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NEWTON AVELINO

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30 outubro, 2020

AS RENDEIRAS DO NORDESTE: MULHRES QUE ENCANTAM O MUNDO TECENDO SUAS CRIATIVIDADES ATRAVÉS DAS RENDAS QUE FAZEM DA PARTE DA ARTE E CULTURA NORDESTINA

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UM NORDESTE IMAGINÁRIO ATRAVÉS DA ARTE E CULTURA DAS RENDEIRAS NORDESTINAS ATRAVÉS DAS SUAS CRIATIVIDADES ENTRE BILROS E ALMOFADAS





      Todo mundo sabe, e não é nem uma novidade pra ninguém que, o artesanato nordestino é um dos mais ricos do Brasil, e que encanta a todos, quando o ver. Sabemos também que, essa região,  é muito conhecida pelas suas belezas naturais e pelos seus encantos, e por toda uma gama de coisas que fazem parte dessa história e da sua história dentro do contexto cultural dessa região. Se formos falar de artesanato nordestino, teríamos vários temas e vários contextos, porque dentro disto,  que estamos falando, o artesanato regional é feito com vários materiais ou matéria-prima que o divide dentro desse suporte. 


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      Como nossa cultura ou quase toda nossa cultura, foi influencia pela cultura europeia, africana e indígena, não seria prudente e muito menos de se esperar que,  o nosso artesanato, tivesse influência que não fosse pelos descobridores do nosso país, dentre várias vertentes do artesanato nordestino, sendo assim, temos a certeza e convicção que a renda tenha entrado lá pelo século XIX quando foi à época da chegada da família real, e que trouxe novas modas e costumes. Nessa época, abriram os portos para o ingresso de tecidos, arremates e linhas. Os tipos, as tramas e os modos de fazer foram disseminados, especialmente, pelas mãos das “sinhazinhas” portuguesas e de freiras de várias nacionalidades e irmandades, que ensinaram a arte de tecer as peças, emprestando os materiais e técnicas às mucamas, mocinhas prendadas e nativas. A importância dos trabalhos de agulha nas casas-grandes foi registrada, inclusive, por viajantes, que descreveram o espaço onde senhoras e escravas elaboravam suas rendas e bordados. Sabemos que em todo nordeste existe rendeira e rendas, mas tem um dos estados nordestinos que é tradicional em fazer renda é o estado do Ceará. 


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      Essa arte, foi introduzida no Ceará por mulheres de colonos portugueses, no século XVII e durante muitos anos elas, as rendeiras, foram aprimorando seus conhecimentos e produzindo uma renda de qualidade e que, foram sendo exportadas para a Europa e se tornando um produto bem conhecido na Europa de ótima qualidade. As rendas são sempre confeccionadas em cima de uma almofada recheada com palha de carnaúba, onde é inserido um desenho que serve como molde para o trançado dos bilros. Para bordar, as rendeiras utilizam pedaços de madeira colados a um coco típico da região conhecido como 'tucum'. O ofício dessas mulheres proporciona uma viagem ao imaginário feminino. As rendeiras, são mulheres que tecem o dia a dia com finos fios, e que, quando estão tecendo, contam contos, cantam, fumam, menino chora, panela queima, mais elas estão concentradas em seu mundo de arte e imaginário do artista popular. Elas foram inspiração para a música do Rei do Baião, cantada por Luis Gonzaga e de autoria de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Mulher Rendeira ou Mulé Rendeira, ou Muié Rendeira. Então, vemos que essa arte de fazer renda, ela foi introduzida no nordeste brasileiro, mas ela foi sendo aprimorada e melhorada e tendo o formato da cultura popular nordestina e até hoje, essa tradição é mantida e se aprimorando cada vez mais sem perder a forma tradicional de produção. O ofício de rendeira proporciona uma viagem ao imaginário feminino são mulheres que tecem o dia a dia com finos fios. A força que emana da tradição de tramar as linhas é real. E o fio que conecta essas mulheres, entre gerações de uma mesma família, é que parece torná-las o que são: mulheres que lutam bravamente e que, ao mesmo tempo, desempenham um ofício minucioso e delicado. 


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      Com paciência e maestria, seguem fazendo a renda da mesma forma que outras muitas gerações de mulheres de sua família já faziam, mas revisitam e atualizam as formas e os pontos que fazem hoje. De modo que, estão ao mesmo tempo, com um pé no passado e outro no presente. Na verdade, os primeiros artesãos surgiram no período neolítico 6.000 a.c quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais. Sabemos que no Brasil, o artesanato também pode ter surgido nesse período com os índios nossos mais antigos artesãos, porque quando os portugueses aportaram aqui no Brasil, eles já encontraram a arte da pintura utilizando peguimentos naturais, a cesta e a cerâmica, isso sem falar na plumaria, tangs, cocares e outras peças de vestuário. O artesanato é o próprio trabalho manual utilizando-se de matérias-prima natural do ‘habitat’ onde as pessoas vivem. Essa forma artesanal de fazer renda surgiu nos fins da idade média, sobretudo na França, Itália, Inglaterra e Alemanha. A renda chegou ao Brasil no século XVIII, através das famílias portuguesas colonizadoras, um ofício praticado pelas moças de fino trato. Existe uma lenda sobre a origem dessa arte que diz o seguinte: um jovem pescador usando pela primeira vez uma rede de pescar tecida pela sua noiva, apanhou do fundo do mar uma belíssima alga petrificada, que ofereceu à sua eleita. Algum Tempo depois, partiu rumo a guerra. A noiva, saudosa e com pensamento voltado para o noivo, um dia, teceu outra rede que reproduziu o modelo da alga; os fios dessa rede eram terminados por pequenos chumbos.



08 outubro, 2020

DIA 08 DE OUTUBRO DIA DO NORDESTINO: UMA HOMENAGEM AOS NORDESTINOS ESPALHADOS PELO MUNDO

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SER NORDESTINO ANTES DE MAIS NADA É TER A SATISFAÇÃO DE MORAR VIVER EM UMA DAS MAIS BELAS REGIÕES DO BRASIL




      Ser nordestino, ser do nordeste, antes de mais nada, é um orgulho para quem tem o prazer de ser dessa terra abençoada. É ter orgulho dos que revolucionaram essa terra abençoada por Deus, é ter história pra contar, é ser de uma terra onde canta o sabiá, mas também de uma terra onde os que revolucionaram ela, ficaram na história para ser contada como: Antônio Conselheiro, Castro Alves, Lampião, Patativa do Assaré, Zumbi dos Palmares, Maria Bonita, Raquel de Queiroz, Dandora, Adalgisa Rodrigues Cavalcante, Rui Barbosa, Chico Science, Jorge Amado e tantos outros que fizeram desta terra um oásis de sabedoria, lutas e vitórias, e consagraram essa região como uma nação nordestina. 


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      Ser dessa terra é poder andar de cabeça erguida é ter cultura para mostrar. Ser Nordestino, é saber que aqui, onde canta o sabiá, também é, onde se bebe da água cristalina da sabedoria popular. Ser nordestino, é ser Gil, é ser Gal, é ser Caetano, é ser Armandinho, Dodô e Osmar. Ser do nordeste, é saber que foi por aqui que o Brasil começou, é ter um orgulho imenso de ser popular, de poder dizer que esse rincão é o maior pedaço da nação com nove estados cada um igualzinho ao outro todos os irmãos com uma cultura só pra contar. 


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      Ser nordestino, é ter construído uma nação com suas próprias mãos e ter dado sangue, suor e lágrimas pela sua pátria amada. Ser do nordeste é ter um orgulho arretado de pode comer cuscuz com coco, é poder se lambuzar com o mel do engenho, é poder comer galinhada com piqui é poder comer arroz de leite, é poder comer baião de dois com carne de sol bebendo suco das frutas frescas dessa terra, é poder se lambuzar com a doçura de sua gente. Ser nordestino é poder ter o topete de não se rebaixar e nem  baixar a cabeça pra ninguém. Ser do nordeste, antes de mais nada, é ser um bravo, é ser alegre, é poder olhar olho no olho e gritar que é nordestino. Ser dessa região brasileira, é antes de mais nada um sortudo de ter nascido aqui, porque Deus nos presenteou com esse paraíso chamado de nordeste. Ser do nordeste, é ter a felicidade de poder ter nascido na região onde existe por metro quadrado, mais artistas populares, do que em qualquer parte do mundo, ser do nordeste é ter nascido num celeiro cultural, a céu aberto onde os ensinamentos da vida ajuda a moldar a cultura de cada um cidadão nordestino. Ser nordestino, é mostra que aqui, onde nasceu o Brasil, nasceu também os costumes, o folclore e a arte de todo um povo que só pensa em ser feliz. Ser nordestino é poder dizer que ele mora onde você passa suas férias, onde o tropicalismo nasceu, onde a capoeira vingou onde os mestres e menestréis viveram e vivem. 


<img src=”http://www.aartedenewtonavelino.com/imagem.jpg” alt=”vaqueiro nordestino” />



      Ser do nordeste é comer acarajé no tabuleiro da baiana, é mostrar que o forró é daqui, o frevo é daqui, o samba é daqui, o xaxado e o baião também são daqui, o coco de roda também é daqui. Ser nordestino, é saber que, nunca se negou suas origens. Ser nordestino é ter orgulho de ter uma linda história pra contar e poder falar para alguém que esse solo além de ser sagrado, é popular, é de gente que faz história, que faz cultura, é de gente popular. Minhas sinceras homenagens a minha terra, a esse povo maravilhoso, a essa gente linda que faz dessa região do Brasil, uma região muito especial.

11 setembro, 2020

UM PASSEIO DENTRO DA HISTÓRIA DO CANGAÇO FAZ A CULTURA NORDESTINA ENRIQUECER DENTRO DO CONTEXTO CULTURAL DA HISTÓRIA POPULAR

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 UM PASSEIO PELAS TRILHAS DO RIO SÃO FRANCISCO LEVA VOCÊ A VIVER A HISTÓRIA DO CANGAÇO DENTRO DO SERTÃO NORDESTINO



 

As histórias de personagens lendários e populares que viveram dentro da região do nordeste brasileiro, e são nordestinos, são histórias que até hoje, enriquece a história da cultura popular dessa região. Existem dezenas de milhares de outros personagens no anonimato, mas também podemos ver alguns outros personagens mais famosos dentro da literatura de cordéis e dentro da própria história popular cultural e contextual do nordeste brasileiro. Mas hoje vamos falar de uma dessas personagens que até hoje é reverenciado ou não, pelos nordestinos. Vamos falar de Virgulino Ferreira da Silva, "o Lampião". 


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       Temos que falar dele porque para falar da rota do cangaço, como turismo, é preciso se falar de quem fez essa rota, como rota de escape para fugas; e hoje serve de ponto turístico onde traz geração de emprego e renda para essa região. 1770 foi o ano em que começou o Cangaço na cidade de Glória de Goitá, no estado de Pernambuco. Esse movimento foi um movimento de revolta e rodou por quase todo o sertão nordestino e teve seu auge na década 1920, com a fama do cangaceiro Virgulino Lampião. Esse movimento aconteceu por quase vinte anos, e durante esse período, foi perseguido pelas autoridades policiais. Ele era herói justiceiro para alguns e bandido para outros, o que se sabe é que lampião, metia medo por onde passava muitas vítimas quando não aceitava o que ele determinava. 


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      No ano de 1938, uma diligência saída da cidade de Piranhas, no estado de Alagoas, comandada pelo tenente João Bezerra da Silva, fez uma emboscada e pôs fim no cangaço. O bando que estava com Lampião, incluindo sua mulher, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, foram executados na Grota de Angicos, município de Poço Redondo, em Sergipe. Foi então que por esta fama, a partir de 1997, um projeto implementou o turismo nas terras percorridas pelo bando cangaceiro, constituindo atualmente a Rota do Cangaço, que nada mais é hoje que um ponto turístico. As cidades desse percurso, cresceram, e em cada ponto desse trajeto, foi criado pontos de apoio e de história do que se passou por esse caminho, no passado. A cidade de Piranhas no estado de Alagoas, é a porta de entrada para a rota do cangaço. A arte nordestina está diretamente agregada a cultura popular do nordeste brasileiro, seja direta ou indiretamente falando de qualquer contexto cultural dessa região. 


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      O passeio, de quatro horas e meia, saindo do atracadouro de Piranhas. Você navega pelo leito natural do Rio São Francisco até o distrito de Entremontes, aonde vai conhecer de perto o rendendê, bordado típico da região. Dali, o catamarã segue para o ponto de onde sai a trilha que leva à Grota de Angico, já no município de Poço Redondo, em Sergipe, lugar onde Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram mortos durante uma emboscada. A cidade de Entremontes, Piranhas e Delmiro Gouveia em Alagoas, Canindé do São Francisco e Poço Redondo em Sergipe, formam um conjunto de atrações que permitem intitulá-los como a Rota turismo do Cangaço. Esse conjunto arquitetônico regional de cenário de filme, é real e que divide os estados de Alagoas e Sergipe, mostra que dentro do sertão nordestino, existe algo muito belo para ser visto. As belas paisagens naturais do sertão nordestino impulsionam cada vez mais o acesso atrativo do Baixo São Francisco em uma região onde a união do Rio com as belezas do bioma da caatinga presenciou o maior movimento do Nordeste brasileiro que foi o Cangaço. Na rota do cangaço, o turista vai ter como atrativos: trilhas maravilhosas, um bioma exuberante de ser visto, tem passeio de catamarã pelo velho chico, o turista vai conhecer a história do cangaço e tudo que se passou por ali na época do cangaço. Você vai ter Casario do povoado de Entremontes, mulheres bordadeiras de Entremontes, casario antigo e bem conservado que fazem parte da arquitetura local, um pequeno museu na Cia do Bordado que abriga peças antigas da arte do rendendê e o Atracadouro de Entremontes em Alagoas. Você também terá uma boa infraestrutura de hotelaria e um cardápio regional bem sugestivo. Para você chegar a Rota do Cangaço, são 217 km saindo de Aracaju no estado de Sergipe, a estrada é bem conservada, mas boa parte do trajeto é em pista de mão dupla com muitos caminhões. Para quem vem de Maceió no estado de Alagoas, são 266 km até a cidade de Piranhas, pela AL-220. Vindo ao nordeste do Brasil, procure conhecer esse lugar; procure um guia turístico credenciado para que você não tenha dor de cabeça em seu passeio. Nesta Pandemia, muito cuidado com aglomeração. Use máscara e lave as mãos com sabão, passe álcool geo nas mãos.

20 agosto, 2020

VENDEDORES AMBULANTES AQUECEM O MERCADO INFORMAL DENTRO DA REGIÃO NORDESTE COM SUAS MERCADORIAS

Vendedor ambulante de roupas de praia









COMÉRCIO INFORMAL MOSTRA SUA FORÇA ECONÔMICA DENTRO DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL ATRAVÉS DE SUAS VENDAS




      O emprego informal no Brasil de uns tempos para cá, virou quase uma febre, não por modismo, mas por necessidade que o trabalhador brasileiro tem da falta de empregos formal. Sem emprego e renda, para o trabalhador brasileiro, a realidade na sua vida social, econômica e cultural se tornou um problema muito grande. E isso, no nordeste brasileiro, se multiplica por quatro ou cinco vezes de dificuldades dentro de sua família , já que essa região é uma região que não detém grandes indústrias nacionais, como no sudeste do Brasil.  



Vendedor de tapioca na praia no carrinho artesanal
 

      Em tempos de pandemia, ainda se torna mais cruel para todos os trabalhadores, mais os mais pobres são os mais afetados.. Então, o jeito é improvisar, para sobreviver com ou sem renda e de arrochos econômicos. Antes de toda essa onda de pandemia, o emprego informal sempre teve aquecido com suas vendas, mas, ao mesmo tempo, essas pessoas não conseguem ter seus direitos sociais (adquiridos) por lei, e isso é um problema para quem precisa de saúde pública de boa qualidade, de educação pública de boa qualidade, ou de segurança pública de boa qualidade, pois, cada vez mais, essas necessidades básicas, estão  mais longe da sociedade brasileira. Cada vez mais, essas pessoas são esquecidas pelo estado e pela sociedade num contexto socialmente falando. 

Vendedor ambulante de boias de praia


      Então vamos lá. Num país onde o sujeito é obrigado a pagar uma carga tributária exorbitante, e isso vem persistindo em quase todos os governos que atuaram no Brasil, isso, não tem como o trabalhador brasileiro, seja ele, informal ou formal, conseguir equilibrar suas finanças e aí quem paga o pato são todos eles. Porém, essa prática de emprego informal dentro de uma carga tributária que exige da sociedade brasileira, ficar cada vez mais pesada que através de imposto onde o trabalhador é obrigado a pagar e com isso seu poder de compra fica cada vez mais baixo e uma camada mais pobre dessa sociedade, fica cada vez mais pobre, eis aí que, fazer parte dessa cenas urbanas brasileiras se tornou quase que cultural. Mas particularmente falando de nordeste, isso tem uma identidade desde o Brasil colônia, a começar pelas feiras livres, onde essas cenas são comuns dentro do nordeste brasileiro. As feiras livres é uma manifestação da cultura popular brasileira desde a época do Brasil colônia que se manteve crescendo e desenvolveu esse comércio informal cada vez mais próximo do consumidor. 

Vendedor de bijuteria de praia



      E o comércio informal que vemos hoje dentro e fora dessas feiras vem crescendo há cada dia, seja por falta de emprego formal ou não, o que vemos é que esses ambulantes ultrapassaram as fronteiras das feiras livres e se espalharam pelas ruas vielas e becos dessa região chamada de nordeste do Brasil. O mais curioso nisso tudo é que, eles conseguem ir a onde o cliente está seja nos centros urbanos, seja na orla, seja nas zonas urbanas, seja nos pequenos lugares escondidos dentro do sertão nordestino. Isso se torna cultural para essa região do Brasil e porque não dizer, para todo o Brasil. Um exemplo que você pode ter é: O ambulante pode vender uma rede de dormir para uma pessoa em uma sub região nordestina, seja lá onde for que ele esteja, e um outro vendedor de rede pode vender a mesma rede a um turista na orla nordestina. Isso chamamos de logística comercial. O ambulante pode vender o que quiser em vários lugares dessa região e os compradores vão está lá pra comprar. O turista e o nativo dessas regiões sempre estarão onde os vendedores ambulantes estão porque isso é cultural dentro desta região. O que leva isso acontecer é, a necessidade que se dá do trabalhador informal ter que se sujeitar a um sub emprego que ele não vai saber ou não, se tem a capacidade de saber se vai lhe render, ou não um orçamente justo para que no final do mês ele pague suas contas. Afinal de contas, ele também tem seus compromissos para assumir no final do mês como pagar aluguel, água, luz, colégio para filhos, comprar seus alimentos e por aí vai. Nessa região nordestina, você pode ver ambulantes vendendo todo tipo de mercadoria: do coco verde, a sanduíche natural, de óculos de sombra a cocada, de frutas e coquetéis de frutas, a sorvete e por aí a região vai vendo um comércio aquecendo suas vendas que depende indiretamente de outros setores do turismo para que ele seja promissor. Mas nessa pandemia atual, é claro que esse tipo de comércio além de ter sido prejudicado, ele ainda trouxe muitos prejuízos para quem dependia dele. Por outro lado, é claro que as autoridades, estão cumprindo as exigências básicas da OMS e é por isso que a quarentena tem que existir e o distanciamento com o uso de máscara e álcool nas mãos para ver se controla esse vírus. O comércio informal, num todo, ele só começa a aquecer suas vendas, na alta estação, pois, o nordeste brasileiro é invadido por turistas nacionais e internacionais e isso consegue alegrar os vendedores ambulantes dessa região, afinal de contas, é mais gente com vontade de comprar, e eles vão atrás desses compradores. O mais importante é que as pessoas agora nesse período de pandemia, se cuidem, e usem máscaras, fiquem no isolamento, lavem as mãos com sabão, faça o distanciamento, e usem álcool nas mãos. Até passar esse período de pandemia, é bom as pessoas terem educação e respeito umas pelas outras pessoas que estão se prevenindo. Seja um cidadão consciente.



 






02 agosto, 2020

COSTUMES E TRADIÇÕES DO NORDESTE BRASILEIRO FAZEM A ARTE E A CULTURA DESSA REGIÃO

COSTUMES E TRADIÇÕES DO NORDESTE BRASILEIRO FAZEM A ARTE E A CULTURA DESSA REGIÃO







A ARTE E A CULTURA DO NORDESTE BRASILEIRO DENTRO DO CALENDÁRIO FESTIVO 







      Falar de Nordeste, é falar arte e cultura, falar de pernambuco é falar tradição, falar de história, falar de frevo, maracatur, xaxado e bião. Eu costumo dizer que Recife, é a capital da cultura e da arte do Nordeste brasileiro. O nordeste brasileiro é um celeiro cultural do Brasil, pois, falar de Brasil e não falar de Nordeste brasileiro, então não é falar da cultura deste país. Sabemos que o Brasil é multicultural, mas o Nordeste brasileiro é quem exporta cultura para os quatro cantos do Brasil. 


COSTUMES E TRADIÇÕES DO NORDESTE BRASILEIRO FAZEM A ARTE E A CULTURA DESSA REGIÃO



      Chego a me atrever em dizer que, 70% da arte e dos artista brasileiros, são nordestinos. Essa comprovação é matemática, e matemática sendo uma ciência exata eu não me atrevo dizer o contrário do que disse antes, como mesmo disse um poeta nordestino. O que acontece é que, Pernambuco além de ter a tradição e ser criadora de vários suportes culturais, e além disso, ainda preservar e criar novas vertentes dentro da arte, e manter o tradicional com o moderno andando junto, isso dá todo direito de recife ser a capital cultural do nordeste brasileiro. 


COSTUMES E TRADIÇÕES DO NORDESTE BRASILEIRO FAZEM A ARTE E A CULTURA DESSA REGIÃO



      Isso não quer dizer que os outros oito estados dessa região não tenha cultura e nem preserve a cultura de raiz, pelo contrário, todos tem suas cultura particular, todos tem o seu folclore regional e todos fazem o que Recife faz, porém, essa cidade pernambucana, ela exala e respira arte e mostra para o mundo que também é exportadora de cultura.  Três rítmos pernambucanos e três danças de pernambuco que nos faz admirar ainda mais esse estado, por elas serem construídas e serem genuinamente pernambucanas  são eles ou elas: o frevo, o maracatu rural e o caboclinho. Só aqui, você ver o quanto o nordeste brasileiro é rico em cultura regional.  O frevo, musicalmente, surgiu da combinação de vários RITMOS como maxixe, o tango brasileiro, a quadrilha, o galope e, mais particularmente, o dobrado e a polca-marcha. 


COSTUMES E TRADIÇÕES DO NORDESTE BRASILEIRO FAZEM A ARTE E A CULTURA DESSA REGIÃO




      O termo frevo é uma derivação do verbo ferver . Em 2007, o frevo completou cem anos, e foi declarado patrimônio nacional imaterial. O Maracatu Rural: Ele é  muito popular,de origem indígena, nasceu nos canaviais na zona da mata norte de Pernambuco no século XX. A dança mostra a saga dos plantadores de cana-de-açúcar,os guerreiros do canavial. Antes de saírem para dançar,os cablocos bebem o azougue,um coquetel,que mistura pólvora,limão e cachaça que serve para dar animação e força para carregarem por horas as fantasias que chegando a pesar 40 quilos. O CABOCLINHO: De origem indígena,é bastante tradicional em Pernambuco. Talvez o ritmo mais antigo do Brasil,pois eu primeiro registro foi feito em 1584. A dança representa batalhas,caçadas e colheitas com músicas leves e ligeiras que soam ao som dos reco-recos,pífanos e ganzás. Sem falar das coreografias que são muito ricas e exigem muita desenvoltura e agilidade. A cultura pernambucana é uma das mais ativas, ricas e muito diversificadas do Brasil. Como todas as outras culturas dos outros estados do nordeste, ele tem sua base luso-brasileira, com influência indigena, africana, e holandesa. Pernambuco, é uma terra que respira diversidade cultural. Nas ruas ou em centros culturais, ritmos como maracatu e frevo guiam o turista pelo Estado, num passeio que tem história, boemia e praias. O folclore é o conjunto das criações de uma comunidade cultural, baseada nas suas tradições de um grupo ou de indivíduos, que expressam sua identidade cultural e social, além dos seus costumes e valores que se transitem oralmente, passando de geração em geração. Então, cada estado dos nove estados nordestinos, tem o seu folclore, do seu jeito, e conforme suas tradições, mas que na verdade, sempre chegam no final alguns sao parecidíssimos  com outros, só muda o nome. Sendo assim, vemos que essa região brasileira é riquíssima em tradições culturais que encantam o mundo, não só ao Brasil mas ao mundo. O bumba meu boi fica entre Piauí e o Maranhão, o coco de roda entre a Paraíba e Alagoas, o Ceará já é mais para o humor, o Rio Grande do Norte já é mais para o Pastoril, a Bahia a capoeira, e assim o Nordeste brasileiro vai mostrando ao mundo o seu valor cultural.


16 julho, 2020

PADRE CÍCERO: UMA DEVOÇÃO E UMA PAIXÃO ENTRE OS ROMEIROS DEVOTOS DESSE HOMEM QUE É QUASE COMO SANTO DENTRO DO SERTÃO DO NORDESTE BRASILEIRO


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AS ROMARIAS QUE ACONTECEM NO NORDESTE BRASILEIRO MOSTRAM A DEVOÇÃO DO SERTANEJO AO PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA 





      A região Nordeste do Brasil, é uma região muito religiosa e festeira, os nordestinos, são pessoas que tem uma profunda fé e que durante todo o ano, realizam festas comemorativas aos santos da igreja católicas. Durante todo o ano, costumamos ver o turismo religioso dentro dos estados dessa região, isso comprova o quanto eles são pessoas de fé fervorosa. Os santos da igreja católica são homenageados em cada cidade nordestina, eles são padroeiros de muitas cidades dentro dessa região, pois, muitas igrejas, e muitos municípios, onde essas igrejas estão, tem como padroeiros. 


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      Estes santos da igreja católica tais como: São João, São Pedro, São José, Santo Antônio, São Francisco e tantos outros. São padroeiros de milhares de cidades nordestinas. E, isso se torna, um meio de geração de emprego e renda durante os dias de festas e devoção, de cada um desses padroeiros. Mas hoje vamos falar, de um personagem que tem milhares de devotos fervorosos seguindo ele, vamos falar do Padre Cícero Romão Batista. Ele também é conhecido como Padre Cícero, ou "Padim Ciço"; para os fieis. Ele foi um religioso católico que nasceu na cidade do Crato no estado do Ceará e que viveu entre os séculos XlX e XX. Tudo começa na cidade de Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, localizada na região Metropolitana do Cariri, no sul do estado, distante uns 491 km da capital, fortaleza. 


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      Essa cidade, fica localizada a uma altitude de 377 metros do nível do mar. Ela ocupa uma área de 249 km², e tem uma população de 270. 383 habitantes. Nessa cidade, no ano de 1889, Padre Cícero ganhou notoriedade no Nordeste, pois, foi um fato, que ganhou repercussão nacional. Conta-se que, durante uma missa na igreja na cidade de Juazeiro, no Ceará, a hóstia consagrada por ele, transformou-se em sangue na boca de uma mulher. A população local começou a considerar ele um milagreiro. A igreja, não concordando com os acontecimentos, considerou ele como místico, e o proibiu de exercer o sacerdócio. Passados dez anos, do episódio, padre Cicero viajou para Roma em 1898 onde conseguiu a absolvição do Papa Leão XIII. Porém, continuou proibido de celebrar missas. Então ele entrou para a vida política e se tornou prefeito da cidade de Juazeiro por 15 anos. Depois de sua morte em 20 de julho de 1934, tornou-se uma das principais figuras religiosas da história e do país. Seu túmulo até hoje, é um dos pontos de peregrinação mais importantes do Brasil. Ele foi declarado santo pelo povo nordestino que vive no sertão do Nordeste Brasileiro. Os romeiros, aparecem de todos os cantos e de todos os lados quando chega a época da celebração do seu aniversário; romarias e mais romarias com destino a cidade de Juazeiro são vistas pelas estradas estaduais e federais que cortam a região nordeste do Brasil. A devoção ao Padre, leva aproximadamente doze milhões de pessoas todos os anos à Basílica do Santuário de Nossa Senhora das Dores em Juazeiro do Norte no Ceará, onde existe uma grande estátua do Padre. 


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      Esse monumento em homenagem ao Padre Cícero Romão Batista, foi inaugurada no dia 01 de novembro de 1959, no alto da Serra do Catolé ou, como é mais conhecida, Colina do Horto, pelo então prefeito Mauro Sampaio. Essa estátua, tem 27 metros de altura, e é considerada a terceira maior do mundo, em concreto, escupida por Armando Lacerda em um local que era sempre escolhido pelo sacerdote, para os seus retiros espirituais. Do lado, existe um museu Vivo e, do outro, um enorme quadro da ceia larga com 17 × 4 m, enquanto há alguns metros sendo construída a igreja de Bom Jesus do Horto. Como essa cidade nordestina, existem milhares de outras, com Santos da igreja católica como padroeiro dessas cidades. Vindo ao Brasil ou vindo ao nordeste, procure conhecer esses lugares maravilhosos dentro do Nordeste, só assim você vai compreender a cultura desse lugar.


13 julho, 2020

A ARTE NORDESTINA E SEU FOLCLORE REGIONAL MOSTRAM A RIQUEZA DE DETALHES DENTRO DA CULTURA REGIONAL BRASILEIRA

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 A CULTURA E A ARTE NORDESTINA MOSTRAM OS SEUS ASPECTOS CULTURAIS E AS DIVERSIDADES DENTRO E FORA DESSA REGIÃO BRASILEIRA





      Se tem uma região que gosta muito de valorizar e mostrar a sua cultura, essa região se chama o Nordeste brasileiro. A cultura dessa região, é muito diversificada dentre a imensidão dos seus nove estados. A culinária, suas danças e músicas tradicionais, suas festas típicas, seu artesanato, enfim, todos seu folclore. Isso faz dessa região, um celeiro cultural do Brasil. 


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      Hoje vamos falar das danças tradicionais do Nordeste. Falaremos do Xaxado, Baião e o Xote. O xaxado praticamente foi inventado na época do cangaço. O xaxado é uma dança típica nordestina, que está ligada diretamente a Lampião e seus companheiros de volante. Nos anos 20 O cangaceiro Virgulino Lampião,foi recrutado para participar do bando do Senhor Pereira; durante alguns anos, ele foi um dos cangaceiros desse grupo, logo depois de 1922, o Senhor Pereira deixa o sertão e vai para Goiás, Lampião assume o bando, e passa a ser o chefe de seu próprio bando. Nessa época, os cangaceiros quando ganhavam alguma luta, davam carrapetas de sachar, ou seja, eles tinham suas próprias coreografias nas danças em comemoração à alguma coisa de bom para eles e de ruim para os outros; talvez tenha sido através disso, a criação dessa dança chamada de xaxado. Tem alguns historiadores que falam que essa dança é uma adaptação de danças portuguesas. No início, denominava-se Xaxado, apenas a música que era usada como fundo para a dança pisada, existe uma diferença entre Xaxado que é a música e a pisada que é a dança. Alguns outros historiadores falam que o Xaxado é uma dança de origem pernambucana provinda do agreste e sertão, ou seja, das regiões da caatinga (mata branca), região de clima seco e vegetação espinhenta. Foi criada pelos cangaceiros e tinha como finalidade comemorar a batalha ganha. Como vemos, o xaxado realmente pode fazer parte da cultura popular nordestina. O interessante, e que, nisso tudo, temos a mistura do baião, xote e o próprio xaxado dentro da cultura Nordestina. 


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      O xote é outra dança da cultura regional que tem influência europeia, mas como toda cultura brasileira, o povo brasileiro conseguiu adaptar e deu outra roupagem musical a ele, criando assim o xote malandro, o xote pé de serra, xote de forró e o xote de matuto que é uma dança mais diferente, parecendo com a marcação de música escocesa. Já o baião é um gênero de música e dança da região do Nordeste do Brasil, derivado de um tipo de lundu, denominado baiano. Ele tem uma mistura musical que utiliza vários instrumentos tais como: a viola, triangulo, flauta e outros instrumentos. Essa mistura musical de estilos musicais da cultura e da arte nordestina nos remete as cenas interioranas do nosso nordeste brasileiro que constrói essa musicalidade dentro da cultura popular, e que só enriquece a nossa história dentro do cenário brasileiro e mundial. 


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      A verdade é que, a arte nordestina, sempre se renova mas mantendo o tradicional dentro da sua cultura. As variedades de estilos musicais dentro dessa cultura, faz revelar a capacidade de criação de tantos artistas populares, que seria redundante dizer quantos seriam eles dentro da arte regional brasileira. A capacidade de criação da arte da cultura nordestina de gêneros e de estilos, é a marca que esse povo tem em fazer cultura, arte e história dentro da sua própria história. O Nordeste, falando culturalmente, podemos dizer que ele é para o Brasil, o celeiro de uma infinidade de histórias culturais da arte e da cultura popular do Brasil. Hoje podemos afirmar sem sombra de dúvidas que o tradicional, pode muito bem andar de braços dados com o moderno, sem perder ou tirar à essência das características de cada um desses maravilhosos artistas.

05 julho, 2020

A ARTE NORDESTINA DAS QUEBRADEIRAS DE COCO DO NORDESTE BRASILEIRO QUE FAZEM PARTE DA CULTURA EXTRATIVISTA DA SUB REGIÃO MEIO NORTE

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AS MULHERES QUEBRADEIRAS DE COCO QUE FAZEM PARTE DA ARTE NORDESTINA DENTRO DA CULTURA NORDESTINA E DO EXTRATIVISMO BRASILEIRO



      No interior nordestino, existem alguns meios de trabalho braçais que, não são nem valorizados e muito menos, bem remunerado. Além do mais, são meios muito primitivos que ainda são usados nas sub regiões nordestinas para muita família conseguir tirar o meio de sobrevivência de suas famílias. Vamos falar hoje, das mulheres que vivem o dia a dia de um trabalho muito cansativo e que rende pouco para o seu sustento e o sustento de sua família. Vamos falar das tiradoras de cocos babaçu. Do meio norte em diante, essa é uma prática comum e que faz parte da cultura dessa região onde elas vivem. Do Piauí, Pará e uma parte do Amazonas você encontra essa palmeira. 



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      Ela é uma árvore nativa do Brasil, da família das palmeiras. É encontrada nas regiões Nordeste e norte do Brasil. A maior concentração dessa palmeira fica no estado do Piauí e Maranhão, mas também pode ser encontrada no Estado do Ceará, Tocantins e Minas Gerais as margens do Rio São Francisco. Vamos falar das quebradeiras de coco babaçu. Essas mulheres formam grupos em comunidades extrativistas do estado onde elas residem, geralmente nos estados piauí, Pará, Maranhão ou Tocantins. Basicamente, são pessoas que se levantam para irem cedo para o trabalho dentro dessas reservas extrativistas, às vezes só tomam um cafezinho sem outro tipo de alimento e saem para a labuta. Dentro das reservas, elas se distribuem em grupos para começarem a sua luta do dia a dia dentro do trabalho que elas exercem. Elas têm seus modos próprios dentro do manejo e de organização de suas atividades. Dispersas pelas áreas de ocorrência da palmeira babaçu, as quebradeiras desenvolveram modos peculiares de manejo da terra, além de um código próprio de organização de sua atividade. Possuem como fonte de renda familiar principal ou secundária a coleta e quebra do fruto do babaçueiro, de modo a separar a amêndoa da casca. A semente do coco babaçu é oleaginosa, sendo utilizada como matéria-prima para diversos produtos manufaturados, além de servirem de alimento para as quebradeiras e suas famílias. Babaçu é o nome genérico dado às palmeiras oleaginosas pertencentes à família Palmaceae e integrantes dos gêneros Attalea e Orbignya. Do fruto, nada se desperdiça. Aproveitam-se as folhas para a construção dos tetos e do isolamento térmico das casas; da palha, nascem cestos que guardam e carregam; da casca, obtém-se o carvão; do caule, o adubo para fertilizar as plantações agrícolas; da polpa (mesocarpo), desenvolve-se uma farinha altamente nutritiva; das amêndoas, extrai-se o óleo, um dos mais versáteis do mundo e confecciona-se sabão, leite de coco, remédios naturais e, segundo as pesquisas científicas mais recentes, biocombustível. 

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      Da folha que pode chegar a 20 metros de altura e tem inflorescência em cachos, pode se usar em telhados para casas, cestas e muitos outros objetos de artesanato. Do seu caule, pode ser feito adubo e estrutura de construções, da casca do coco produzo-se carvão para fazer o fogo, é do seu mesocarpo, o mingau usado na nutrição infantil. A palmeira do coco babaçu alcança entre 10 a 30 metros de altura e pode atingir a produção plena após 15 anos. Os frutos produzidos são extremamente apreciados, por todo Brasil, tanto pela fauna silvestre, quanto pelos humanos. Os frutos dão em cachos, em média 3 a 5 por cada safra, com 300 a 500 cocos cada um. No tempo da maturação, os frutos caem no solo e a coleta desses frutos ocorrem de maneira natural, sem agredir o meio ambiente ou danificar a árvore. Em áreas degradadas ou com baixa densidade, de palmeiras, existe um tipo de manejo comum e sustentável que envolve a concentração a partir de mudas de palmeiras produtivas, com a separação de seus cocos maduros e de boa qualidade, para serem espalhados pela área afetada. 

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      A tarefa fica a cargo das cerca de 300 mil mulheres brasileiras, espalhadas pelos estados do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí — área que aglutina o Cerrado, a Caatinga e a Floresta Amazônica, especialmente rica em babaçuais (a árvore do babaçu). O ofício dessas mulheres, é aprendido de geração em geração. Isso já existe há (séculos) famílias esquecidas num Brasil interiorano, num Brasil desigual desproporcionalmente falando, que tem riquezas naturais abundantes de recursos e também de especulação territorial e conflitos rurais. Um verdadeiro absurdo. Essas mulheres, munidas de seus cofos(cestos feitos de palha de babaçu, para carregar os cocos)e machados, coube enfrentar jagunços, cercas e o machismo, e mesmo a pobreza e a negação do Estado em reconhecer seus direitos, dos seus antepassados adquiridos. Depois de tudo isso, elas se passaram a se denominar como QUEBRADEIRAS DE COCO BABAÇU. Elas, depois de muitos anos, foram reconhecidas e se organizaram. Com o passar do tempo, elas passaram a reforçar sua identidade coletiva enquanto se reuniam para quebrar coco, muitas vezes nos quintais de suas casas. Nos anos de 1980 explodiram os conflitos de terras; disputas que ameaçavam os territórios tradicionais, ocupados por anos pelos grupos, mas que não possuíam documentação, dando a eles, direitos para a exploração dessas reservas extrativistas. Grileiros e fazendeiros, de forma violenta, ameaçavam e expulsavam essas comunidades, cercavam a mata, afastavam as famílias do babaçual, renegavam a elas pequenos pedaços de terra, onde não era possível fazer roça e nem acessar o babaçu. Depois de muitas lutas na justiça, elas conseguiram o direito e a legalização de poderem fazer a extração do coco babaçu dentro dessas reservas extrativista. Esse é mais ou menos o retrato de um Brasil que o mundo talvez não conheça, mas que é real dentro do contexto. É muito triste, mas é a realidade de um Brasil que está muito além do que deveria ser. Poderia ser um país mais justo e com uma distribuição de renda mais justa. Um país continental como este, não precisa ter as desigualdades que tem, pois, aqui tem muita riqueza, só precisa se bem distribuidas.

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