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20 de set de 2018

FESTA TRADICIONAL

                                                                    
Ritmo musical e dança brasileira | Fonte da imagem: elpais






RITMO MUSICAL E DANÇA BRASILEIRA







     O frevo é uma dança tipicamente brasileira criada no século XlX, no estado de Pernambuco, baseado na fusão de outros gêneros musicais, como: maxixe, dobrado e marcha; também foi influenciado pela capoeira. A palavra “frevo” significa “ferver”, indicando como é o ritmo alegre e agitado de dançar. O pernambucano por si só, já é a prova viva das criações culturais do Nordeste, e o frevo não fugiu à regra. A capoeira foi a fonte de inspiração para a sua produção, pois traz consigo uma forma de luta trazida pelos negros na época do Brasil colônia. 




Ritmo musical e dança brasira | Fonte da imagem: farolnews-



   

      O frevo foi declarado patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO, desde 2012. Ele é dançado ao som de trompetes, pandeiros e saxofones. Seus brincantes usam roupas específicas, que fazem parte do dia a dia. Coisa muito simples, só depende da criatividade do folião. Também tem como outros itens, a sombrinha, que é tradição e símbolo dessa dança. Sabemos que no carnaval, o frevo é muito dançado e tocado também, mas em Pernambuco, isso se mistura com outras atividades carnavalescas, pois como eu falei, o pernambucano é muito criativo, e com toda essa criatividade, ele ajudou a fazer da sua região, uma região muito rica culturalmente. 



Ritmo musical e dança dança brasileira | Fonte da imagem: acontecesantyago




    Entre o frevo, caboclinhos, cavalo marinho, maracatus, blocos de rua, vemos que, Recife, é realmente a capital cultural do Nordeste brasileiro. O estado de Pernambuco é tão importante para cultura nordestina que, consegue no carnaval, colocar mais de um milhão de foliões em um bloco de rua; estou me referindo ao “Galo da Madrugada. O “Galo da Madrugada, no carnaval, toma o centro da cidade do Recife que, as pessoas, já não sabem quem é do bloco e quem não é. O “Galo da Madrugada” é o povo e o povo é o “Galo”. Essa sintonia é muito contagiante, pois com a proporção que as pessoas vão se aglomerando em torno do centro da cidade, a energia do frevo vai tomando conta das pessoas, que se tornam foliões, e aí vão seguindo o bloco. 


Ritmo musical e dança brasileira | Fonte da imagem: olhosinquietos



     O “Galo da Madrugada começou com o objetivo de reviver antigos carnavais de rua, então da união de um grupo de amigos e famílias do Bairro de São José, comandado pelo grande carnavalesco Enéas Freire, foi que surgiu no dia 24 de janeiro de 1977, o clube de Máscara do Galo da Madrugada. Por muito tempo, com a grande proporção desses eventos, durante o carnaval pernambucano, foi aumentando a procura de foliões, que queriam brincar com estilos de velhos carnavais, e os organizadores foram vendo que era limitado para novos foliões, já que o espaço tinha ficado reduzido devido a tamanha proporção do sucesso do Galo. Então devido ao sucesso, o “Galo não tinha outra opção, tinha que ir para as ruas. Assim nasceu o “Galo da Madrugada, nas ruas estreitas do Bairro São José, berço dos primeiros clubes e blocos carnavalescos do Recife. No dia 04 de fevereiro de 1978, o “Galo” saiu às ruas do Recife pela primeira vez. Essa foi a intenção da família Alves Freire, para salvaguardar os interesses do morador do Bairro São José, das tradições do Recife e do carnaval pernambucano.




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VEGETAÇÃO DO NORDESTE

Como trabalhar nesse região | Fonte da imagem: todoestudo



COMO TRABALHAR NESSA REGIÃO





    Sabemos que a região nordeste do Brasil é muito diversificada entre seus nove estados; sabemos também que suas sub-regiões meio norte, sertão, agreste e zona da mata, para se compreender às suas peculiaridades, é fundamental que possamos analisar as relações sócio culturais estabelecidas na atividade econômica desses locais. Geralmente, quando falamos de Nordeste, muita gente associa como sendo um local de pobreza, seca e muitos problemas de ordem socioeconômica. 




como trabalhar nessa região | Fonte da imagem: thuanegabriella-




     No entanto isso é apena uma imaginação do passado que se torna as vezes preconceituosa, o estudo das sub-regiões, proporciona uma análise mais clara do que essas sub-regiões significa para o Nordeste em termos de belezas naturais e manifestações culturais de cada sub-região. Hoje vamos falar um pouco de uma dessas sub-regiões; que é o “Agreste”. Essa área é uma área onde sua vegetação predomina a caatinga, e se localiza na região do Nordeste. Ela é muito rica em sua cultura e apesar do clima seco, é possível encontrar algumas pequenas áreas úmidas. 




Como trabalhar nessa região | Fonte da imagem: todamateria





       Chamamos de agreste porque essa área fica entre a Zona da Mata e o Sertão, no Nordeste do nosso país. Essa é uma região semiárida e o bioma que predomina neste local, é a caatinga. Em algumas regiões, podemos encontra pequenas áreas úmidas e também brejos, onde são desenvolvidas áreas agrícolas. Essa área estreita geograficamente, fica paralela à costa do oceano atlântico, que vai do Rio Grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe. O clima se torna mais úmido quando vai se aproximando da Zona da Mata e na medida que se aproxima mais do Sertão o clima vai ficando mais quente e seco com paisagens áridas. Temos grandes cidades situadas no Agreste, são elas: Garanhuns e Caruaru, no estado de Pernambuco, na Paraíba fica Campina Grande, no Sergipe, fica Itabaiana, e em Alagoas fica Arapiraca. Essa mesorregião do Nordeste, por se encontrar no Planalto da Borborema, as altitudes no Agreste variam entre 500m e 800m, as maiores do Nordeste brasileiro. Por conta disso, as massas de ar carregada com umidades provenientes do Oceano Atlântico, perdem força nessa região, causando intensas chuvas (chamadas orográficas). 




Como trabalhar nessa região | Fonte da imagem: Fiveprime





     Também existem secas, em quase toda parte do Agreste e em toda Zona da Mata, além de grandes secas dentro do Sertão. As principais fontes de renda no Agreste, ficam por conta do artesanato, cujos produtos costumam ser negociados em grandes feiras e centros comerciais, localizados nesses grandes centros, como na cidade de Caruaru em Pernambuco, Campina Grande na Paraíba em Feira de Santana na Bahia, em Arapiraca, Alagoas e em Itabaiana no estado de Sergipe. No Agreste, predominam pequenas e médias propriedades rurais onde se desenvolvem a policultura (cultivo de diversos tipos de plantas) e a pecuária leiteira. Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do Nordeste brasileiro, a Zona da Mata. É no Agreste onde possui os maiores festivais de São João do Mundo: o de Campina Grande e o de Caruaru. São festivais que se centram na figura do milho, que é o único dos grandes cereais nativo da América, e a base alimentar dos incas. (Civilização sul-americana). 

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