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NEWTON AVELINO

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30 outubro, 2020

AS RENDEIRAS DO NORDESTE: MULHRES QUE ENCANTAM O MUNDO TECENDO SUAS CRIATIVIDADES ATRAVÉS DAS RENDAS QUE FAZEM DA PARTE DA ARTE E CULTURA NORDESTINA

img alt='rendeira fazendo renda' src='cultura e arte nordestina ' title='rendeira fazendo renda de bilro'






UM NORDESTE IMAGINÁRIO ATRAVÉS DA ARTE E CULTURA DAS RENDEIRAS NORDESTINAS ATRAVÉS DAS SUAS CRIATIVIDADES ENTRE BILROS E ALMOFADAS





      Todo mundo sabe, e não é nem uma novidade pra ninguém que, o artesanato nordestino é um dos mais ricos do Brasil, e que encanta a todos, quando o ver. Sabemos também que, essa região,  é muito conhecida pelas suas belezas naturais e pelos seus encantos, e por toda uma gama de coisas que fazem parte dessa história e da sua história dentro do contexto cultural dessa região. Se formos falar de artesanato nordestino, teríamos vários temas e vários contextos, porque dentro disto,  que estamos falando, o artesanato regional é feito com vários materiais ou matéria-prima que o divide dentro desse suporte. 


img alt='rendeira fazendo renda colorida' src='regiao de arte e cultura ' title=' rendeira'


      Como nossa cultura ou quase toda nossa cultura, foi influencia pela cultura europeia, africana e indígena, não seria prudente e muito menos de se esperar que,  o nosso artesanato, tivesse influência que não fosse pelos descobridores do nosso país, dentre várias vertentes do artesanato nordestino, sendo assim, temos a certeza e convicção que a renda tenha entrado lá pelo século XIX quando foi à época da chegada da família real, e que trouxe novas modas e costumes. Nessa época, abriram os portos para o ingresso de tecidos, arremates e linhas. Os tipos, as tramas e os modos de fazer foram disseminados, especialmente, pelas mãos das “sinhazinhas” portuguesas e de freiras de várias nacionalidades e irmandades, que ensinaram a arte de tecer as peças, emprestando os materiais e técnicas às mucamas, mocinhas prendadas e nativas. A importância dos trabalhos de agulha nas casas-grandes foi registrada, inclusive, por viajantes, que descreveram o espaço onde senhoras e escravas elaboravam suas rendas e bordados. Sabemos que em todo nordeste existe rendeira e rendas, mas tem um dos estados nordestinos que é tradicional em fazer renda é o estado do Ceará. 


img alt='rendeira tecendo renda de bilro' src='a arte e cultura nordestina ' title='a rendeira


      Essa arte, foi introduzida no Ceará por mulheres de colonos portugueses, no século XVII e durante muitos anos elas, as rendeiras, foram aprimorando seus conhecimentos e produzindo uma renda de qualidade e que, foram sendo exportadas para a Europa e se tornando um produto bem conhecido na Europa de ótima qualidade. As rendas são sempre confeccionadas em cima de uma almofada recheada com palha de carnaúba, onde é inserido um desenho que serve como molde para o trançado dos bilros. Para bordar, as rendeiras utilizam pedaços de madeira colados a um coco típico da região conhecido como 'tucum'. O ofício dessas mulheres proporciona uma viagem ao imaginário feminino. As rendeiras, são mulheres que tecem o dia a dia com finos fios, e que, quando estão tecendo, contam contos, cantam, fumam, menino chora, panela queima, mais elas estão concentradas em seu mundo de arte e imaginário do artista popular. Elas foram inspiração para a música do Rei do Baião, cantada por Luis Gonzaga e de autoria de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Mulher Rendeira ou Mulé Rendeira, ou Muié Rendeira. Então, vemos que essa arte de fazer renda, ela foi introduzida no nordeste brasileiro, mas ela foi sendo aprimorada e melhorada e tendo o formato da cultura popular nordestina e até hoje, essa tradição é mantida e se aprimorando cada vez mais sem perder a forma tradicional de produção. O ofício de rendeira proporciona uma viagem ao imaginário feminino são mulheres que tecem o dia a dia com finos fios. A força que emana da tradição de tramar as linhas é real. E o fio que conecta essas mulheres, entre gerações de uma mesma família, é que parece torná-las o que são: mulheres que lutam bravamente e que, ao mesmo tempo, desempenham um ofício minucioso e delicado. 


img alt='renda de bilro com a rendeira' src='a arte nordestina da rendeira ' title='cultura e arte nordestina'


      Com paciência e maestria, seguem fazendo a renda da mesma forma que outras muitas gerações de mulheres de sua família já faziam, mas revisitam e atualizam as formas e os pontos que fazem hoje. De modo que, estão ao mesmo tempo, com um pé no passado e outro no presente. Na verdade, os primeiros artesãos surgiram no período neolítico 6.000 a.c quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais. Sabemos que no Brasil, o artesanato também pode ter surgido nesse período com os índios nossos mais antigos artesãos, porque quando os portugueses aportaram aqui no Brasil, eles já encontraram a arte da pintura utilizando peguimentos naturais, a cesta e a cerâmica, isso sem falar na plumaria, tangs, cocares e outras peças de vestuário. O artesanato é o próprio trabalho manual utilizando-se de matérias-prima natural do ‘habitat’ onde as pessoas vivem. Essa forma artesanal de fazer renda surgiu nos fins da idade média, sobretudo na França, Itália, Inglaterra e Alemanha. A renda chegou ao Brasil no século XVIII, através das famílias portuguesas colonizadoras, um ofício praticado pelas moças de fino trato. Existe uma lenda sobre a origem dessa arte que diz o seguinte: um jovem pescador usando pela primeira vez uma rede de pescar tecida pela sua noiva, apanhou do fundo do mar uma belíssima alga petrificada, que ofereceu à sua eleita. Algum Tempo depois, partiu rumo a guerra. A noiva, saudosa e com pensamento voltado para o noivo, um dia, teceu outra rede que reproduziu o modelo da alga; os fios dessa rede eram terminados por pequenos chumbos.



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