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02 janeiro, 2016

CORDEL

Fonte da imagem: apoesc



UMA TRADIÇÃO MILENAR


      
     
     Não adianta falar de cultura nordestina se não falar da cultura dos folhetos, também conhecida no Brasil como literatura de cordel. Esse gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, normalmente impresso em livreto de 08, 16 ou 32 páginas, o seu tamanho não costuma ser maior que as palmas da mão. 


  Essa forma de demonstração artística popular é encontrada facilmente nas feiras livres do nordeste brasileiro. O cordel é uma vertente diferente de outras formas de literatura, isto é, surge da fala comum de pessoas simples e também das histórias contada por elas, e não fixadas no papel. A literatura nasceu oral e foi assim durante milênios. 


     Nascida lá pelo século XVI na península Ibérica por meios dos trovadores, que recitavam seus versos a tradição chegou junto com os colonizadores portugueses ao Brasil, isso, como em quase todos os nossos costumes onde a influência portuguesa está presente em quase tudo que praticamos. 


    Claro que fomos adaptando tudo que eles deixaram por aqui, e isso foi valorizando e enriquecendo cada vez mais o nosso folclore. É tanto que todo o nosso folclore adquiriu características próprias.



    Os folhetos sempre foram sinônimos de publicação de baixo valor e prestígio. Sempre foram vendidos pendurados em cordões de barbantes, na portas de livrarias e, só depois, foi se popularizando, e com isso vieram as evoluções gráficas pelas mãos dos artistas das gerações seguintes. 


     Foi daí que suas capas ficaram modernas tipos cartões postais, até que, nos anos 50 o folheto teve a sua cara definida com desenhos rústicos feitos em xilogravura. Hoje, esse folhetos não são apenas reconhecidos, e não tem só uma identidade, eles tem grande relevância para a sociedade atual brasileira, pois trata de questões sociais tais como: a religião, a economia, a política e outras questões.



    Sendo assim, o cordel ainda continua vivo na cultura nordestina dando a sua contribuição como um ícone de cunho cultural e social para essa nova geração que aí está. O cordel ainda é encontrado pendurado em lugares que preserva a cultura popular e que conserva as trovas e os trovadores nordestinos. Dessa forma, onde tiver um artista popular do nordeste brasileiro, sempre ira existir o “folheto”.



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