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13 novembro, 2015

O GRITO DA SECA

                                                                             
                                                 Fonte da imagem: geoensino

                                   


                                                          PODERIA SER UM OÁSIS    

      



       Não é mole não, viver no sertão. Até rimou, mas só rimou, porque morar nessa sub-região do nordeste brasileiro, não é fácil. Ela fica entre o meio norte que é seco e o agreste, que é úmido, ela é a maior das mesorregiões do Nordeste, e faz parte de quase todas das Unidades Federativas nordestinas. Com um clima quente e seco, chamado de semiárido, ele é influenciado pelos períodos prolongados de secas. 


      

       O sertão tem muitos rios, mais são temporários, e milhares de açudes que agora também estão secando e deixando um flagelo de destruição no campo.  Devemos salientar que nessa região tem algumas áreas úmidas que chamamos de brejo. A vegetação nordestina é única no mundo a chamada Caatinga, e que durante os períodos de secas, também passa do verde para o cinza. Essa região foi e ainda continua sendo marcada pela fome e sede. 


      

     Quando eu falo dessa região, eu estou falando do “Sertão” e não de todo o nordeste. Eu falo só dessa sub-região nordestina. Quando tem chuvas no sertão, é uma maravilha para todos os sertanejos, pois é o ouro que Deus manda para eles. 


      

      A agricultura se fortalece, renasce o emprego e renda e todos saem ganhando, principalmente as pessoas das cidades, que consomem o alimento mais barato. Muitas pessoas se aproveitam do comércio da seca, pois sabem que é lucro certo levar água para o campo nas épocas de secas prolongadas. 


      

       Essa região do sertão era pra ser tratada com mais carinho, porque é daí que poderíamos chamar de celeiro do Brasil, isso se tivesse água em abundância, mas não tem, infelizmente. O solo dessa região não é profundo e tem baixa capacidade de infiltração. Porém nas bacias sedimentares, os solos são profundos e permitem uma maior infiltração e um melhor suprimento de água. Sendo assim vemos que a seca é um terror para o sertão, para o nordeste, e para todo um ciclo que depende da produção dessa região. Vemos que afeta o rural e o urbano.


       

        Morar no sertão seu moço, não é mole não, apenas tem que ter sangue nos olhos e ser antes de tudo, o forte. Resta as pessoas que moram nessas regiões, cobrarem mais aos responsáveis por elas, aqueles que estão administrando. O sertão é o retrato do homem do campo, é a cultura que corre pelas veias de quem lá nasceu e de quem mora. O nosso sertão é a passagem lúdica do homem chamado de sertanejo. O sertão de artistas, poetas, trovadores e senhores, menestréis e cantores.


       

       Ele também serviu de inspiração para um dos maiores dos seus filhos declamar uma poesia. “Quando eu vim do sertão seu moço do meu dodocó, meu malote era um saco e o cadeado era um nó, só trazia a coragem e a cara, viajando num pau de arara, eu penei, mas aqui cheguei. Então vemos que naquela época já era difícil as coisas nessa região, e de lá pra cá pouca coisa foi feita para amenizar o sofrimento desses sertanejos. Mas o sertão sobrevive, os homens, não!


                                                                             
                                                 Fonte da imagem: geoensino

                                   


                                                          PODERIA SER UM OÁSIS    

      



       Não é mole não, viver no sertão. Até rimou, mas só rimou, porque morar nessa sub-região do nordeste brasileiro, não é fácil. Ela fica entre o meio norte que é seco e o agreste, que é úmido, ela é a maior das mesorregiões do Nordeste, e faz parte de quase todas das Unidades Federativas nordestinas. Com um clima quente e seco, chamado de semiárido, ele é influenciado pelos períodos prolongados de secas. 


      

       O sertão tem muitos rios, mais são temporários, e milhares de açudes que agora também estão secando e deixando um flagelo de destruição no campo.  Devemos salientar que nessa região tem algumas áreas úmidas que chamamos de brejo. A vegetação nordestina é única no mundo a chamada Caatinga, e que durante os períodos de secas, também passa do verde para o cinza. Essa região foi e ainda continua sendo marcada pela fome e sede. 


      

     Quando eu falo dessa região, eu estou falando do “Sertão” e não de todo o nordeste. Eu falo só dessa sub-região nordestina. Quando tem chuvas no sertão, é uma maravilha para todos os sertanejos, pois é o ouro que Deus manda para eles. 


      

      A agricultura se fortalece, renasce o emprego e renda e todos saem ganhando, principalmente as pessoas das cidades, que consomem o alimento mais barato. Muitas pessoas se aproveitam do comércio da seca, pois sabem que é lucro certo levar água para o campo nas épocas de secas prolongadas. 


      

       Essa região do sertão era pra ser tratada com mais carinho, porque é daí que poderíamos chamar de celeiro do Brasil, isso se tivesse água em abundância, mas não tem, infelizmente. O solo dessa região não é profundo e tem baixa capacidade de infiltração. Porém nas bacias sedimentares, os solos são profundos e permitem uma maior infiltração e um melhor suprimento de água. Sendo assim vemos que a seca é um terror para o sertão, para o nordeste, e para todo um ciclo que depende da produção dessa região. Vemos que afeta o rural e o urbano.


       

        Morar no sertão seu moço, não é mole não, apenas tem que ter sangue nos olhos e ser antes de tudo, o forte. Resta as pessoas que moram nessas regiões, cobrarem mais aos responsáveis por elas, aqueles que estão administrando. O sertão é o retrato do homem do campo, é a cultura que corre pelas veias de quem lá nasceu e de quem mora. O nosso sertão é a passagem lúdica do homem chamado de sertanejo. O sertão de artistas, poetas, trovadores e senhores, menestréis e cantores.


       

       Ele também serviu de inspiração para um dos maiores dos seus filhos declamar uma poesia. “Quando eu vim do sertão seu moço do meu dodocó, meu malote era um saco e o cadeado era um nó, só trazia a coragem e a cara, viajando num pau de arara, eu penei, mas aqui cheguei. Então vemos que naquela época já era difícil as coisas nessa região, e de lá pra cá pouca coisa foi feita para amenizar o sofrimento desses sertanejos. Mas o sertão sobrevive, os homens, não!


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