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29 maio, 2014

SERTÃO CULTURAL

                                
                                                                                       Fonte da imagem: crato
                                                         


                                                                              
                                                 CULTURA DO SERTÃO
    



    As Bodegas que existiram e ainda existem no sertão do Nordeste brasileiro, fazem parte da história dessa região. Elas eram a opção e a melhor forma que os sertanejos tinham de comprar os seus alimentos e algumas bugigangas que eles precisavam em casa.

    
    No sertão, essas mercearias sempre foi ponto de paradas, tanto para quem mora nos vilarejos ou para quem mora nos sítios e fazendas da região. Essas bodegas eram rústicas de tal forma que o pão ainda era enrolado com papel grosso de embrulho, ou você ainda comprava tudo pela metade como, por exemplo: Meio quilo de feijão, de arroz, farinha etc.

     

     Nessas Bodegas de tudo um pouco existia lá. De fumo a pavio de candeeiro, de prego a alpargatas de rabichos, ou até mesmo chocalho para animais. Essas bodegas eram realmente um shopping de antigamente, de tudo tinha um pouco.

      

      As suas prateleiras eram cheias de cachaças de todos os tipos e gostos, a escolha dos clientes. De cocadas a rapadura, de brote a bolacha de leite do sertão, tudo isso você podia achar nessas maravilhosas vendas. O sertanejo sempre foi criativo e para o lado de comércio, aí é que ele dá um show. Ele só precisa de capital para investir um pouco.

      

      Era muito comum ver esse tipo de comércio nos confins do Sertão do Nordeste do Brasil. Nessas mercearias era comum se comprar fiado realmente. As cadernetas eram o cartão de créditos que os sertanejos usavam nesse caso aqui. O bodegueiro vendia realmente fiado porque os sertanejos que compravam, honravam realmente os seus compromissos com aquele comércio.

      

      O balcão dessas bodegas eram o máximo, além de ser de madeira maciça ele tinha uma tremenda balança com vários pesos ao lado que eram usados para pesar cada produto adquirido por quem ia comprar. Dentro daquelas bodegas a gente podia ver o querosene da marca jacaré, os sacos de farinha, feijão e arroz.

      

      Também os bodegueiros vendiam em suas bodegas chumbo e pólvora para espingardas de soca que eram muito comuns na época para caça no sertão. O proprietário tinha a mania de colocar a caneta entre a orelha e ainda tinha a mania de ficar batendo papo, jogando conversa fora com os clientes.

      

     Essas maravilhosas mercearias a gente podia encontrar a famosa mortadela, queijo coalho junto com algumas tranças de alho branco e roxo e uma variedade de muitas bugigangas. As bodegas fazem parte da história do sertão do Nordeste.