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02 fevereiro, 2017

LUGAR ESQUECIDO

EXTREMA POBREZA | Fonte da Imagem: Vidal Cavalcante












EXTREMA POBREZA








       Nordeste cinzento e faminto a espera de chuvas que quase nunca vem. Sem falar em alguns políticos que só aparecem de 4 em 4 anos para pedirem votos. Essa histórica de secas no Nordeste brasileiro vem desde o século XVI. O problema é que, para a caatinga ficar verde, basta só uns três dias de chuvas, então esse bioma fica verdinho, mas só isso não é o que os sertanejos precisam, eles precisam além de chuvas regulares, precisam de financiamentos para eles comprarem as sementes para poderem plantarem. 






       Com tudo isso, ainda não é o suficiente para que ele garanta a colheita, pois se o inverno não for regular, eles podem ter prejuízos com suas plantações. Então não é uma ou duas chuvas que vai dizer se o sertão está ou não está no inverno. As chuvas têm quer ser, regulares, para aí então, dizermos se o sertão está com um inverno bom ou não. Os historiadores e pesquisadores já datam secas, fome, epidemias e misérias desde essa época, ou seja, desde o século XVI. Esses relatos datam da época da colonização portuguesa na região. 






       Quem ocupava essas áreas mais remotas do sertão nordestino, eram os índios. Uma das primeiras grandes secas que se tem notícias foi entre 1580 e 1583. Os engenhos das capitanias foram prejudicados, a falta de água também prejudicou os fazendeiros. Somente no século seguinte foi que a população sertaneja passou a ocupar o polígono das secas. Acho que poucas pessoas, levam a seca a sério, pois para quem depende de um prato de comida por dia e as vezes não tem, um prato de comida é muito especial, mas para quem tem um banquete em sua mesa, talvez um só prato de comida, não seja tão especial assim.






        Então eu acho que, o sertanejo está cansado de viver de promessas políticas. Entra ano sai ano, entra governo sai governo, é a mesma coisa, as vezes um paliativo aqui outro ali, mas nada de concreto que solucione a seca no sertão nordestino. Esse fenômeno natural, caracterizado pelo atraso na precipitação de chuvas ou a sua distribuição irregular, que acaba prejudicando o crescimento ou desenvolvimento das plantações agrícolas. 






       A seca é o resultado da interação de vários fatores, alguns extremos à região tais como: processo de circulação dos ventos, e as correntes marinhas que se relacionam com o movimento atmosférico, impedindo assim, a formação de chuvas nessa região. Bom, esses são termos técnicos, mas quem está no centro do furacão das secas, ninguém quer saber muito disso, eles querem é que os governantes procurem e solucionem o problema dessa região aonde eles vivem quem é afetada por muitas secas durante muitos anos. 






       As secas no Nordeste brasileiro, têm cheiro de fome, pois se ninguém planta, não tem comida, e se não tem comida, o povo morre de fome. A tristeza da seca é tão grande que, tem muitas barragens, riachos, cacimbas e barreiros que secaram e até a data de hoje não conseguiram encher completamente. Em pouquíssimas sub-regiões nordestinas ainda vemos um pouco desse líquido precioso, mas em outras partes do sertão, ainda continua a seca imperando. 






       Falam os entendidos que, em 2017 o inverno vai ser bom no Nordeste brasileiro. Eu espero sinceramente que isso seja verdade, pois tem milhares de famílias famintas dentro e fora do sertão, esperando por um milagre, para poder ter comida em suas mesas. O cenário da seca, sertão adentro, é de descaso, abandono e dor. Algumas pessoas desconsideram estudos, previsões, diagnósticos. Resultado de pesquisas cientificas com indicadores de ciclos climáticos. 






       Muita gente diz que só conhecem a seca através de noticiários, assim fica fácil falar alguma coisa sobre esse flagelo chamado seca, quero ver as pessoas vir de encontro a essas regiões do sertão nordestino conhecer pessoalmente o flagelo da seca. Rapadura é doce, mas não é mole não, só sabe as dificuldades de um sertão seco, quem nasceu por aqui e vive dessa terra. 






       Essa tal indústria das secas talvez seja só um paliativo que nunca termina e que os homens que são responsáveis para acabar com esse sofrimento também não tenham muito interesse em resolver esse problema. Seria muito bom se um dia esse problema que vive atormentando o Nordeste brasileiro, fosse resolvido, e as pessoas não mendigassem o que elas têm por direito. O sertão nordestino é uma terra de homens destemidos e trabalhadores, precisam só de uma oportunidade de trabalho em suas terras e um pouco de dignidade.





EXTREMA POBREZA | Fonte da Imagem: Vidal Cavalcante












EXTREMA POBREZA








       Nordeste cinzento e faminto a espera de chuvas que quase nunca vem. Sem falar em alguns políticos que só aparecem de 4 em 4 anos para pedirem votos. Essa histórica de secas no Nordeste brasileiro vem desde o século XVI. O problema é que, para a caatinga ficar verde, basta só uns três dias de chuvas, então esse bioma fica verdinho, mas só isso não é o que os sertanejos precisam, eles precisam além de chuvas regulares, precisam de financiamentos para eles comprarem as sementes para poderem plantarem. 






       Com tudo isso, ainda não é o suficiente para que ele garanta a colheita, pois se o inverno não for regular, eles podem ter prejuízos com suas plantações. Então não é uma ou duas chuvas que vai dizer se o sertão está ou não está no inverno. As chuvas têm quer ser, regulares, para aí então, dizermos se o sertão está com um inverno bom ou não. Os historiadores e pesquisadores já datam secas, fome, epidemias e misérias desde essa época, ou seja, desde o século XVI. Esses relatos datam da época da colonização portuguesa na região. 






       Quem ocupava essas áreas mais remotas do sertão nordestino, eram os índios. Uma das primeiras grandes secas que se tem notícias foi entre 1580 e 1583. Os engenhos das capitanias foram prejudicados, a falta de água também prejudicou os fazendeiros. Somente no século seguinte foi que a população sertaneja passou a ocupar o polígono das secas. Acho que poucas pessoas, levam a seca a sério, pois para quem depende de um prato de comida por dia e as vezes não tem, um prato de comida é muito especial, mas para quem tem um banquete em sua mesa, talvez um só prato de comida, não seja tão especial assim.






        Então eu acho que, o sertanejo está cansado de viver de promessas políticas. Entra ano sai ano, entra governo sai governo, é a mesma coisa, as vezes um paliativo aqui outro ali, mas nada de concreto que solucione a seca no sertão nordestino. Esse fenômeno natural, caracterizado pelo atraso na precipitação de chuvas ou a sua distribuição irregular, que acaba prejudicando o crescimento ou desenvolvimento das plantações agrícolas. 






       A seca é o resultado da interação de vários fatores, alguns extremos à região tais como: processo de circulação dos ventos, e as correntes marinhas que se relacionam com o movimento atmosférico, impedindo assim, a formação de chuvas nessa região. Bom, esses são termos técnicos, mas quem está no centro do furacão das secas, ninguém quer saber muito disso, eles querem é que os governantes procurem e solucionem o problema dessa região aonde eles vivem quem é afetada por muitas secas durante muitos anos. 






       As secas no Nordeste brasileiro, têm cheiro de fome, pois se ninguém planta, não tem comida, e se não tem comida, o povo morre de fome. A tristeza da seca é tão grande que, tem muitas barragens, riachos, cacimbas e barreiros que secaram e até a data de hoje não conseguiram encher completamente. Em pouquíssimas sub-regiões nordestinas ainda vemos um pouco desse líquido precioso, mas em outras partes do sertão, ainda continua a seca imperando. 






       Falam os entendidos que, em 2017 o inverno vai ser bom no Nordeste brasileiro. Eu espero sinceramente que isso seja verdade, pois tem milhares de famílias famintas dentro e fora do sertão, esperando por um milagre, para poder ter comida em suas mesas. O cenário da seca, sertão adentro, é de descaso, abandono e dor. Algumas pessoas desconsideram estudos, previsões, diagnósticos. Resultado de pesquisas cientificas com indicadores de ciclos climáticos. 






       Muita gente diz que só conhecem a seca através de noticiários, assim fica fácil falar alguma coisa sobre esse flagelo chamado seca, quero ver as pessoas vir de encontro a essas regiões do sertão nordestino conhecer pessoalmente o flagelo da seca. Rapadura é doce, mas não é mole não, só sabe as dificuldades de um sertão seco, quem nasceu por aqui e vive dessa terra. 






       Essa tal indústria das secas talvez seja só um paliativo que nunca termina e que os homens que são responsáveis para acabar com esse sofrimento também não tenham muito interesse em resolver esse problema. Seria muito bom se um dia esse problema que vive atormentando o Nordeste brasileiro, fosse resolvido, e as pessoas não mendigassem o que elas têm por direito. O sertão nordestino é uma terra de homens destemidos e trabalhadores, precisam só de uma oportunidade de trabalho em suas terras e um pouco de dignidade.





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