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02 fevereiro, 2017

VOLTANDO A SER CRIANÇA

JEITO MEIO RUDE DE FAZER ARTE | Fonte da imagem: Impressões Digitais











JEITO MEIO RUDE DE FAZER ARTE








       Se existem uma forma maravilhosa de ser ver a vida, essa forma é você ver ela como uma porta de oportunidades para quem tem talento e criatividade, por mais difícil que você possa encontrar as coisas, mas sempre, você vai ter aquelas oportunidades que Deus pode te dá. Nessa postagem eu estou me referindo aos grandes talentos da nossa cultura popular que pelo simples, acaso da vida, nasceram em berço pobre, mas nunca deixaram de acreditar em si mesmos, mesmo tendo todas as dificuldades como outras pessoas tem, mas seguirem em frente com os seus talentos e trabalham dignamente mostrando esse talento para todos. 






       O Nordeste é um celeiro de talentos a céu aberto e isso podemos ver em todo esse Nordeste de meu Deus. O artista popular, é uma espécie de artista que na maioria das vezes não tem nenhuma formação acadêmica, mas tem aquele talento maravilhoso que Deus lhe deu. Nessas feiras livres ou em pequenos mercados populares que existem espalhados pelo sertão ou por qualquer outra sub-região nordestina, vemos trabalhos maravilhosos desses artistas desconhecidos e que não estão dentro de algumas estatísticas das artes, mas vemos suas obras espalhadas em alguns cantinhos de algumas feiras livres dessas do Nordeste brasileiro. 






       Eu escolhi um tipo de arte que é muito comum tanto dentro do sertão como fora dele, eu estou me referindo aos artistas que fazem aqueles carros de latas e que, são peças muito bem trabalhadas que encontramos aqui no Nordeste em regiões diversas dessa região. No final do século passado, existia uma tendência de que esses brinquedos eram os brinquedos da moda, pois eram tipicamente esses os brinquedos que as crianças gostavam de brincar. Também não tinham esses brinquedos eletrônicos como vemos hoje, daí então, esses brinquedos artesanais, eram eles que faziam a farra da criançada. Pois bem, esses maravilhosos artesãos, com toda sua técnica de fabricação, confeccionavam essas maravilhas. 






       Eles só usavam e ainda usam até hoje, para a fabricação dessas peças, madeira, prego, lata de leite e óleo, borracha e aspara. Juntando todo esse material, eles construíam qualquer espécie de carro de brinquedo artesanal, e isso sempre foi um sucesso. O tempo foi passando, e esses artesãos foram tendo uma luta desigual no que se refere ao livre comércio, na hora de vender o seu produto, pois conforme o tempo foi passando as indústrias lançavam brinquedos eletrônicos a preços baixos principalmente vindo da China, então isso foi desestimulando esses artesãos, ao ponto, deles diminuírem e muito, a fabricação desses brinquedos. 






       Hoje vemos que essa forma de fazer brinquedos não acabou mas deu uma grande diminuída na produção desses carrinhos de madeira e lata. Mas com todas as dificuldades, vemos que essa cultura ainda vive dentro das feiras livres do Nordeste brasileiro, e isso é muito importante, pois vemos que essa cultura de fazer carrinhos de latas, ainda manifesta o desejo de algumas crianças pobres, que gostam de brincar com esses brinquedos artesanais. Esses carros podem ser comprados para servirem de peças decorativas como várias outras peças da cultura nordestina. 






       A réplica dessas peças de carros são quase que perfeita, pois eles são feitos artesanalmente, e esses artesãos, fazem isso desde crianças. Pois esse tipo profissão, é passada de pai para filho. Com toda a modernidade dessa sociedade aonde vivemos, é um milagre ainda vermos esse tipo de brinquedo nas feiras livres, pois eles se tornaram bem rudimentares, com a evolução do tempo, tendo contra eles a informática, carros eletrônicos e shoppings centers, eu chego achar que eles estão sobrevivendo ao tempo e fazendo história ainda na cultura popular nordestina, graças as crianças pobres do interior nordestino, pois  ainda tem muita gente humilde e pobre, que nem tem condições de comprar um brinquedo eletrônico, e nem tem condições de ter um computador, infelizmente o capitalismo selvagem da sociedade aonde vivemos não nos dá escolha de podemos ser pessoas civilizadas e igualitárias para podermos ver a felicidade dos nossos vizinhos, Se as oportunidades fossem dadas para todos, seria maravilhoso, mas acho que estou querendo demais, isso é mesmo uma utopia. Resta pedir a Deus para que a cultura do homem branco seja sempre perpetuada de acordo com a sua consciência de cidadão e da cultura que ele preserva. 


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