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10 outubro, 2014

CURTINDO COURO NO SERTÃO

                                         Fonte da imagem: jataovaqueiro
                                   



                               ESPICHANDO O COURO
   





      O sertanejo que vive e mora no semiárido nordestino, vive e se mantem do seu trabalho e de tudo aquilo que ele produz nesse pedaço de chão do nordeste brasileiro. Uma das atividades que eles gostam mais de fazer é o manejo com o seu pequeno ou grande rebanho bovino.
   





       O sertanejo também está investido muito no seu rebanho caprino. Pois bem, como todos sabem, o nordeste é muito forte na criação de gado de corte e de leite.  Porém nas secas que se sucedem praticamente uma atrás da outra, essa atividade vem caindo drasticamente, e com isso praticamente o sertanejo deixa de produzir o couro que ele tira dos seus animais, tais como: bovinos, caprinos e ovinos. 
   






      No sertão, de tudo que se planta ou se cria, dá um pouco, é só chover. Mas as estiagens vem castigando não só uma cadeia alimentar, mas também tudo que depende dela, como as pessoas que vivem ou não nesse local. Primeiro porque se não produzir não come e nem vende, e as pessoas da cidade, queira ou não, dependem sim, de todos que produzem.
   





       Bem, então a indústria do couro funciona assim: O agricultor tira o couro das suas reses, coloca para secá-lo, ou curti-lo ao sol e ao vento, com a forma mais artesanal possível, que é espichando em varas talvez de catingueira ou outra madeira qualquer típica do bioma. Depois de seco, o couro fica bem duro mesmo, ele o enrola e leva para vende-lo na cidade mais próxima.
   





        Tem alguns comerciantes da cidade, que vivem de negociar só couro e mel, as vezes castanhas etc. Então depois o couro é vendido, e vai ser beneficiado, e por aí vai. Na verdade, o couro já foi uma das mais promissoras fontes de trabalho no interior do sertão, hoje nem tanto.
   






       Essa é uma das matérias primas mais importante para o calçado brasileiro e outros utensílios da indústria nacional do couro, mas como eu já expliquei, o nordeste brasileiro sofre bastante com as estiagens e portanto sem água fica difícil tem um manejo dentro da pecuária, para que se possa ter um couro de boa qualidade para se trabalhar. 
   






        Nessa linha de raciocínio, vemos que a indústria do couro no sertão, já ficou comprometida já faz muito tempo. Hoje a indústria do couro no sertão, é bem reduzida, mas sabemos que o couro faz parte e sempre fará parte da cultura do nordeste brasileiro.
   






        A onde estiver um vaqueiro, um criador de gado ou de caprinos ou mesmo ovinos, lá estará um homem vestido com couro. As roupas de couro como gibão, perneira, botas, chapéu, calça e outros acessórios, estarão sempre em evidência no sertão, porque lá sempre estará um artesão fazendo esses acessórios para o vaqueiro nordestino.

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