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04 abril, 2017

REALIDADE DURA DO SERTÃO

SECA FOME E MISÉRIA | Fonte da imagem: c4noticias









SECA FOME E MISÉRIA







      Não é fácil viver e sobre viver das migalhas dadas por aquelas pessoas que só querem os votos das pessoas humildes e pobres do sertão do Nordeste. No Nordeste brasileiro, falta água, falta pão, falta respeito aos seres humanos que lá residem; mas sobra a discriminação a exclusão e o abandono principalmente nas épocas de secas. Desolados pelo estado sem alimento, sem plantação, morre o homem, morre o gado, morre a própria esperança de ter pelo menos um pouco de respeito e de ter um pouco de infraestrutura onde eles residem. 






Muitos sertanejos choram nessa triste condição e aos céus ainda rogam que caia chuva no sertão. A ladainha é sempre a mesma, desde promessas feitas para ajudar o povo pobre do Nordeste até pequenas migalhas dadas por aqueles que tem condições de ajudar e não ajudam, isso acontece sempre um pouco antes das eleições feitas de 4 em 4 anos. Desde a chegada no Brasil do Rei Don João Vl de Portugal no começo do século XlX, que disse que queria “vender as joias da coroa, para ajudar o Nordeste brasileiro, e isso talvez nunca tenha acontecido. Infelizmente o Brasil ainda é um país terrivelmente ignorante. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 39,5% das pessoas aptas a trabalhar no Brasil não possuem nem o ensino fundamental e mais de 13 milhões de brasileiros são incapazes de ler um texto como esse, pela única razão de serem analfabetas. 






      Talvez muita gente não saiba, mas existem mais de 25 milhões de brasileiros (uma Austrália) vivendo com uma renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza, e mais de 8 milhões (uma suíça) vivendo abaixo da linha de extrema pobreza, ou seja, na indigência. A fome, a sede e a miséria são sorrateiras e silenciosas, como um bicho que se embrenha por dentro do mato, a fome corrói os lares miseráveis do sertão Nordestino e dos lugares mais distantes do sertão Nordestino. Ela faz estragos sem pressa, matando aos poucos, surda e continuamente, seu exército de famintos. 






      As regiões áridas pela própria natureza e erodida pelo homem, desespero do sofrimento das secas implacáveis. Essa é uma das realidades do sertão nordestino para com todos e principalmente com as famílias de baixa renda e aquelas famílias que estão abaixo da linha de pobreza, os “miseráveis”. Essa é a realidade de muitas famílias que não sabem o que é comer no dia seguinte. Depois de várias décadas, pouca coisa mudou dentro do sertão Nordestino. É o flagelo dos que nada ou pouco têm para comer. É isso que acontece dentro do sertão nordestino, infelizmente é cultural, as famílias tradicionais, ainda tem aquele antigo conceito de mandarem nessas áreas remotas da caatinga. 






      Isso sempre existiu, e dificilmente acabará porque também é cultural. Sabemos que pobres precisam de ricos e ricos precisam de pobres, pois isso é a lei natural da vida, o que não deve existir é que essa mão de obra dos mais necessitados seja explorada com diárias abaixo da média. A mão de obra qualificada ou não ela precisa ser valorizada por quem está pagando, pois sem essa mão de obra o patrão não vai lá para fazer o serviço de pião. Pois muitos que nasceram em berços de ouro, e vivem nas sombras da exploração da ignorância de muitos que não tiveram a oportunidade de estudarem, pois, essa é a situação que essas pessoas querem que o povo do sertão viva, pois só assim, podem fazer com que os mais pobres fiquem nas sombras da ignorância política, social e econômica dessa região mais pobre do Brasil. 






      A fome em qualquer canto, é uma degradação e um grande flagelo para a espécie humana, e se tratando de sertão nordestino isso se torna mais doloroso e revoltante, pois ela também é dor na alma e é tão profunda que parece um grande abismo sombrio. No sertão Nordestino existem povoados inteiros que as pessoas passam fome e vivem em absoluta miséria, sem condições de trabalhos, sem uma infraestrutura decente tais como: hospital e escolas e que a má distribuição de renda, só vem de alguma pequena prefeitura, que na maioria das vezes são deficitárias. 






      Mesmo com uma parte da transposição do rio São Francisco, que começou no governo Lula e Dilma, e que foi um passo gigantesco para o progresso de muitos nordestinos, mas como a região é imensa e com 9 estados, ainda existem setores aonde essa água não chegou e que ainda existem muitas regiões que não viram os benefícios  dessa transposição, ao ponto de homem dividir um pouco da água barrenta com os animais. Não é fácil sobreviver dentro do bioma chamado caatinga, a seca que existe dentro dessa região, ela é implacável e não tem piedade com os seres viventes que nela habitam. A região do sertão do Nordeste brasileiro precisa ser vista de outro ângulo, precisa de socorro por parte dos poderes constituídos, para que ela vem a crescer economicamente, socialmente e gerar renda e emprego para aquelas pessoas que nela moram. O sertão não precisa de migalhas, precisa é de uma política social séria para que esse lugar ajude o Brasil a crescer economicamente, socialmente e culturalmente.


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