, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 06/08/14

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    8 de jun de 2014

    REZADEIRAS NORDESTINAS

                                   
                                                                                          Fonte da imagem: ladedentro
                       




                         REZADEIRAS, CULTURA NORDESTINA





           Tão remoto quanto a origem do homem esse ritual pagão dá conta de uma tradição mitológica.Esse ritual é água com sal, rezas, rosários água benta, cordão e nome de santos, esse aspecto que envolve o solo sagrado das rezadeiras.  




             Geralmente, mulheres idosas que com a sua sabedoria de e ramos de plantas faziam uma reza e espantavam qualquer mal daquelas pessoas que estavam sendo submetida àquela oração.As vezes, essas pessoas moravam muito distante dos centro e que ficavam em seus sítios a léguas e léguas de distância. 




         Surgindo para amenizar o sofrimento de quem é castigado pelas secas, são conhecidas como enfermeiras no sertão e até como um anjo da guarda. Elas cumprem o papel social de socorrer as pessoas que sofrem pela fome e pela sede em plena caatinga e o elo místico poderoso funde-se com a voz que sussurra da rezadeira, na hora em que está tratando alguém de alguma doença com: enxaqueca, espinhela caída, quebrantes e mau olhado ou qualquer outro tipo de dor.

      


         Com mãos ágeis, elas sustentam ramos verdes e pequenos. Traçando no ar, o sinal da cruz sobre a cabeça do doente. Elas tecem um fio invisível, unindo as dores dos homens, mazelas sem fim. Os ramos vão murchando com a continuação da reza . 

      



            As orações invocam santíssima trindade, não permitem que as pessoas cruzem os pés para não invalidar as orações por elas feitas. Na verdade, as rezadeiras, são pessoas que tentam fazer o bem a quem não tem muita oportunidade financeira e que estão em lugares sem infra estrutura pública e que não dá nenhuma oportunidade para locomoção para grandes centro para se tratarem em hospitais. Elas fazem parte da cultura do sertão do nordeste brasileiro e tem uma história na cultura popular. Essas mulheres, sempre teve o respeito do povo sertanejo.

    SOCIEDADE RURAL

                                                              Fonte da imagem: butecodolufe
                                  

                              
                             MULHERES DO SERTÃO 


       


         Além de ser uma ação humanitária, essas mulheres do Sertão Nordestino eram e ainda em alguns lugares são o anjo da guarda de muitos recém nascidos. As parteiras ao longo da história, desempenharam muito bem um papel na constituição da sociedade, levando em conta que os seres humanos antes mesmo de nascer já são seres sociais. 

      

         Até os anos 50, a grande maioria dos partos eram a domicílio e assistido por parteiras. Durante vários séculos, e na sociedade rural, a sua ação era baseada nos conhecimentos tradicionais em que aprendiam a arte de partejar, tornando-se uma segunda mãe na vida das crianças aparadas por elas. 

       

          Essas mulheres magníficas e corajosas, aliás, como todas são, elas fizeram uma parte da obra cultural do Sertão Nordestino, até ao ponto do rei do "Baião" Luiz Gonzaga, homenageá-las com uma música. A música "Samarica" ele fez em homenagem a essas mulheres guerreiras do sertão, que ajudou a crescer o número populacional dos longínquos torrões do Nordeste brasileiro


       
         No Nordeste, do começo do século passado ou até mesmo antes, o oficio de partejar das parteiras tradicionais do sertão, era a única alternativa para a assistência ao parto e à saúde das mulheres pobre dessa região tão assolada pela seca e pela extrema pobreza. Quando não chovia e que a estiagem se tornava prolongada. 


       
         As parteiras tradicionais são herdeiras cultural realmente do ofício de partejar, pois sempre esse ofício ia passando de geração pra geração de mulheres. Pois era muito difícil esses lugares ter hospitais e obstetras para atendimento médico. Essas mulheres maravilhosas são chamadas no sertão, de comadre, madrinha, e outros nomes. 

       

          Elas não mediam distâncias e percorriam as vezes a pé o percurso, atravessavam rios a nado, cortavam alguns caminhos para chegarem mais rápidas aos seus destinos. Essa pressa tem motivo de sobra, porque para fazer o parto de uma criança que está preste a nascer. 


       
         A assistência dessas mulheres às mulheres que estão para parir é fundamental. Elas são responsáveis por pelo menos uns 450 mil partos todos os anos. São 45 mil mulheres nas regiões mais remotas do nordeste e do norte brasileiro. Dessas 45 mil mulheres, 6 mil estão organizadas em rede.


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