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27 novembro, 2016

DAMA SERTANEJA

ROMANCISTA NORDESTINA | Fonte da imagem: meurancho










ROMANCISTA NORDESTINA








       Como todos nós sabemos, o Nordeste brasileiro contribui e muito para a cultura popular do Brasil. Tivemos influências de várias outras culturas inclusive indígena, mas absolvemos todas essas riquezas culturais e transformamos em uma cultura própria, genuinamente nossa. Tivemos influências europeia em tudo que fazemos hoje, mas como eu já disse, absorvemos tudo isso e construímos uma cultura própria, na culinária, na literatura, na dança, na, na sétima arte e em tudo que faz parte da nossa cultura. Hoje vamos destacar a nossa literatura através da nossa “Dama Sertaneja”. 






        Raquel de Queiroz foi uma escritora brasileira, nascida em Fortaleza capital do Ceará no dia 17 de novembro do ano de 1910, filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz. Ela foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras, eleita para a cadeira nº 5, no ano de 1977. Raquel de Queiroz era romancista, jornalista, cronista, teatróloga e tradutora. 






       Como uma grande mulher e nordestina, Raquel de Queiroz tinha duas características para ficar à margem de qualquer movimento intelectual e pioneiro no Brasil, isso já nas primeiras décadas do século XX, se não fosse um pequeno detalhe: ela foi a pioneira, e isso quebrou aquele tabu pois a literatura nessa época era predominantemente dominado por escritores, ainda com suas narrativas europeizadas, justamente onde as raízes do Brasil nordestino inexistiam. 






       Ela fixou um marco na história literária e social brasileira. Em seu romance de estreia, “O quinze”, cuja a história escolhida foi a grande seca que castigou o estado do Ceará no ano de 1915, ela retrata numa linguagem enxuta e expressiva. Como uma grande escritora, Raquel de Queiroz sempre tinha a preocupação de destacar as dificuldades dos sertanejos nordestinos. Ela era uma espécie de porta voz desse povo sofrido do sertão brasileiro. Para fugirem da seca de 1915 que assolou o estado do Ceará, ela foi para o Rio de Janeiro com sua família. 






       Ela e a sua família, passaram pouco tempo no Rio de Janeiro, e de lá foram para Belém do Pará, onde passaram dois anos. De volta à Fortaleza, entrou no Colégio Imaculada Conceição, aonde se formou em pedagogia, isso no ano de 1925. No ano de 1927 estreou no Jornalismo no Jornal “O Ceará”, com o pseudônimo de Rita de Queluz, publicando uma carta ironizando o concurso Rainha dos Estudantes. 






       Projetou-se na vida literária do Brasil com apenas 20 anos de idade. Em 1932, publicou um novo romance, intitulado “João Miguel”. Em 1937 retornou com “Caminho de Pedras”. Dois anos mais tarde, conquistou o prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira, com o romance “As Três Marias”. No Rio, onde residia desde 1939, colaborou no “Diário de Notícias”, na revista “O Cruzeiro e no “O Jornal”. Publicou mais de duas mil crônicas, que resultou na edição dos livros: “A Donzela e a “Moura Torta”, “100 Crônicas Escolhidas”, “O Brasileiro Perplexo”, “O caçador de Tatu” e “Cenas Brasileiras”. Na década de 1930, Rachel de Queiroz entrou para o Partido Comunista Brasileiro, foi militante política no estado de Pernambuco, no ano de 1937, chegaria a ser presa. 






       Foi casada com José Auto da Cruz Oliveira. Alguma de suas obras: João Miguel, romance (1932), Caminho de Pedra, romance (1937), As três Marias, romance (1922), Lampião, peça de teatro (1953), Dora Doralina, romance (1975), Lampião; A beata Maria do Egito, livro (2005), e muitos outros romances, ela lançou durante quase toda sua vida. 






       “ A Dama Sertaneja”, foi uma espécie de porta voz do sertão do Nordeste brasileiro, pois os seus romances e livros, ela gostava de relatar tudo que acontecia na vida social dessas pessoas que habitavam o sertão Nordestino, como por exemplo: as secas, a fome e toda parte social e econômica dessa região tão sofrida e esquecida pelos poderes públicos, notem que da época de Raquel de Queiroz,  até os dias de hoje, o sertão do Nordeste, ainda tem sede, fome e miséria, em pleno século XXl, então vemos que mudou pouco as coisas dentro do “Sertão Nordestino”. Raquel de Queiroz morreu no dia 4 de novembro de 2003, aos 92 anos. Essa mulher nordestina saiu da vida para entrar para a história da cultura do Nordeste e do Brasil. Deixou um legado de honestidade e de grandes trabalhos para as futuras gerações.








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