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15 fevereiro, 2016

CARRANCAS DE BARRO






A ARTE DO VELHO CHICO




      Pernambuco tem uma diversidade de vertentes culturais em algumas de suas sub regiões: no agreste pernambucano, a obra do mestre Vitalino, no sertão, precisamente às margens do Rio São Francisco, as carrancas de barro e de madeiras, também no agreste existem as rendeiras, já na zona da mata, o trabalho em tapeçaria, e por aí vai. Vamos falar aqui nas “carrancas” feitas de barro e quem é retirado das margens do São Francisco.




       Dizem os mais antigos, que essa cultura começou lá pelo século XlX com um objetivo comercial que gerasse emprego e renda para eles. Como o movimento de embarcações levando mercadorias pelo Rio São Francisco, era intenso nessa época, os barqueiros começaram a usá-la nas embarcações para poderem chamar atenção da população ribeirinha. Depois, as pessoas começaram a usar as “carrancas” para espantar maus espíritos. Depois de muitos anos elas começaram a ser mais valorizadas como objetos de arte, e são feitas agora, e vendidas não como objeto decorativo, mas sim, como obras de arte.




      Já as carrancas de barro não tem a mesma função que é a de proteger os barcos dos maus espirito, já que os navegantes e os ribeirinhos do São Francisco pensam assim. Essa é uma cultura dessa região. Por isso nós vemos, que as “carrancas de barro” diferente da feita de madeira, elas já nasceram das mãos do artesão, como peças artísticas mais valorizadas pelos admiradores da arte popular e, diferentemente da outra, elas não podem ser peças decorativas de embarcações. 



     
     Carrancas é uma tradição nessa região de Petrolina, elas são definidas como figuras de cara feia e disforme, indicativo de mau humor, isso já está lá no Aurélio. Ana das Carrancas é uma dessas artistas mais conhecidas pelas bandas do Velho Chico, porém essa artista também é conhecida internacionalmente. A obra dessa artista é diferenciada das outras. 



   
   A característica plástica que predomina em todas carrancas, corresponde ao fato delas apresentarem fisionomias de cabeça de humanos, figuras de animais e por aí vai depende da imaginação de cada artesão. Os traços marcantes dessas figuras quase mitológicas, são as vastas cabeleiras e os olhos de humanos que elas possuem. Sendo assim, vemos que no alto sertão pernambucano como em quase todas as outras regiões de Pernambuco a cultura e o folclore do homem nordestino está no sangue.













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