TRABALHO DE UM VAQUEIRO – A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro: TRABALHO DE UM VAQUEIROBlog de Arte e Cultura A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro: TRABALHO DE UM VAQUEIRO A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro: TRABALHO DE UM VAQUEIROBlog de Arte e Cultura A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro: TRABALHO DE UM VAQUEIROBlog de Arte e Cultura

SEGUIDORES

Página Inicial Biografia Produtos Galeria O que dizem Jornalista Links Entrevistas Contato

08 maio, 2016

TRABALHO DE UM VAQUEIRO

BOI ENCARETADO | Fonte da imagem: blogdoartursantos










BOI ENCARETADO







     O nordeste brasileiro é uma região que pode surpreender muita gente que não a conhece, e até mesmo quem a conhece, pois ela tem uma vegetação rasteira com muitas árvores de médio e de grande porte, em algumas partes. Essa região, pode ter essa mesma vegetação fechada com vários tipos de árvores, como por exemplo, a jurema, o umbuzeiro, o marmeleiro, o mandacaru, a faveleira, o xique xique e o pinhão bravo, dentre tantos outros. 





      Também dentro do nordeste brasileiro existe uma faixa que é chamada de sertão, que tem uma série de arvores típica desse bioma, diga-se de passagem, que é o único no mundo, você dentro dessa área, você pode encontrar caatinga seca e agrupada, caatinga seca e espalhada, caatinga arbustiva densa, caatinga das serras, caatinga da chapada e por aí vai. 





      Você pode encontrar um terreno arenoso e desértico, pode também encontrar terreno com piçarra, com pedregulho, com alto relevo, e baixo relevo, pode encontrar terreno muito difícil de acesso, e de difícil meio de locomoção. São várias vertentes que levam a gente acreditar que esse é um tipo de terreno que não se pode subestimar. 





      Então são por essas e outras, que vemos o quanto o homem do campo, o nordestino nato, o vaqueiro, o sertanejo, o quanto ele é hábil nesse tipo de terreno, seja fazendo o seu trabalho que é procurando alguma vaca desgarrada ou perdida do rebanho da fazenda, ou seja procurando algum meio de sobrevivência familiar para o seu sustento, ou mesmo na agricultura familiar. 





      Nesse caso nós vamos falar do quanto é importante o trabalhos desses homens heróis da resistência no dia a dia da sua labuta com o gado. O vaqueiro é um tipo de personagem popular que enfrenta as adversidades para conseguir fazer a sua parte no dia a dia do seu trabalho. 





      O dia a dia de um vaqueiro nordestino começa mesmo antes do arraiar do dia, ele separa as vacas dos bezerros, para poderem tirar o leite das vacas, esse leite é tanto para o consumo de casa quanto para vender, ou até fabricar o queijo ou a coalhada. Bem, mas na verdade, depois de tudo isso, as vezes ele é preciso sair pelo sertão em busca de alguma vaca perdida ou que fugiu do rebanho da fazenda. Não é fácil entrar dentro da caatinga para captura algum animal perdido, o que é chamado no sertão nordestino como a “pega do boi”. 





      O vaqueiro quando vai em busca desses animais perdidos, eles entram dentro da caatinga fechada ou em campo aberto chamado de capoeira, e andam todo com trajes devidamente feitos de couro para que eles não se machuquem e nem machuquem o cavalo a onde está montado. 





      Na maioria das vezes, eles machucam o seu rosto e chegam até a sangrar, mas sempre conseguem trazer a vaca fujona, tendo enfim pego o animal que fugiu da fazenda, eles encaretam esse mesmo animal com uma espécie de máscara feita de couro, e trazem o animal já encaretado, para a fazenda, a onde o patrão vai tomar as providências para que aquele animal não fuja mais do seu habitat natural. E um serviço árduo que só foi reconhecido como profissão, recentemente. 





      O vaqueiro do sertão do nordeste brasileiro, ele acima de tudo, é um herói da caatinga, pois enfrenta chuva, frio, seca e sol, ele sempre está lá para servir o seu patrão ou a si mesmo. Por isso eu vejo que esse personagem tem uma história sempre reservada na cultura popular do nordeste do Brasil.

















Nenhum comentário: