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05 dezembro, 2015

O SERTANEJO




                                                                        Fonte da imagem: marcosantonioserido
                                                                     
                                   
                                        CENA RURAL

      
      Uma das cenas mais sertanejas que eu considero dentre tantas outras, é aquela de que, quando o sertanejo pela tardinha ou pela manhã, separa o gado dentro do curral para ser ordenhado. 


      Bezerro pego na unha como diz o vaqueiro, e amarrado na perna da sua mãe para que o vaqueiro possa ordenhar. Sabemos que a produção de leite, ela aumenta ou diminui de acordo com a situação do período de inverno ou de estiagem. 


      Na verdade, quando o inverno é bom, a pastagem cresce e o fazendeiro ou o pequeno criador, coloca o seu gado para pastar sem medo de que ele perca peso, pois ele complementa esse pasto com uma ração balanceada. Já na seca, ele não tem o pasto e ainda vai ter que arcar com uma despesa a mais para sustentar o seu rebanho, isso quando ele tem condições. 


      O pequeno criador é o que sofre mais nas intermitentes estiagens no sertão nordestino. Com todas essas adversidades, não existe outro lugar no Brasil para ter condições mais favoráveis para a produção de leite do que o Nordeste. 


      O nordeste tem um clima ótimo, tem temperatura ideal e um bom solo. As raças holandesa com Gir com Girolando e outras, são excepcionais para produção de leite. Acho até que os pequenos produtores são os que mais conseguem juntos, uma grande produção para o Nordeste brasileiro. 


       O bom disso tudo, é que os sertanejos que criam gado no sertão nordestino, ele na maioria das vezes, fazem o curral, junto a casa de fazenda. Esses currais são feitos de tronco de carnaúba ou de madeira mesmo. 


   O sertanejo, ele tem como prática, levantar de madrugada e separa o gado para ordenha, depois que faz o seu serviço, ele leva o leite para cozinha para ser cozido e para que seja servido no café pela manhã e o resto desse leite vai para produção de queijo ou para a venda na cidade mais próxima. 


      Depois disso ele solta o gado para pastar e só volta a pegar o gado à tardinha justamente para ordenhar de novo, e assim entre garças brancas e quero quero (Vanellus chilensis), o rebanho bovino e caprino, vão fazendo parte do cenário sertanejo do homem nordestino. 


    Só quem conhece isso, é que sabe o que eu estou falando. Viva a nação nordestina, viva o Brasil. Os quero-quero são aves que costumam viver em banhados, pastagens e outras áreas. Quando o sertão nordestino está chuvoso ele reaparece e fica fazendo parte da paisagem do sertão. Isso é a nossa terra, isso é a nossa gente.


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