, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 11/04/16

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    4 de nov de 2016

    SOFRIMENTO NO SERTÃO

    REGIÃO ESQUECIDAS | Blog do Bollog













    REGIÃO ESQUECIDA








          Vamos falar hoje, de um meio de transporte muito comum até nos dias de hoje no sertão do Nordeste brasileiro, que é o “Pau de Arara”. Esses caminhões, surgiram no século passado, e fazem parte da cultura sertaneja. O “Pau de Arara”, é o nome dado a um meio de transporte que nos dias de hoje, é considerado irregular, mas que, é muito utilizado dentro do Nordeste, nas áreas mais remotas do sertão nordestino. 





          O semiárido brasileiro é uma das áreas brasileiras que quase não existe infraestrutura, e sendo assim, as pessoas improvisam do jeito que podem para poderem se locomover nessa região. O termo migrou para designar o meio de transporte improvisado, em razão da algazarra feita pelas aves, igual ao dos passageiros que usavam o pau de arara. Esse país é um país continental, com vários problemas sociais, econômicos e eu diria mais, cultural. 





          Bem, mais aí, os nordestinos se cansaram de esperar por infraestrutura nessas áreas do sertão brasileiro e nos anos 40, improvisaram caminhões como meio de transporte de pessoas e de cargas. O nome pau de arara designa uma vara utilizada no interior do país para o transporte de araras, papagaios e outras espécies de pássaros. Segundo o folclorista Câmara Cascudo. Esses caminhões, têm sua carroceria adaptada com tábuas em pranchas, colocadas na posição transversal em suas carrocerias e que servem de bancos. 





          Sua parte estrutural eles usam tábuas na vertical em formato de gaiola, então na parte superior eles colocam uma lona, como proteção contra chuvas e o sol. Nos anos 40, e 50, se usavam esse meio de transporte para transportar nordestinos para outras regiões do país. Esses nordestinos eram conhecidos como “paus de araras” ou como “baiano” ou mesmo com “paraíba”, como se o Nordeste fosse só esses estados. 





           Então até hoje, sempre quem quer atingir o nordestino, com algum tipo de preconceito, terminam se tornando “ridículas” pois algumas pessoas falam de uma coisa irreal, que não tem procedência, e que eles não conhecem a história, nem dos nordestinos e nem do nordeste brasileiro, para poderem falar sobre essa região tão linda e que a cada dia, revela um artista para o Brasil. Acho até que, se alguns não olharem o mapa do Brasil e forem falar de Nordeste brasileiro, talvez não saibam nem dizer, quantos estados tem na Região Nordeste do Brasil. 





          Talvez alguns fale “paraíba” ou baiano, porque achem que o Nordeste do Brasil só tenha esses dois estados. A imigração de Nordestinos para o sudeste do país, foi feita através de caminhões paus de araras, a infraestrutura naquela época, quase não existia, então as pessoas para fugirem da fome e da sede, que era avassaladora, usavam esses caminhões adaptados para irem rumo as suas conquistas e seus ideais, e muitos voltavam com a certeza de que a cidade grande é apenas, uma doce ilusão de ótica. 





           Na imensidão do sertão nordestino, em muitas das estradas vicinais, que não existe fiscalização, esses caminhões ainda imperam, ajudando ao povo pobre do sertão, a se locomoverem para algum outro lugar. O rei do “baião” Luiz Gonzaga, homenageou esse meio de transporte e ao povo nordestino, com uma bela canção, “último pau de arara”. Sabemos que, com toda precariedade de infraestrutura no interior do Brasil e do Nordeste principalmente, tais como escola, hospital e segurança pública, esses caminhões terminam se perpetuando dentro do bioma nordestino, pois eles ainda servem como transporte escolar, transporte de passageiros, feirantes e cargas, e até para romeiros. Esse tipo de transporte é ilegal nas principais rodovias do país, mas que, eles ainda são vistos em feiras livres dentro do sertão nordestino. Quer queiram ou não, eles fazem parte da cultura Nordestina. Não é o transporte mais adequado e mais seguro do mundo, mas esses caminhões ainda rodam por boa parte de alguns lugarejos vicinais dentro do semiárido do Nordeste brasileiro.









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