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A “MÃO” DE MILHO
O nordeste é mesmo surpreendente, tanto no cultural, como no econômico e social. Em pleno século XXI ainda vemos que tem algumas coisas que são preservadas e que são praticadas como na época do Brasil colônia.
Uma delas é praticada em feiras livres, ou em centros urbanos. Sabemos que a colheita do milho é no mês de junho e, consequentemente, o comércio informal dessa safra começa a movimentar emprego e renda para famílias de baixa renda.
Vamos falar do vendedor de milho, principalmente na época junina. Na região nordeste, é muito comum em cada esquina você vê-lo vendendo o seu produto para as pessoas que queiram fazer pamonha, milho assado, milho cozido, canjica e outras comidas derivadas.
Sabemos também, que depende muito das chuvas ou não, para o preço do milho ser um preço razoável para o consumidor, mesmo nessa época onde o consumo aumenta.
Dessa forma, é sempre bom as pessoas pechincharem, pois elas podem ter um bom desconto na hora da compra. Ele é negociado de várias formas, uma delas é a “mão de milho”, a outra é por unidade.
A “mão” de milho contém 52 espigas e são negociadas com preços menores ou maiores, depende muito do horário da feira e de vendedor para vendedor, havendo uma variação entre 20, 25 e pode chegar até 35 reais.
Sendo assim, todos os dias, toneladas de espigas são comercializadas no local. O que garante a matéria prima para as donas de casa que nunca abrem mão dos pratos típicos e fazendo com que dessa forma o lucro dos comerciantes esteja garantido, desde que saibam negociar.
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