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30 outubro, 2016

A BAIANIDADE DA BAHIA

FOLIA FORA DE ÉPOCA | Fonte da imagem: camaroteoceania











FOLIA FORA DE ÉPOCA







       A cultura nordestina, é mesmo diversificada com várias ramificações de gênero culturais e com influência de várias etnias. A região Nordeste por si só, já é um celeiro de artistas, que fazem parte do cenário nacional e internacional, com várias ideologias culturais e sociais, e que sempre são artistas que estão na vanguarda. Vamos falar aqui, das misturas de ritmos, de sons e classes sociais que são arrastadas por esse turbilhão de emoções quando eles estão em plena avenida da cidade de Salvador, a capital da Bahia, e em qualquer outra cidade do Brasil. 






       Vamos falar um pouco, desses carros eletrificados e que na verdade, animam os carnavais fora de época das grandes, médias e pequenas cidades que ficam na região do Nordeste do Brasil e porque não dizer, de todo o Brasil. Mas para tudo isso funcionar hoje, e ter virado uma grande indústria de geração de emprego e renda nessa região, nas épocas das festas, foi preciso alguém ter dado o primeiro pontapé para que isso hoje, estivesse funcionando como está. Estamos falando do “trio elétrico”. 






       O primeiro Trio Elétrico, surgiu na década de 40, e os responsáveis por isso foram os músicos Dodô e Osmar, eles lançaram o “pau elétrico”, o primeiro instrumento eletrificado que não dava microfonia. Eles eram amigos e parceiros de músicas, isso em 1938. Em 1950 os dois saíram em cima de um carro Ford 1929, que eles batizaram de “fubica”. Em cima desse carro, eles passaram a tocar as músicas de frevo do Recife, e tocavam com os instrumentos fabricados por eles. 






       Então foi daí que nasceu a dupla elétrica, que, com suas “guitarras baianas”, começaram a tocar uma espécie de frevo eletrificado. Já em 1951, um outro músico se juntou à dupla Dodô e Osmar para tocar um terceiro instrumento chamado de “pau elétrico”, então foi assim que começou a nascer o Trio Elétrico do carnaval da Bahia. A partir daí, já em 1952 ganharam um caminhão de uma empresa de refrigerantes, para se apresentarem no carnaval da Bahia, digamos que era uma espécie de patrocínio da época. 






       A partir daí, no carnaval fora de época foi criando formatos mais profissional ano após anos, chegando até os dias de hoje, e que na verdade, antes de ser uma grande festa, virou um grande negócio e que gera muitos empregos diretos e indiretos em todos os níveis. Como diz o poeta cancioneiro, “de todos os santos encantos e axé sagrado e profano o baiano é carnaval”, “ alegria...alegria é o estado que é chamado de Bahia”, então é isso, o baiano é isso, alegria, carnaval e Bahia.  






        Seria muito, mas muito difícil se existisse a Bahia e não tivesse os trios que se tornaram   essa identidade que já nasceu no sangue da Bahia. E depois que passou a época de Dodô e Osmar, os percursores dessa história dos trios elétricos, têm que se passar por Morais Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Armandinho, Aroldo, André, Betinho, os novos Baianos, Gil e Caetano que fizeram parte da tropicália e tantos outros como: Ivete, Carlinhos, o Brown e muitos outros artistas baianos que faz a baianidade dessa linda Bahia. 






       Essa turma, abriram as portas para essa geração de grandes cantores baianos que fazem sucesso até hoje. Então é isso, por aí vemos o quanto o Nordeste é um celeiro de grandes artistas de várias vertentes. A praça Castro Alves foi palco de grandes festas e é um símbolo da cultura, da ideologia e da etnia dessa massa chamada de Bahia. Não é à toa que Salvador é uma cidade cosmopolita, pois lá tem várias tribos, várias etnias, credos e de vários outros países. O trio elétrico tem essa magia de reunir as pessoas que gostam desse tipo e estilo de som, ou seja, hoje é conhecido como o “axé music”.





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