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08 junho, 2014

SOCIEDADE RURAL

                                                          Fonte da imagem: butecodolufe
                              

                          
                         MULHERES DO SERTÃO 


   


     Além de ser uma ação humanitária, essas mulheres do Sertão Nordestino eram e ainda em alguns lugares são o anjo da guarda de muitos recém nascidos. As parteiras ao longo da história, desempenharam muito bem um papel na constituição da sociedade, levando em conta que os seres humanos antes mesmo de nascer já são seres sociais. 

  

     Até os anos 50, a grande maioria dos partos eram a domicílio e assistido por parteiras. Durante vários séculos, e na sociedade rural, a sua ação era baseada nos conhecimentos tradicionais em que aprendiam a arte de partejar, tornando-se uma segunda mãe na vida das crianças aparadas por elas. 

   

      Essas mulheres magníficas e corajosas, aliás, como todas são, elas fizeram uma parte da obra cultural do Sertão Nordestino, até ao ponto do rei do "Baião" Luiz Gonzaga, homenageá-las com uma música. A música "Samarica" ele fez em homenagem a essas mulheres guerreiras do sertão, que ajudou a crescer o número populacional dos longínquos torrões do Nordeste brasileiro


   
     No Nordeste, do começo do século passado ou até mesmo antes, o oficio de partejar das parteiras tradicionais do sertão, era a única alternativa para a assistência ao parto e à saúde das mulheres pobre dessa região tão assolada pela seca e pela extrema pobreza. Quando não chovia e que a estiagem se tornava prolongada. 


   
     As parteiras tradicionais são herdeiras cultural realmente do ofício de partejar, pois sempre esse ofício ia passando de geração pra geração de mulheres. Pois era muito difícil esses lugares ter hospitais e obstetras para atendimento médico. Essas mulheres maravilhosas são chamadas no sertão, de comadre, madrinha, e outros nomes. 

   

      Elas não mediam distâncias e percorriam as vezes a pé o percurso, atravessavam rios a nado, cortavam alguns caminhos para chegarem mais rápidas aos seus destinos. Essa pressa tem motivo de sobra, porque para fazer o parto de uma criança que está preste a nascer. 


   
     A assistência dessas mulheres às mulheres que estão para parir é fundamental. Elas são responsáveis por pelo menos uns 450 mil partos todos os anos. São 45 mil mulheres nas regiões mais remotas do nordeste e do norte brasileiro. Dessas 45 mil mulheres, 6 mil estão organizadas em rede.