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29 outubro, 2016

AFUGENTADOS PELAS SECAS

SEDE, FOME E MISÉRIA | blog tv web sertão











SEDE, FOME E MISÉRIA











       Falar de Nordeste brasileiro e não falar de seca, fome e miséria, isso pode se tornar uma ideologia totalmente deturpada, porque eu falo isso, porque sabemos que o Nordeste brasileiro não é só fome, miséria e sede, claro que não, sabemos que essa região tem lugares lindíssimos, pontos turísticos magníficos, tem uma cultura rica em todos os aspectos, um povo acolhedor e que participam de processos de criação da sua cultura. 





        Pois bem, mas não seria para nós interessante, falar das belezas magnificas dessa região sem falar dos seus problemas crônicos que avassalam com esse povo sertanejo que moram na zona central do semiárido? Será que nos sentiríamos felizes em vermos nossos irmãos sofrendo em consequências das intermitentes secas? Não podemos falar de Nordeste brasileiro sem tocarmos na ferida crônica que assola essa sub-região nordestina, que é o sertão. 






       Em 1938 Graciliano Ramos lançou o romance “Vidas Secas”. Essa obra, que talvez seja a mais famosa do autor, ele já retratava as histórias vividas por retirantes, que deixavam o Sertão para fugir da seca. Depois de muitos anos, ou seja, quase 80 anos depois, a história se repete no sertão Pernambucano e em outras sub-regiões do sertão nordestino. Mais de 1 milhão de pessoas que vivem no sertão nordestino, sofrem com as consequências das secas, isso é só em Pernambuco, imagine nos outros estados da Região Nordestina. 






        É comum, encontrarmos na zona rural de alguns estados nordestinos, vilarejos com casas abandonadas. Esses sertanejos fugindo das secas, deixam as suas propriedades, as suas terras e tudo que tem por lá, para fugir da seca. Saem a procura de melhorias em outras cidades do mesmo estado e até de outros estados. Muitos reservatórios de água, já entraram em colapso. Não é fácil produzir em algum lugar que não tenha água. 






           Muitos carros pipas, ainda são a salvação de algumas famílias, pois a água chega através desses caminhões, pois é um projeto mantido pelos governos estaduais e federal. Essa pouca água que é distribuída pelos governos estaduais e federal, ela é racionada, e que serve só para consumo, pois para plantar, claro que não dá. Isso leva ao caos toda esperança de quem mora na roça e deseja plantar para sobreviver e dá de comer aos seus. 






          Não é fácil para quem mora por essas bandas. É muito fácil criticar as pessoas, quando a gente não conhece os problemas do lugar, difícil é a pessoa vir morar e fazer o que esses sertanejos fazem. Se ninguém planta na roça, não terá comida na mesa de quem mora na cidade, a tendência é aumentar os preços dessa comida que chega via importação ou de outros estados. Então vemos que esse problema é crônico, e que ninguém conseguiu ainda dá uma solução para esse caso tão sério, que ocorre no sertão 






       Nordestino. Não vou falar aqui de A, B, ou C, eu só quero ver atitudes para os poderes públicos, conseguirem acabar com essa falta d’água no sertão do Nordeste brasileiro. Nos últimos doze anos, o projeto de transposição do Rio São Francisco, cortou o semiárido nordestino, quero apenas ver, se vai ser a solução, pois ainda não saiu do papel todo o projeto, e ninguém sabe quando pode sair. Considero um bom projeto pois invés da água se perder no oceano, ela vai matar a sede de milhões de Nordestinos. Espero sinceramente que seja a solução para a falta d’água do Nordeste brasileiro, pois quem tem sede e fome, não pode esperar.






 







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