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08 dezembro, 2016

ATIVIDADE EXTRATIVISTA

MULHERES DO BABAÇU | Fonte da imagem: Overmundo












MULHERES DO BABAÇU









       O estado do Maranhão é um dos estados do Nordeste brasileiro que tem um potencial econômico muito grande. Nesse estado, foram desenvolvidos grandes projetos, nas quais alavancou a economia maranhense. Esses projetos geraram muitos empregos e renda, e transformou esse estado em um grande exportador. São projetos de criação de gado, plantação de arroz e soja e também a produção de ferro que vem de Carajás no estado do Norte, o Pará. 






       Hoje a economia forte do estado do Maranhão é a agricultura. Como existe a nossa mata atlântica, que fica no litoral nordestino, também existe a “mata de cocais”, que é uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia amazônica e as terras semiáridas do Nordeste. O babaçu é uma das mais importantes palmeiras brasileiras. Ela pode chegar até 20 metros de altura, tem uma folha com 8 m de comprimento, tem flores creme-amareladas em longos cachos. 






       Os frutos dessa palmeira são ovais alongados, que tem coloração castanha. Eles surgem de agosto a janeiro. No estado maranhense, o babaçu ainda é uma grande fonte de emprego e renda para as famílias de classe baixa. O principal produto extraído do coco babaçu, são as amêndoas, que possui o maior valor industrial, elas estão dentro do seu fruto. A extração das amêndoas é manual, em sistema caseiro e tradicional de subsistência. 






       Um dia de trabalho das quebradeiras de coco babaçu, lhe dá um valor muito baixo, quase irrisório. Esse trabalho é um trabalho muito cansativo e que tem uma remuneração muito baixa. Sem falar que, nos dias de hoje, devido as constantes queimadas e derrubadas dessa palmeira nativa, elas se tornaram vítimas desse tipo de procedimento na agricultura e na pecuária dessa região. As quebradeiras se mobilizaram e iniciaram uma luta para terem o babaçu livre, pois muitos desses pecuaristas, construíram cercas em torno das áreas de incidência dessa palmeira, impedindo assim que, a coleta desse coco fosse feita. 






      Sendo assim, eles usariam essa forma como um meio de impedir a livre circulação das quebradeiras em suas terras. As mulheres que quebram o coco babaçu, tem como fonte de renda a extração dos caroços de coco, pois eles servem para fazer sabão, leite, azeite e carvão, e da casca ainda é retirada um pó que é feito uma espécie de farinha nutricional, que serve para fazer mingau para crianças desnutridas. Na verdade, o babaçu é conhecido como o ouro maranhense. 






        O projeto de lei nº 001/2012 tem por fim reverter o atual quadro de devastação dessa palmeira, e instituir uma política de proteção e preservação dos babaçuais e das famílias que dele dependem. Esse projeto também proibi a derrubada dessas árvores, e garantir o livre acesso das quebradeiras de coco, assim estimular a cadeia produtiva do babaçu. 






        Todos que participaram dessa atitude de preservação e da continuidade dessa cultura tão antiga, na região dos cocais de babaçus do estado do maranhão, estão de parabéns, pois com isso, eles preservam a cultura popular dessas pessoas, e ainda fazem com que elas, gerem emprego e renda para as suas famílias. As quebradeiras de coco babaçu, constituem em um conjunto de mulheres, identificadas por uma forma de trabalho comum a coleta do coco babaçu e atividades correlatas de beneficiamento do fruto. Essas pessoas são trabalhadores rurais nativos do estado do Maranhão.





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