desse país, muda de região para região,  pois ela é muito diversificada. Temos um leque muito grande de variações de cardápios dentro da nossa cozinha e da nossa cultura. Como o Brasil foi descoberto pelo Nordeste brasileiro, então estamos falando das influências que recebemos, isso desde o Brasil império e colônia, esse costume começou pelo Nordeste e foi se espalhando para as outras capitanias. 



O VATAPÁ BAIANO FAZ PARTE DA CULTURA NORDESTINA l fonte da imagem: ventilandoemsalvador




      E dentre tantos pratos saborosos que existem dentro da nossa culinária, eu resolvi falar  de um prato muito apreciado e exótico, apreciado por todos nós e por muitos que gostam de um tempero mais picante. Vamos falar do vatapá. Esse prato é um prato que tem uma influência muito grande da cozinha africana, e que foi herdado por nós, já algum tempo. Graças a Deus, a baianidade dos baianos, soube transformar esse prato em um manjar. Apesar de ser um prato muito simples de fazer, também requer um pouco de amor na hora de fazê-lo. Para quem quer preparar um prato como esse, precisa-se de 2 cebolas, 100 gramas de amendoim, 100 gramas de castanha de caju, água, azeite de dendê, 10 pães, 400 ml de leite de coco, 200 gramas de camarão e sal. Modo de preparo: Coloque as cebolas com um pouco d’água e bata tudo no liquidificador, até virar uma pasta. Retire do recipiente e limpe. Depois triture o amendoim e a castanha de caju no liquidificador, adicione um pouco de água. Umedeça os pães com 1 litro de água. 



O VATAPÁ BAIANO FAZ PARTE DA CULTURA NORDESTINA l fonte da imagem: bbc




      Quando estiverem bem moles, coloque no liquidificador para bater. Depois despeje azeite de dendê em uma panela, doure duas colheres de pasta de cebola e frite os camarões, quando eles atingirem a cor branca, é porque chegou no ponto certo. Agregue o pão batido e as castanhas, despeje o leite de coco e misture bem até engrossar. O tempo de preparo desse prato, é mais ou menos uns trinta minutos. Essa é uma iguaria que tem por base, o pão amolecido ou mesmo a farinha de trigo que pode ser acrescentada ao peixe desfiado, camarão fresco ou camarão seco e diversos outros tipos de temperos. Esse prato típico da Bahia, chegou ao Brasil através de africanos que chegaram ao Brasil na época da escravidão. Eram africanos iorubas com nome de ehba-tápa. Também é muito popular no estado do Pará, Amapá e no Amazonas, onde a receita sofre variações com a ausência de amendoim e de outros ingredientes que existem na recita tradicional. Então vemos que, a cozinha nordestina, é simplesmente maravilhosa, e tem uma infinidade de sabores, temperos e aromas, que por si só, já nos deixa com água na boca. Os temperos picantes podem deixar ainda mais, os sabores mais aromatizantes. Hoje esse prato é encontrado em toda região nordestina, graças aos estudos de chefes de cozinhas e o desejo dos consumidores pedirem esses prato muito especial e simples de fazer. 


O VATAPÁ BAIANO FAZ PARTE DA CULTURA NORDESTINA I fonte da imagem: sossegodaflora



      O que diferencia a cozinha regional do nordeste do Brasil para outras cozinhas internacionais, é justamente a criação constante e a procura por novos pratos e por novos sabores dessa culinária. O Nordeste brasileiro adaptou em sua cozinha, muitas ervas, muitos temperos e muitos segredos em seu preparo. Então isso resulta em novos pratos e novos sabores. Sendo assim, quando vir ao Nordeste brasileiro, aproveite para provar esse manjar da cozinha Nordestina. Muitos historiadores acham que o vatapá tenha como ponto de partida a cozinha lusitana e que lá pelo recôncavo, nos séculos passados, encorporando outros ingredientes próprios da cultura africana, tornando assim um prato mais picante e mais saboroso dentro da cozinha de azeite ou comida de azeite, uma referência ao dendê, um elemento da cozinha africana no Brasil. Esse é o toque especial que a gastronomia nacional oferece para os brasileiros e estrangeiros.