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10 fevereiro, 2016

BLOCO CARNAVALESCO



Fonte da imagem: opovocomanoticia




BACALHAU DO BATATA




     A criatividade do Brasileiro é muito fértil, e se tratando de nordestino, nem se fala. Podemos ver isso nas festas comemorativas, tantos as pagãs como as festas cristãs. No carnaval, por exemplo, a gente ver todo tipo de fantasia de adereços e paetês. 



     Brincadeiras à parte, o que seria do nordestino e do Brasileiro se não fosse esse nosso jeito de ser extrovertido e brincalhão. Pois bem, as fantasias feitas para o carnaval são fantasias que superam as expectativas dos foliões e das pessoas que lá estão brincando e assistindo essa maravilha de festa.




     Durante os três dias de carnaval a turma brinca e se diverte bastante, porém tem pessoas que nesse período não tem nenhuma chance de brincar, foi pensando nisso, que um garçom da cidade de Olinda formou seu próprio bloco, sendo hoje, um dos mais conhecidos de Pernambuco e até do Brasil. 


      Esse bloco sai na quarta-feira de cinzas pelas ladeiras da cidade de Olinda arrastando uma multidão de foliões. O bloco, cujo estandarte é um bacalhau, juntamente com muitos outros ingredientes da cozinha nordestina.



     Criado há 53 anos pelo garçom Isaías Pereira da Silva, mas conhecido como “Batata” que não conseguia brincar durante o carnaval porque estava trabalhando, fez esse bloco para garantir a diversão dos que não tinham condições de brincar durante essa festa. Na manhã da quarta-feira de cinza os foliões desse bloco já começam a se reunir no Alto da Sé em Olinda, aguardando a saída do bloco. 



      Alguns foliões ainda fantasiados de outras agremiações, chegam para acompanhar o bacalhau do batata pelas ruas de Olinda. O seu estandarte pesa aproximadamente uns 30 kg e a tradição do bloco foi mantida mesmo após a morte do seu fundador em 1993. 



    O responsável pelas confecções da alegoria do bloco é Carlos Couto, que sai no bloco há 50 anos e não existe motivo para desanimação no final do carnaval, porque, para ele, o carnaval está começando na quarta-feira de cinzas, pois é quando começa a subir e descer as ladeiras de Olinda para que possa encerrar o carnaval pernambucano na manhã da quarta-feira. Sendo assim, “viva o bloco bacalhau do batata, viva o carnaval pernambucano”.





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